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Abortamento Espontâneo agosto 27, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão.
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Por que, para certas mulheres que desejam muito ser mães, ocorrem abortamentos espontâneos? O que acontece, nesses casos, ao Espírito que se preparava para reencarnar naquele corpo que estava em formação?

Uma senhora narrou, ao jornal italiano L´aurora uma experiência muito interessante. Ela estava grávida e feliz. Estava no quarto mês de gestação. Os exames preliminares lhe haviam anunciado o sexo da criança: seria um menino, e ela se apressara a começar chamá-lo de André.

Então, uma noite, ela sonhou que estava deitada em um leito de hospital, sem apresentar o ventre desenvolvido, próprio da gravidez. Estranhou, pois não conseguia entender o que acontecera. Levantou-se e foi até a janela do quarto. Um jardim se descortinava abaixo e nele um garotinho lhe sorria e a saudava com sua mãozinha.

Ela o olhou e lhe disse: Até breve, meu tesouro. O nosso é somente um até breve, não um adeus.

Despertando, poucas horas depois, Giovanna precisou ser encaminhada ao Hospital da localidade, sob ameaça de um abortamento. A médica, auxiliada por sua equipe, se esforçou ao máximo, sem conseguir evitar o abortamento espontâneo.

Uma grande tristeza invadiu aquele coração materno, ansioso pelo nascimento de mais um filho. Desalentada e triste, chorou até se esgotarem as lágrimas. E o sonho da noite anterior então teve sentido para si: seu filhinho viera se despedir. E ela se despedira dele. Fora o anúncio da tristeza que estava a caminho e que invadiria aquele coração feminino.

Talvez, mais tarde, em um outro momento, ele pudesse retornar, em nova tentativa gestacional. Mesmo porque, conforme o sonho, fora uma despedida temporária.

*   *   *

Por que ocorrem abortos espontâneos? O Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, interessou-se pela delicada questão. As respostas lúcidas dos Espíritos de luz se encontram em O livro dos Espíritos.

Em síntese, esclarecem os mensageiros celestes que, as mais das vezes, esses eventos espontâneos têm por causa as imperfeições da matéria. Ou seja, as condições inadequadas do feto ou da gestante. De outras, o Espírito reencarnante, temeroso das lutas que terá que enfrentar na vida de logo mais, desiste da reencarnação, volta atrás em sua decisão.

Retirando-se o Espírito que presidia ao fenômeno reencarnatório, a criança não vinga, a gestação não chega a termo. A gestação frustrada é dolorosa experiência para os pais e para o Espírito em processo reencarnatório.

Como não existe sofrimento sem causa anterior, chega a esses corações, como medida salutar para ajuste de débitos anteriores. Para o Espírito que realizava a tentativa, sempre preciosa lição. Retornará ao palco da vida terrena, após algum tempo, em novas circunstâncias.

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Para quem aguarda o nascimento de um filho, se constitui em doloroso transe a frustração do processo da gestação. De um modo geral, volta o mesmo Espírito, superadas as dificuldades, para a reencarnação. Se forem inviáveis as condições para ser agasalhado no ventre que elege para sua mãe, engendra outras formas de chegar ao lar paterno. É nessas circunstâncias que a adoção faz chegar a pais não biológicos o filho inestimável do coração.

O menino do Natal dezembro 25, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Revolução, Tempo.
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Ele foi aguardado pelo casal por mais de um ano. Considerados portadores de infertilidade, marido e mulher se inscreveram numa fila de adoção. Com seis dias de vida ele chegou. E porque fosse próximo ao Natal, logo foi chamado de Nosso menino do Natal.

Logo em seguida, o casal foi surpreendido com dois filhos biológicos.  O menino do Natal, contudo, era muito especial. Natal era mesmo com ele. Era ele que se esmerava na decoração da árvore de Natal, que elaborava a lista de presentes, não esquecendo ninguém. Era pura felicidade. Natal era família, era orar e entoar cânticos.

No seu 26º Natal, ele se foi, tão inesperadamente quanto chegou. Morreu num acidente de carro, logo depois de estar na casa dos pais e decorar a árvore de Natal.  A esposa e a filhinha o aguardavam em casa. Ele nunca voltou.

