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Um Natal Diferente dezembro 24, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Perseverança, Reflexão.
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Naquele escritório era assim. Todos os anos, pelo Natal, eles procuravam uma família que necessitasse de assistência para comemorar o Natal. Para o dia que se aproximava, eles localizaram uma família que havia sofrido várias tragédias nos dois anos anteriores. O Natal deles seria magro e triste.

Então, durante um mês, todos no escritório foram colocando as doações em dinheiro dentro de uma lata decorada. Depois, se divertiram muito escolhendo os presentes para o pai, a mãe e os seis filhos, imaginando a expressão de felicidade deles, ao receberem os presentes.

Para os meninos, luvas para o inverno e aviões em miniatura. Para as meninas, bonecas e bichinhos de pelúcia. Para a mais velha, já adolescente, perfume e um relógio.

Evidentemente, a família não deveria saber quem eram os doadores e, por isso, eles combinaram que o pastor da igreja rural freqüentada pela família, seria o portador dos presentes.

Na sexta-feira anterior ao Natal, a mãe da família voltou mais cedo para casa, após o trabalho. Ela recebera uma gratificação extra do seu patrão. O marido ficou feliz com a notícia. Agora eles tinham dinheiro para comprar presentes de Natal para os filhos. Sentaram-se e juntos fizeram uma lista, procurando combinar o querer com as necessidades. Mas, então, eles ficaram sabendo que um amigo estava prestes a ser submetido a uma cirurgia. Ele estava desempregado e não poderia pagar as despesas médicas. Mais do que isso, nem tinha o que comer em casa.  Condoídos com a situação, marido e mulher convocaram os filhos para uma reunião de família e decidiram entregar a gratificação de Natal a seus amigos.

Comida e despesas médicas eram mais importantes do que brinquedos de Natal.  Algumas horas depois de tomada a decisão, o pastor foi fazer uma visita para a família.  Antes que ele tivesse tempo de explicar o motivo da visita, eles contaram que gostariam de doar o dinheiro ganho e lhe pediram que entregasse o cheque para a família necessitada. O pastor ficou muito surpreso diante de tanta generosidade e concordou em entregar o cheque, com uma condição: todos eles deveriam acompanhá-lo até seu carro.  Sem entender muito bem o porquê da exigência do pastor, eles concordaram com o pedido. Quando atravessaram o portão da casa, eles viram o carro do pastor abarrotado de presentes de Natal. Presentes que o pessoal daquele escritório lhes havia mandado, como expressão de amor natalino.

Que Natal esplêndido foi aquele para as duas famílias necessitadas, para o coração do pastor e para todo o pessoal do escritório!

*  *   *

Num dia distante, há mais de vinte séculos, o Divino Pastor nasceu entre as Suas ovelhas. Veio manso, numa noite silenciosa, somente deixando-se anunciar por um coro de mensageiros espirituais, aos corações dos homens de boa vontade.

Até hoje, Ele continua assim: falando aos homens que se dispõem a ter boa vontade para com os outros homens. Boa vontade para se doar, para se dar, para amar.

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Servo de Todos dezembro 11, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria.
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O mergulho de Jesus nos fluidos grosseiros do orbe terráqueo é a história da redenção da própria Humanidade, que sai das furnas do “eu”, para os altos píncaros da liberdade.  Vivendo os reinados de Augusto e Tibério, cujas vidas assinalaram com vigor inusitado a História, o Seu berço e o Seu túmulo marcaram indelevelmente os tempos.

Aceitando como berço o reduto humílimo de uma estrebaria, no momento significativo de um censo, elaborou, desde o primeiro momento, a profunda lição da humildade para inaugurar um reinado diferente entre as criaturas. E não Se afastou, jamais, da diretriz inicial assumida: a de servo de todos.

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– Jesus concedeu ao verbo servir um significado todo diferente.

– Como o maior de todos pôde fazer tal afirmativa? – questionam os apressados.

