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Líderes agosto 26, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria, Trabalho.
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Líder é aquele que se destaca. Aquele cujas ações, por corajosas ou extraordinárias, merece a atenção dos demais homens.

Líder é aquele que, em meio ao caos, se mantém firme e acena com a bandeira da esperança.

Pode ser um artista, um cientista, um homem de negócios, um anônimo. Por vezes, são governantes que se destacam, levando-nos não somente a aplaudi-los, mas a crer que o mundo melhor está se concretizando na Terra.

Foi com esse espírito que lemos a manchete: Soberano de Luxemburgo se recusa a assinar lei que permitiria eutanásia. Luxemburgo é o menor país membro da União Européia. Situado entre a Bélgica, França e Alemanha, seus 470 mil habitantes estão entre os mais ricos da União Européia. É  governado, desde o ano 2000, pelo Grão-duque Henri Guillaume.

O projeto de lei relativo à eutanásia foi aprovado, em fevereiro de 2008 pelos deputados. Agora, a Assembléia Parlamentar é chamada a votar em segundo turno o mesmo documento, que, para ter força de lei, deverá ser assinado e promulgado pelo Soberano.

O Grão-duque informou aos líderes parlamentares que a sua consciência cristã lhe impede de fazer algo do gênero.

De imediato, o pensamento de todos se voltou ao que ocorreu na Bélgica, em 1990, onde o Rei Balduíno I, tio do Grão-duque Henri renunciou por um dia, para não colocar a própria assinatura numa lei que legalizava o abortamento. Depois daquela breve demissão provisória, o soberano belga retomou o trono e tudo continuou como era antes.

A situação do Grão-duque parece mais complexa. Para não colocar a sua assinatura na lei, o Grão-duque arrisca algumas perdas. Ocorre que a maioria do Parlamento está estimulada a estudar uma reforma institucional destinada a reduzir sensivelmente o poder da coroa.

Assim, o Grão-duque permanecerá no próprio posto, mas não terá condições  de fazer greve contra o Parlamento. Na prática lhe será tirado todo poder de assinar medidas legislativas. Alguns o apoiam, exaltando a coerência moral de um homem que não se dobra, nem mesmo ao voto parlamentar.  Outros, como  o próprio Primeiro-ministro, dizem que se a câmara dos deputados vota uma lei, esta deveria poder entrar em vigor.

A situação em Luxemburgo, com relação ao tema, ainda não está definida. Mas, do ponto de vista bioético, ver alguém que esteja no poder discordar do rumo que as coisas estão seguindo na Europa, é um grande avanço.

Se a lei entrar em vigor, no Grão-ducado, Luxemburgo seria o terceiro país da União Européia, junto à Holanda e Bélgica, a legalizar a eutanásia. Louvamos a coragem do Soberano. Vibramos para que ela se mantenha firme, demonstrando que mais importante do que ter cargos no mundo, é honrar a consciência.

É saber que a autoridade na Terra é temporal e que, acima dos homens, reina a Lei de Deus, imutável. E essa Lei prescreve o amor. E quem ama não legitima a morte de seres humanos, mesmo que seja em nome de um pretenso e provisório poder.

Pensemos nisso.

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Servir março 28, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Liderança, Motivação, Revolução, Sabedoria, Trabalho.
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Em certa passagem evangélica, Jesus ofertou Sua paz à Humanidade. Mas salientou que essa paz era diferente da paz mundana. Em outro momento, disse que o Reino dos Céus somente era acessível a quem fazia a vontade de Deus. Também sentenciou que o Reino dos Céus não vem com aparências exteriores. Conclui-se que o Reino dos Céus é um estado de consciência.

A paz do Cristo corresponde a uma consciência em paz. O Espírito que pacifica a própria consciência goza de uma intensa e imperturbável satisfação íntima. Esse profundo silêncio interior, extremamente prazeroso, não depende de circunstâncias materiais. Mesmo perante a luta, a serenidade persiste inalterável. No mundo atual, em que as criaturas portam inúmeras neuroses e complexos, evidencia-se a geral carência da paz do Cristo. A capacidade de manter serenidade e harmonia, em meio a dificuldades, parece muito desejável. Evidentemente, a conquista da paz ofertada pelo Mestre pressupõe seguir-Lhe os ensinamentos e imitar-Lhe a conduta.

A vida de Jesus foi muito rica e plena de significados. Dela é possível tirar infinitas lições. Um dos ensinamentos mais preciosos vem da assertiva de Jesus de que Ele não viera à Terra para ser servido, mas para servir. Como Jesus é o Modelo e o Guia da Humanidade, tem-se que o cristão deve ser um servidor.

Contudo, servir não implica fazer todas as vontades do próximo. Quem realiza vontades e caprichos é um escravo, não um servidor. Servir significa atender necessidades legítimas, imprescindíveis ao bem-estar físico e emocional das criaturas. Jesus foi um servidor, jamais um escravo. Todos tinham necessidade de Suas sublimes lições e Ele as deu. Havia carência de exemplos de dignidade e compaixão e Jesus viveu tais virtudes com perfeição. Mas Ele jamais foi conivente com a hipocrisia e os vícios de toda ordem.

Quando Lhe pediam sinais, Ele não os dava. O Mestre não atendeu meras vontades ou caprichos. Ele satisfez necessidades legítimas. Em suma, cumpriu o Seu papel no Mundo.

Quem deseja a paz do Cristo, deve seguir esse exemplo. É necessário adotar o papel de servidor. Servir implica tornar-se um agente do progresso. O genuíno servidor aprimora seus talentos pelo estudo e pela reforma íntima. E utiliza esses recursos na construção de um Mundo melhor. Auxilia o próximo ao atender suas legítimas necessidades. Em sua imperfeição, os homens erram. Conseqüentemente, precisam de tolerância, compreensão e auxílio. Mas eles também devem evoluir para Deus.

A vida terrena tem a finalidade de propiciar a evolução espiritual. Não se trata de um passeio descompromissado. Assim, servir o próximo é ajudá-lo a ser o melhor que puder. Evoluir é uma imperiosa necessidade de todo ser vivo. Bem se vê que servir não é infantilizar ninguém, ao furtá-lo às experiências necessárias ao seu viver. Serve melhor quem, por seus atos e palavras, incentiva o semelhante a ser trabalhador, puro, leal e bondoso. Quem serve converte-se em um poderoso elemento do progresso e cumpre a função que lhe cabe no concerto da Criação.

Assim, vive em paz, pela consciência do dever atendido.

Pense nisso.