Abalados pelo luto, os pais venderam a casa e se mudaram para outro Estado.  Dezessete anos depois, envelhecidos e aposentados, resolveram retornar à sua cidade de origem. Chegaram à cidade e olharam a montanha. Lá estava enterrado seu filho. Lugar que jamais conseguiram visitar. O filho do casal morava em outro Estado. A filha viajava, em função de sua carreira. Então, próximo do Natal, a campainha da porta soou. Era a neta. Nos olhos verdes e no sorriso, via-se o reflexo do menino do Natal, seu pai.  Atrás dela vinham a mãe, o padrasto, o meio-irmão de dez anos.  Vieram decorar a árvore de Natal e empilhar lindos embrulhos de presentes sob os galhos.

Os enfeites eram os mesmos que ele usava. A esposa os havia guardado, com carinho, para a sogra. Depois foi convite para ceia e para comparecerem à igreja. A neta iria cantar um solo.  A linda voz de soprano da neta elevou-se, fervorosa e verdadeira, cantando Noite Feliz. E o casal pensou como o pai dela gostaria de viver aquele momento.

A ceia, em seguida, foi cheia de alegria. Trinta e cinco pessoas. Muitas crianças pequenas, barulhentas.  O casal nem sabia quem era filho de quem. Mas se deu conta de que uma família de verdade nem sempre é formada apelas pelo mesmo sangue e carne.  O que importa é o que vem do coração. Se não fosse pelo filho adotado, eles não estariam rodeados por tantos estranhos, que se importavam com eles.

Mais tarde, a neta os convidou para irem com ela a um lugar onde costumava ir.  Foi em direção às montanhas, ao túmulo do seu pai. Ao lado da lápide, havia uma pedra em formato de coração, meio quebrada, pintada pela filha do casal.

Ela escrevera: Ao meu irmão, com amor.

Em cima do túmulo, uma guirlanda de Natal, enviada, como todos os anos, pelo outro filho. Então, em meio a um silêncio reconfortante, a jovem soltou a voz, bela como a de seu pai. Ali, nas montanhas, ela cantou Joy to the world. E o eco repetiu diversas vezes.

Quando a última nota se ouviu, o casal sentiu, pela primeira vez desde a morte do filho adotado, um sentimento de paz, de continuidade da vida.  Era a renovação da fé e da esperança. O real significado do Natal lhes havia sido devolvido.

Graças ao menino do Natal…

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A verdadeira família é a que se alicerça em laços de afeto. Não importa se os filhos são gerados pelos pais ou se chegam por vias indiretas. O que verdadeiramente importa é o amor. Esse suplanta o tempo, a morte. Existe sempre. Este é o sentido do verdadeiro Natal: o amor de Deus para com os homens. O amor dos homens uns para com os outros, em nome do Divino Amor que se chama Jesus.

Caixinha de Beijos dezembro 9, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Sabedoria.
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Certo dia, um homem chegou a casa e ficou muito irritado com sua filha de três anos. Ela havia apanhado um rolo de papel de presente dourado e literalmente desperdiçado fazendo um embrulho. Porque o dinheiro andasse curto e o papel fosse muito caro, ele não poupou recriminações para a garotinha, que ficou triste e chorou.

Naquela mesma noite, o pai descobriu num canto da sala, no local onde a família colocara os presentes para serem distribuídos no dia de Natal, um embrulho dourado não muito bem feito. Na manhã seguinte, logo que despertou, a menininha correu para ele com o embrulho nas mãos, abraçou forte o seu pescoço, encheu seu rosto de beijos e lhe entregou o presente. Isto é pra você, paizinho! Foi o que ela disse. Ele se sentiu muito envergonhado com sua furiosa reação do dia anterior. Mas, logo que abriu o embrulho, voltou a explodir. Era uma caixinha vazia. Gritou para a filha:

Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?

A criança olhou para ele, com os olhos cheios de lágrimas e disse:

– Mas, papai, a caixinha não está vazia. Eu soprei muitos beijos dentro dela. Todos para você, papai.