– Servo de todos? Colocar-Se como um subalterno, uma pessoa menor, que apenas serve?

Ora, os grandes do Mundo sempre foram servidos, e jamais servos de alguém! E tal compreensão ainda é atual, infelizmente, no orbe terrestre: a de que aqueles que têm mais, intelectualmente, financeiramente, precisam ser servidos, e não servir.

Talvez, se compreendêssemos melhor a proposta milenar do Cristo, veríamos que estamos no caminho oposto à felicidade, quando assim pensamos. É muito lógico pensar que, quem tem mais, pode e precisa dar mais; que aqueles que têm maiores condições na esfera da inteligência, devem colocá-la a serviço dos menos capacitados. Essa é uma das propostas do Cristo, não só em Seu verbo, mas enraizada em Suas ações.

O ser mais perfeito que esteve na face da Terra, esse Espírito que já alcançou os patamares evolutivos que todos almejamos, veio à Terra para servir! Os grandes servem! Eis a lição clara, que precisa tomar espaço em nosso íntimo. Não há humilhação alguma em servir, em ser servo! São os preconceitos da alma humana que criaram esta impressão falsa.

Assim, se queremos ser grandes, se desejamos construir uma felicidade madura, real, o caminho de servir é fundamentalmente seguro e necessário.

*   *   *

Quando se aproxima mais uma celebração do nascimento de Jesus na Terra, e temos ensejo de fazer balanços e avaliações em nosso viver, recordemos da lição do servir. Estamos servindo à nossa família como poderíamos? Estamos servindo à sociedade de forma suficiente? Estamos servindo ao bem, de acordo com o potencial que temos? Quem conhece as lições do Cristo, e Sua grandiosidade no que diz respeito ao poder de transformação do Espírito humano, já tem muito para dar, e pode ser servidor poderoso.

Servimos, toda vez que estendemos a mão a quem precisa. Servimos, sempre que contribuímos para o sorriso dos outros, ao invés de provocar o choro amargo. Servimos, toda vez que cumprimos com os deveres de pai, de mãe, de filho.  Servimos, sempre que escolhemos o bem, o entendimento, a conciliação, nas disputas inter-relacionais ao nosso redor.

Seja servo de todos e seja mais feliz.

Regra de Ouro novembro 20, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Sabedoria.
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Qual será o segredo do sucesso? Por que determinadas pessoas se destacam pessoal e profissionalmente enquanto outras ficam à margem da sociedade?

Houve um legendário homem de negócios, um dos propulsores do progresso nos Estados Unidos da América do Norte que desejou ter resposta a essas perguntas. Ele se chamava Andrew Carnegie e, para conseguir o seu intento, financiou todas as despesas de uma pesquisa, durante nada menos de 25 anos.

Durante esse período deveriam ser entrevistadas pessoas de sucesso. As suas respostas seriam catalogadas de forma a que se pudesse chegar a um denominador comum. O resultado da pesquisa deveria ser leitura e estudo obrigatório de todas as pessoas e de todas as escolas, pensava o visionário americano.

Ele colocou à frente da pesquisa um nome respeitado por todos os consultores e pessoal ligado à capacitação e desenvolvimento humano: Napoleon Hill.

Durante um quarto de século a pesquisa séria foi desenvolvida. E como resultado, foi publicado um livro chamado A lei do triunfo.

Nele, Napoleon Hill apresenta 16 lições para se alcançar o sucesso. Uma dessas lições ele denomina regra de ouro e, conforme seu autor, deve ser a base de toda conduta humana.

Qual é essa regra de ouro?

Nunca fazer aos outros aquilo que não deseja que lhe façam.

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Há mais de 2000 anos, a mais ilustre personalidade que a Terra conheceu, já ditara a regra áurea. À margem do lago, nas estradas da Galiléia, nas sinagogas, Ele proclamou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos. Fazei ao outro o que desejardes vos seja feito. Ele era um Galileu, um Rabi, o Messias aguardado e anunciado.

