jump to navigation

A Mesma Medida agosto 28, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Sabedoria.
Tags: ,
add a comment

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma que cada um será medido com a medida que aplicar aos outros. Tem-se aí um princípio de justiça, já revelado no comando de amar ao próximo como a si mesmo.

Pelo mandamento do amor, surge o dever de tratar o semelhante como se gostaria de ser tratado, se estivesse em seu lugar. A idéia básica é uma igualdade essencial entre todos os homens. Embora diferentes pelas posições que ocupam na vida em sociedade, nenhum possui essência apartada da dos demais. Evidentemente, há criaturas mais adiantadas, cuja bondade e sabedoria causam admiração. Entretanto, na origem e no fim todos se aproximam. Saídos da mais absoluta simplicidade chegarão à plenitude das virtudes angélicas. Enquanto percorrem a longa jornada, devem se auxiliar mutuamente.

A lição cristã cinge-se basicamente à fraternidade. É possível sofisticar o pensamento e encontrar nuanças preciosas nos ensinamentos do Cristo. Mas é preciso cuidado para não esquecer o básico, nessa busca de detalhes, por valiosos que sejam. O essencial reside em aprender a olhar o próximo como um semelhante, um irmão de caminhada.

Se ele se apresenta vicioso e de convívio pouco atrativo, nem por isso deixa de ser uma preciosa criatura de Deus. Justamente perante os equivocados do mundo, convém refletir sobre a igualdade da medida.

À parte os Espíritos puros, que já percorreram todos os degraus da escala da evolução, os demais cometem erros. Mesmo homens bem intencionados por vezes erram. Não se trata de uma tragédia, na medida em que a vida propicia meios de reparar os estragos e seguir em frente. Uma visão estreita da Divindade pode levar à concepção de que Ela sempre está a postos para punir suas criaturas. Entretanto, não é assim.

As Leis Divinas encontram-se escritas na consciência de cada Espírito. Elas visam à educação e à evolução dos seres, não a sua punição. O rebote do desconforto que a violação da lei provoca destina-se a incentivar a retomada do caminho correto.

É possível ignorar os protestos da própria consciência um tempo, mas não indefinidamente. Sempre surge o momento em que ela fala alto e atrai as experiências retificadoras do mal cometido. Ocorre que o mesmo homem que encontra desculpas para seus equívocos, por vezes, é severo crítico do semelhante. Ao assim agir, molda em seu íntimo um juiz implacável.

Quando chegar a sua hora de prestar contas dos próprios atos à eterna justiça, as medidas desse juiz severo é que lhe serão aplicadas. Ciente disso, convém treinar um olhar indulgente para as falhas alheias. Não se trata de tentar burlar a incidência da justiça divina, sempre perfeita. Mas de não valorizar em excesso a sombra e a dor e de compreender a falibilidade natural do ser humano.

Pense nisso.

Anúncios

Apenas um voltou agosto 25, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
Tags: , , ,
add a comment

Explicar as parábolas de Jesus, para crianças, requer arte nas palavras, requer linguagem própria e muito cuidado.

Recentemente, encontramos texto com tal iniciativa nobre, que alcança o seu objetivo com muita propriedade. Diz assim:

Certa vez Jesus andava pelo caminho, quando uns homens se aproximaram Dele. Aqueles homens estavam doentes. Eles eram vítimas de hanseníase, uma terrível doença de pele, na época, chamada lepra.

Naquele tempo, não havia tratamento para esse tipo de doença e as pessoas que ficavam enfermas eram retiradas da cidade, e tinham que ficar longe de suas famílias, de sua casa.

Quando alguém se aproximasse, elas deveriam gritar bem alto: “Imundo, imundo…”, que quer dizer “sujo, impuro”, para que as pessoas se afastassem.

Já pensou que vida triste? Não poder abraçar seus pais e amigos, dormir em sua cama confortável e ter de viver isolado de todo mundo?… Pois é… Aqueles homens viviam assim.

Mas eles ouviram falar de Jesus, e esperavam ansiosamente o dia em que pudessem encontrá-Lo. Quando ouviram dizer que Jesus se aproximava, não ligaram para as regras nem para os homens, e correram até o Mestre. Eles sabiam que Jesus tinha o poder de curar os doentes e sarar suas feridas. Eles sabiam que Jesus era amoroso e bom.

Ao se aproximarem daquele Homem de semblante tranquilo, se ajoelharam e falaram bem alto: “Senhor, cura-nos!”

Jesus ficou muito comovido ao ver aqueles homens, pois o Senhor conhece nosso coração e nossos sentimentos. Ele sabia o quanto eles eram infelizes. Então Jesus ordenou que fossem curados e a doença imediatamente desapareceu. Aquela pele machucada e cheia de cicatrizes foi transformada em uma pele lisinha e limpa igual à pele de uma criança. Os homens ficaram tão felizes que começaram a se abraçar e pular de felicidade.