O pai quase morreu de vergonha. Abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos. Sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

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De uma forma simples, cada um de nós, humanos, temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional de nossos pais, de nossos filhos, de nossos irmãos e amigos. Entretanto, nem sempre nos damos conta. Estamos tão preocupados com o ter, com valores do mundo, que as coisas pequenas não são percebidas por nós.

Assim, a esposa não valoriza o ramalhete de flores do campo que o marido lhe enviou, no dia do aniversário. É que ela esperava ganhar uma valiosa jóia e não aquela insignificância. O marido nem agradece o fato da esposa, no dia em que comemoram mais um ano de casados, esperá-lo com um jantar simples, a dois, em casa. Ele estava esperando uma comemoração em grande estilo, ruidosa, cercado de amigos e muitos comes e bebes.

Os pais não dão importância para aquele cartão meio amassado que os pequenos trazem da escola, pintado com as mãos de quem apenas ensaia a arte de dominar as tintas e os pincéis nas mãos pequeninas. Eles estão mais envolvidos com as contas que a escola está cobrando e acreditam que, pelo tanto que lhes custa a mensalidade escolar, os professores deveriam ter lhes enviado um presente de valor.

É, muitos de nós não encontramos os beijos na caixinha dourada. Só vemos a caixinha vazia.

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O amor é feito de pequeninas coisas. Não exige fortunas para se manifestar. Por vezes, é um ato de renúncia, como a daquele homem que no dia de Natal, em plena guerra, conseguiu apenas uma laranja para a ceia dele e da esposa. Então a descascou, colocou em um prato, criando uma careta com os gomos bem dispostos e entregou para a esposa, com um beijo e um pedaço de papel escrito: Feliz Natal! E ficou observando-a comer, com vagar, feliz por ver os olhos dela brilharem e ela se deliciar com a fruta tão rara naqueles dias, naquele local.

Quem são nossos pais? novembro 7, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Paciência, Reflexão, Sabedoria.
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Quando abrimos os olhos, neste mundo, vimos debruçados sobre nosso berço, duas pessoas especiais: nosso pai e nossa mãe. Nos primeiros anos nos sentimos dependentes deles. E, mesmo o simples fato de eles estarem a nos olhar, se constituía em segurança para nós. Assim, aprendemos a andar, amparados pelos seus braços. Nossos machucados receberam curativos e beijos. Aprendemos a andar de bicicleta, enfrentamos as ondas do mar, as águas da piscina. Suas mãos nos conduziram à escola e quando fomos ali deixados pela primeira vez, pareceu que algo se quebrou dentro de nós. Estaríamos sendo abandonados?

Contudo, ao final do dia, retornamos ao lar e aprendemos que a escola era somente um lugar para estar algumas horas. Era um lugar para aprender, para fazer amizades, para crescer. Mas sempre havia um lugar para voltar: nosso lar. O aconchego da família, a segurança paterna, o carinho materno.

À medida que os anos foram se somando, deixamos de ser dependentes. Andamos com nossos pés, agimos com nossa vontade, alçamos vôos mais altos, ou rasos. E, alguns de nós, passamos a olhar os pais de forma diferente. Quem são eles para desejarem comandar a nossa vida? Quem são eles para dizerem o que devemos ou não fazer? Quem são?

Nossos pais são Espíritos que, quase sempre, guardam relações afetivas conosco de longa data. Amigos que aceitam nos receber como filhos, desejando encurtar distâncias entre nós e o progresso. Espíritos que se dispõem a nos oferecer um corpo, a nos proteger, a nos amar. Exceções existem, é verdade. Espíritos não tão amigos que se reencontram no cadinho doméstico para ajustes do pretérito um tanto nebuloso. Mesmo assim, eles nos moldaram um corpo, permitindo-nos a reentrada no mundo carnal, e lhes devemos ser gratos. Mas, se desejam saber aonde vamos, com quem vamos, nesses tempos de tanta violência, é porque conosco se preocupam. Se nos estabelecem horários para o retorno ao lar, se nos procuram quando nos retardamos, é porque a nossa segurança os preocupa. Se insistem conosco para que estudemos mais, nos esforcemos mais, é porque, mais experientes pela maturidade que ainda não temos, nos desejam ver galgar degraus de sucesso. Se nos impõem disciplina, se nos exigem atitudes comedidas, é porque desejam colaborar com nosso progresso. Para isso, Deus nos confiou à sua guarda. E porque esse compromisso está registrado em sua memória espiritual, tanto quanto pelos laços de afeto que nos unem, eles se importam conosco.