Disse da felicidade ao servir ao seu semelhante, da conquista do Reino dos céus a todos os que exercitassem o amor.

Ele falava como quem tinha autoridade porque, ninguém como Ele, tinha conhecimento dos seres que habitavam esse planeta. Todos, ovelhas do rebanho que o Pai Lhe confiara à guarda. Tendo realizado toda a trajetória de luz, detinha a ampla ciência dos destinos da criatura. Por isso, as normas que legou à Humanidade e foram enfeixadas em capítulos e versículos se denominou: Evangelho.

Evangelho quer dizer Boa Nova, boa notícia. Notícia que vem falar de felicidade, apontar roteiros, dizer que todo sofrimento é transitório. Só a felicidade é perene. E ela pode ser alcançada a qualquer tempo, bastando que a pessoa realize o gesto no sentido de detê-la entre seus dedos e usufruí-la na intimidade de sua alma. E o maior sucesso que uma pessoa pode almejar para a sua própria vida é ser feliz.

Pense nisso!

Autoridade outubro 28, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Perseverança, Reflexão, Sabedoria, Tempo, Trabalho.
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O desejo de ocupar posições de destaque e relevância é bastante comum. A vida dos poderosos do mundo costuma ser idealizada pelas multidões. Eles aparecem ricamente trajados, em festas ou em situações de regalo e desfrute. Quem leva uma vida modesta e obscura, não raro, almeja trocar de lugar com essas importantes figuras.

Muitos se inquietam e desgastam com sonhos de grandeza. Quando comparam as suas vidas com as de alguns outros, ficam amargurados e tristes. Chegam a se achar injustiçados pela Divindade, haja vista a escassez de suas posses. Mas opulência e modicidade de recursos refletem apenas diferentes formas de aprendizado. A vida modesta tem grande valor, se levada a efeito com dignidade e sem murmurações. Ela viabiliza a correção de graves vícios espirituais, como vaidade e apego a bens materiais. Não se trata de fazer apologia da miséria como estado ideal. A miséria é uma chaga social que deve ser extirpada, mediante educação e oferta de oportunidades aos que a sofrem. Mas entre a miséria e a opulência há uma miríade de situações intermediárias.

Nem todos podem ser ricos e poderosos ao mesmo tempo. Por isso, as posições sociais e econômicas se alternam ao longo das encarnações. Com respeito aos talentos e às inclinações de cada um, todos são chamados a viver as mais variadas situações. O relevante é ser digno, operoso e solidário, qualquer que seja a própria realidade. A vida dos poderosos, muitas vezes, nada tem de invejável. Sob a aparência de brilho e abastança, jazem pesadas responsabilidades. Elas são tão mais pesadas porque guardam o condão de influenciar a vida de incontáveis pessoas.

O detentor de autoridade, da espécie que seja, sempre terá de dar contas do uso que dela fez. Ela nunca é conferida por Deus para satisfazer ao fútil prazer de mandar. Não é direito e nem propriedade, mas uma importante e perigosa missão.

O poderoso tem almas a seu cargo e responderá pela boa ou má diretriz que der aos seus subordinados. Após o término da tarefa, ele será confrontado com a própria consciência. Analisará os recursos de que dispunha e o uso que deles fez. Então, verificará se evitou todos os males que podia. Pensará se fez todo o bem que lhe era possível. Vislumbrará o resultado de sua influência junto a inúmeros que dele dependiam ou nele se espelharam.

Bem se vê que a autoridade não deve ser levianamente buscada. Se a vida o projetou a posições de relevo, seja digno e faça o seu melhor, para não se arrepender amargamente. Mas se a sua vida é modesta, não se amargure. Tudo vem a seu tempo e é melhor ser digno no pouco do que indigno e desgraçado no muito.

Pense nisso.