*   *   *

O que você faria se acontecesse um milagre assim em sua vida? Você sairia correndo para comemorar? Você iria correndo agradecer a Jesus? Pois é. Nove homens pensaram da primeira forma, nem se lembraram de agradecer ao Mestre. Só um voltou correndo, ajoelhou-se diante de Jesus e agradeceu tão grande amor.

*   *   *

Podemos refletir sobre a mesma questão proposta à alma infantil: como temos agido em nossos dias, perante os tantos gestos de carinho que recebemos? Desde a ajuda mais simples, os pequenos favores e cortesias às grandes dádivas que recebemos, como a saúde, o corpo perfeito ou não, a oportunidade da vida.

Será que estamos nos comportando como os nove que nem sequer voltaram para um simples agradecimento? Ou já conseguimos valorizar tudo o que recebemos, e cultivamos em nós a virtude da gratidão?

Se pararmos para pensar, perceberemos que são tantas coisas para agradecer! Tantas coisas, que talvez, se as percebêssemos mais frequentemente, teríamos menos espaço nos pensamentos para as reclamações, as queixas, as tristezas.

Reflitamos se estamos sendo suficientemente gratos em nossas vidas…

A Paz de Cristo agosto 24, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria.
Tags: ,
add a comment

O Evangelista Mateus anotou palavras de Jesus que, até hoje, causam um certo espanto ao estudioso dos Evangelhos, ao menos no primeiro momento.

Dentre elas, a afirmativa: Não cuideis que vim trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.

Acontece que o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos está viciado. Na expressão comum, ter paz significa ter atingido garantias do mundo, dentro das quais possa o homem viver, sem maiores cuidados.

Paz, para muitos, significa ter a garantia de grandes somas de dinheiro, não importando o que tenha que fazer para as conseguir. Isso porque muito dinheiro significa poder se rodear de servidores, de pessoas que realizem as tarefas que, normalmente, a criatura deveria executar. Também tem a ver com viagens maravilhosas para todos os lugares possíveis, ida a restaurantes caros, roupas finas, perfumes exóticos. Desfrutar de tudo o que é considerado bom no mundo.

Naturalmente, Jesus não poderia endossar esse tipo de tranquilidade, onde o ser vegeta e não vive realmente. Assim, em contrapartida ao falso princípio estabelecido no mundo, Jesus trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação Divina, para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo.

Jesus veio instalar o combate da redenção. É um combate sem sangue, uma frente de batalha sem feridos. A guerra que o Senhor Jesus propõe é contra o mal. Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.

Convidado a se sentar no Sinédrio, junto aos poderosos do Templo de Jerusalém, optou, sem desprezar ninguém, por se dedicar à gente simples, para quem ensinou bondade, compaixão, piedade. Exatamente numa época em que a lei do mais forte imperava. O dominador romano mandava e o povo escravo deveria obedecer. Uma época em que os portadores de hanseníase, que conheciam como lepra, eram colocados para fora das cidades, longe do convívio dos seus amores, sem cuidado algum. Uma época em que as crianças enjeitadas eram abandonadas nas ruas, entregues a ninguém.

Há mais de vinte séculos a Terra vive sob esses impulsos renovadores da mensagem de Jesus. Buscar a mentirosa paz do conforto exclusivo, pensando somente em si próprio, é infelicitar-se. Todos aqueles que pretendem seguir Jesus encontram, pela frente, a batalha pela conquista das virtudes. Mas, igualmente, a serenidade inalterável, na Divina fonte de repouso dos corações que se unem ao amor de Jesus.

Ele é o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.

*   *   *

A conquista da paz do Cristo, em essência, é fácil. Basta seguir pequenas regras: não ter ambição em demasia e saber valorizar o que se tem. Amar e perdoar, sem acumular mágoas, que somente pesam na economia da alma, infelicitando-a. Cumprir fielmente os seus deveres, na certeza de que a paz de consciência se alcança com o dever retamente cumprido. Finalmente, entregar-se confiante aos desígnios de Deus. O bom Deus, que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, vela incessantemente por todos nós.

Verdade Libertadora agosto 18, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria.
Tags: , ,
add a comment

No dia 5 de fevereiro de 2004, vinte catadores de conchas chineses não voltaram para celebrar a festa do último dia do Ano Novo Chinês. Eles jamais voltaram para suas famílias e seus amigos, para a sua terra natal. Morreram no mar frio de um país estranho.

Eles ligaram para suas famílias, quando as ondas geladas lhes chegaram ao peito, disseram que iam morrer. Mas não discaram o número que lhes permitiria serem socorridos. Eles desconheciam que existia.

Para fazer um trabalho muito perigoso, ganhavam muito pouco de seus patrões, que lucravam bastante.

Perto do lugar onde morreram, havia placas de advertência sobre areia movediça e marés perigosas. Mas eles não as puderam ler. Não falavam, nem liam inglês. Eram imigrantes chineses ilegais na Inglaterra, mas tinham necessidades humanas básicas e deviam ter direitos humanos básicos para os proteger. Por que não tinham? Foram atraídos para o alto-mar por sonhos de ouro e pela ignorância. Vinham de um país que não tinha um sistema legal independente antes de 1992. Nem um sistema de previdência social. Sua terra está melhorando e se desenvolvendo, mas para aqueles vinte catadores de conchas é tarde demais.