Pensemos nisso e antes de reclamarmos tanto, olhemos nossos pais com gratidão. Vivamos com eles o melhor possível. Afinal, não estarão sempre conosco. É possível que logo mais eles se transfiram para a espiritualidade, cumprida sua missão. Vivamos usufruindo o melhor da sua companhia, da sua sabedoria, dos seus afagos. Amanhã, quando não estiverem mais conosco, teremos doces lembranças para alimentar a nossa saudade.

O filho que ficou em casa novembro 5, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão, Sabedoria.
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O ensino mediante parábolas foi um precioso recurso utilizado por Jesus em Seu ministério de amor. Essas pequenas histórias contêm profundos ensinamentos que o leitor ou o ouvinte gradualmente percebe. Os séculos passam, mas as grandes lições não envelhecem, pois retratam a eterna luta da alma humana para libertar-se do primarismo evolutivo.

A Parábola do Filho Pródigo é uma dessas belas lições. Como toda parábola, ela comporta diversas leituras, sempre ricas de ensinamentos. O enfoque pode ser na generosidade do pai, sempre disposto a acolher com alegria o filho que se perdera. Ou nas dores que o desfrutar das paixões provoca.  Mas um ponto interessante para reflexão reside no comportamento do filho que ficou em casa.

Em um primeiro momento, ele parece mais equilibrado do que o seu irmão. Satisfeito com a disciplina da casa paterna, não se entusiasma com a perspectiva de festas e desfrutes. Enquanto o denominado filho pródigo ganha o mundo, ele permanece vivendo de forma equilibrada. Entretanto, esse equilíbrio é colocado à prova quando seu irmão retorna, sofrido e humilhado. Então, em vez de se alegrar com o retorno do companheiro de folguedos infantis, ele se indigna. Recusa-se a entrar em casa e a participar da festa. Instado pelo pai a retificar o comportamento, dá mostras de rancor ao falar de sua prolongada obediência, a seu ver sem recompensas.

O filho que ficou em casa representa uma parcela muito significativa da Humanidade. Trata-se das pessoas bastante focadas em viver sem escândalos, mas também sem generosidade. Elas se esmeram em cumprir regras, em fazer o que parece correto, em termos pessoais ou sociais.

Contudo, o seu viver não tem bondade. Porque conseguem domar algumas paixões, criticam asperamente quem a elas sucumbe. Muitas chegam a desejar a dor e a desgraça para aquele que comete pequenos deslizes ou se permite viver de forma desregrada. Essas pessoas, em sua severidade, não entendem o essencial das leis divinas. Essas leis não existem para cercear todos os passos das criaturas. Elas são um roteiro de liberdade e felicidade.

Uma vida digna e profícua é resultado da internalização dos códigos divinos. Mas essa internalização é incompatível com um coração rancoroso e ressequido. É preciso bondade e leveza para uma correta compreensão da Lei de Amor que rege os mundos.

Embora com necessidade de experiências diversas, todos os homens são irmãos e se assemelham, em sua essência. Para viver em paz, urge identificar-se com o próximo e ser feliz com a felicidade dele.

A vida trata de providenciar as reparações e as lições necessárias. O papel dos homens consiste no auxílio mútuo e na vivência da fraternidade.

Pense nisso.

Capacidade de amar novembro 2, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família.
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Até que ponto vai nossa capacidade de amar? Na História da Humanidade, temos registros de pessoas de excepcionais qualidades que amaram, sem restrições.

Tais foram Gandhi, o Apóstolo da não-violência; Madre Teresa de Calcutá, a Missionária da Caridade; Irmã Dulce, chamada Irmã dos Pobres.

Também se tem registros de criaturas com uma frágil capacidade de amar, que impõem condições onde a beleza física, a inteligência, a graça são requisitos imprescindíveis.

Assim, para a adoção, as crianças excepcionais ou que apresentem qualquer dependência, que não sejam dotadas de encantos físicos permanecem nos orfanatos, os olhos ansiosos, à espera de alguém que se lhes achegue e lhes dê um verdadeiro lar. Muitas delas alcançam a maioridade em tais locais, sem jamais terem conhecido carinho familiar, aconchego doméstico. Madre Teresa de Calcutá tinha sempre histórias interessantes a respeito. Seu exemplo cativava as criaturas que, à semelhança dela, se devotavam a seres considerados excluídos da sociedade, com especial cuidado.

Narrou ela que, certa vez, uma família de posse, pertencente à alta classe indiana, tendo visitado as obras das Missionárias da Caridade, interessou-se em levar uma criança abandonada, que vivia no lar.

Passados alguns meses, Madre Teresa soube que a criança ficara muito doente e inválida, apesar do carinho e atenção dos pais adotivos em lhe oferecer o melhor para sua cura.

Ela procurou a família e pediu que lhe devolvessem a criança e ela lhes daria outra, sadia.

O pai olhou para a servidora, sentindo que ela os queria poupar do sofrimento e afirmou:

Madre, tire-me primeiro a vida, depois leve minha filhinha.

Ele havia aprendido a amar a menina de todo o coração.

E assim é o verdadeiro amor. O amor sempre trabalha, construindo o mundo melhor.

O sábio que não ama se torna um monstro, aplicando indevidamente os conhecimentos de que se enriquece. A inteligência, sem o amor, é uma arma perigosa nas mãos do desequilíbrio e das paixões inferiores.

Graças ao amor a jornada humana se torna menos áspera, mais ditosa, convidando o caminhante a prosseguir, sem desânimo, nem desistência, sem parar, até o momento final da vitória.

E o amor de Deus, que a tudo dá vida, é o convite para que o nosso amor vitalize uns aos outros, nessa aventura maravilhosa que é a do progresso, rumo às estrelas.

*   *   *

Madre Teresa de Calcutá foi capa da revista Time, que reserva suas capas a personagens célebres.

Madre Teresa destacou-se como desses mensageiros de amor e de esperança que, de tempos a tempos, enriquecem o planeta. Os ideais de trabalho das Missionárias da Caridade estipulam que elas devem levar às crianças das favelas a imagem de Cristo como amigo dos pequenos. Elas ensinam também que é preciso amar os pobres com o amor do Cristo, ajudá-los com sua própria ajuda e doar-se, como Ele o fez.

O filho que saiu de casa outubro 30, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Perdão, Reflexão, Reforma Íntima, Sabedoria, Tempo.
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A parábola do Filho Pródigo contém preciosas lições. Uma delas reside no comportamento do filho pródigo.

No princípio, ele se deixa seduzir pela tentação dos vícios. As paixões cintilam aos seus olhos e ele decide vivê-las. Pede recursos ao pai e se lança no mundo. Parte para longe de sua família e dissipa a própria herança. Entretanto, a vida o convida a rever seus valores e  atitudes. Uma grande fome se faz no local que ele escolhera para viver. Enquanto passa duras necessidades, reflete sobre a abundância que existe na casa paterna. É então que começa a retificar o seu íntimo. Não pretende fugir às conseqüências dos próprios atos. Não almeja viver fartamente. Aliás, não pretende sequer ser tratado como filho. Contenta-se em ser admitido pelo pai como um simples trabalhador de suas terras.

Tomada a resolução, lança-se na estrada. A viagem feita na riqueza agora é refeita na pobreza, em sentido contrário. Certamente são muitas as dificuldades para vencer as distâncias. Mas ele não esmorece e chega na propriedade da família. Confessa ao pai o arrependimento e suas novas disposições. Entretanto, grande é o júbilo do senhor da terra com o retorno do filho. Ele providencia os melhores sinais de boa acolhida, como boas vestes, anel no dedo e festa.

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O filho pródigo representa o Espírito que se deixa seduzir pelas paixões mundanas. Tendo recebido preciosos tesouros do Criador, ele os consome inconseqüentemente.

Vidas que deveria aproveitar para aprimorar-se e fazer o bem, ele gasta com bobagens. Permite-se atos desonrosos e converte-se em um mendigo espiritual.

Essa situação já foi vivenciada, em maior ou menor grau, por quase todos os Espíritos que ora jornadeiam no planeta Terra. Agora, eles vivem a jornada de retorno. Por entre dificuldades, necessitam refazer o caminho para  a casa paterna, que representa o equilíbrio e a paz.

Nesse momento evolutivo, convém recordar o corajoso exemplo do filho pródigo. Ele assumiu valorosamente as conseqüências de seus atos. Na hora da reparação, não se rebelou e nem reclamou. Não desejou a chegada de uma confortável liteira para reconduzi-lo ao local de que saíra de livre e espontânea vontade. Reuniu suas forças e refez o caminho, resolutamente.

Assim, se as dificuldades se apresentam em sua vida, não se imagine vítima e nem brade contra os Céus. Veja nelas o seu caminho para a conquista da paz e do bem-estar. Trilhe-o com coragem e dignidade, certo de uma acolhida generosa, ao término da jornada.

A tarefa dos pais setembro 23, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão, Reforma Íntima, Sabedoria.
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Quando se anuncia a chegada de um novo membro na família, há grande alegria. Os pais se desdobram em complexos preparativos. Por ocasião do nascimento, há arroubos de ternura. A Sabedoria Divina veste os Espíritos que retornam à carne com encantadora roupagem.

Frágeis e graciosos, eles inspiram cuidados e afeto. É com enternecimento que os pais acompanham o crescimento de seus pequenos rebentos. Desejosos de que sejam muito felizes, tomam inúmeras providências. Colocam-nos nas melhores escolas, cuidam de sua saúde, os defendem de tudo e de todos.

É bom e natural que seja assim, pois a tarefa dos pais envolve o cuidado e o preparo de seus filhos para os afazeres da vida. Entretanto, essa tarefa é muito mais vasta.

Todo bebê que nasce representa um antigo Espírito que retorna ao cenário terrestre. Como terá de viver em um mundo materializado, ele precisa receber educação formal e todos os demais cuidados que essa circunstância inspira. Entretanto, como Espírito imortal, não renasce na carne para vencer os outros e brilhar em questões mundanas. Todo Espírito precisa crescer em intelecto e em moralidade.

No atual estágio da evolução humana, há um certo descompasso entre esses dois aspectos. A busca pelo bem-estar e mesmo o egoísmo fazem com que a criatura procure modos de viver o melhor possível.

Ao cuidar de seus interesses, ela exercita naturalmente a inteligência. Entretanto, sob o prisma ético, a evolução costuma ocorrer de forma algo mais vagarosa. Um contingente muito significativo dos Espíritos demora bastante para sentir o próximo como um semelhante. Surge tardiamente a compreensão de que o outro também tem sonhos, sofre, chora e merece respeito e amparo.

O aspecto moral é atualmente deveras crítico. Para as criaturas em geral não falta capacidade de raciocínio. Falta-lhes retidão de caráter, compaixão e pureza. Conseqüentemente, a desenvolver tais qualidades é que os pais precisam se dedicar. Se apenas cuidarem para que os filhos sejam felizes, sob o prisma mundano, falirão em sua tarefa. Os filhos terão nascido para buscar uma coisa, mas os pais os direcionarão a conquistar outras. Isso implicará a perda de uma preciosa oportunidade.

Então, é necessário cuidar da instrução formal das crianças e adolescentes. Mas é primordial ensinar-lhes respeito ao próximo. Os jovens precisam aprender que a família e os bens dos outros são sagrados. Que a tolerância é uma virtude preciosa em um mundo cheio de facetas. Que a consciência tranqüila constitui o maior tesouro que se pode possuir.

Mas, para que a lição não seja hipócrita, os pais devem exemplificar, e não apenas falar.

Pense nisso.