Há mais de vinte séculos, um Sábio andou pela Terra e asseverou: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Sem adentrarmos os painéis filosóficos para decifrarmos o que é a verdade, podemos traduzir, para a realidade do agora, que o que o Grande Mestre estava ensinando é a necessidade do conhecimento. Em Sua sabedoria ímpar, referia-Se Jesus ao conhecimento geral, não somente às questões espirituais. Conhecendo, o homem debela enfermidades, aperfeiçoa tecnologia, não se permite ser presa dos maus.

Os dominadores, através dos séculos, têm buscado manter o povo na ignorância, pois mais fácil de ser manipulado. Durante séculos, aprender a ler foi exclusividade dos homens ricos e poderosos. Mesmo em questão religiosa, séculos se escoaram em que os livros bíblicos eram privilégio dos que viviam nos conventos e seminários.Foi necessário que um grande missionário viesse à Terra e desse sua contribuição para a tecnologia da impressão e da tipografia, para mudar esse quadro.

Nascido na Mogúncia, no século XIV, Gutenberg inventou os tipos móveis de metal, melhorando o tipo de impressão já em uso na Europa. Aperfeiçoando tintas à base de óleo para melhor usá-los, aperfeiçoou ainda uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas. A partir de então, de forma paulatina, o livro foi se tornando popular.

Conhecer a verdade. Ler, instruir-se, informar-se, ilustrar a mente. Como se faz importante a leitura, o estudo.  Pensemos nisso e aproveitemos a oportunidade de saber, para construir mais rapidamente a nossa própria felicidade.

Um Nascimento maio 5, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Liderança, Revolução.
Tags:
add a comment

Aquele nascimento singular, num momento de grande alucinação coletiva na Terra, deveria dividir os fatos da História, assinalando o Seu como o período de preparação da paz. Não era um conquistador odiento, que vinha armado para os combates destrutivos, mas um vencedor, que viera somente para amar. Por isso, não foi reconhecido, ou melhor, não O quiseram conhecer. Porque estavam preparados para a guerra, para o ódio, para o desforço, longe dos sentimentos da compaixão e da misericórdia, da compreensão e da caridade. Israel era soberba e seu povo, ingrato. Por isso, Roma a esmagava com as suas legiões impiedosas, ameaçando sempre com a força e a arrogância dos seus administradores de um dia. Não havia lugar, naqueles corações, para a compreensão da fragilidade humana, da temporalidade de todas as coisas, para o esforço de solidariedade.

Forte, então, era aquele que esmagava, mesmo que fosse vencido logo depois, pela doença, pela desgraça política, pela morte… O fraco era odiado, porque não revidava, nem disseminava o desprezo ao inimigo, em face da sua situação subalterna.

*   *   *

Jesus… Sim, este Seu nome, foi a força do amor que modificou as estruturas do pensamento e da razão, alterando, por definitivo, a face do planeta. Nunca mais a Terra seria a mesma depois Dele…

Antes, sofria o peso do carro da guerra perversa e das devastações do ódio. É certo que ainda não cessaram os combates do homem e da mulher contra os seus irmãos, no entanto, permanece o sentimento de fraternidade em memória e em homenagem a Ele.

Combatido, permaneceu amando.

Odiado, continuou amando.

Crucificado, persistiu amando,

E morto, ressuscitou do túmulo, a fim de prosseguir amando…

*   *   *

Nestes tempos de incertezas momentâneas, de crises morais graves, não há como sobreviver, se não continuarmos amando.

Exemplos, bons exemplos, existem para serem seguidos, e não apenas catalogados nos anais da História e admirados distantemente pela grande massa popular.

Jesus precisa ser a referência primeira de nossas vidas, mas não o Jesus distante, crucificado nas alturas, mas o Jesus amigo, conselheiro amoroso de todo dia.

Lembremos mais de Seu nascimento do que de Seu assassínio, de Sua presença do que de Sua ausência. O Consolador já está entre nós, abraçando-nos a todos cada dia mais forte. Não se pode fugir da verdade. Não se pode continuar sem amor no coração. Todo nascimento é motivo de alegria, e este, em especial, representa o nascer do amor maduro, do amor ágape, na intimidade fértil do Espírito imortal.

Lembremos Jesus… Sempre.

Os dois mares fevereiro 24, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
Tags: , , , ,
add a comment

Narra o escritor Bruce Barton que, na Palestina, existem dois mares bem distintos.

O primeiro deles é fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas com bonitas plantas e muitas árvores as rodeiam, debruçando seus galhos em suas águas, enquanto deitam as raízes nas águas saudáveis para se dessedentarem. Suas praias são acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas. Esse mar de borbulhantes águas é constituído pelo rio Jordão. Ao redor dele, tudo é felicidade. As aves constroem os seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem de paz e de risos. Os homens edificam suas casas nas redondezas para usufruírem dessa classe de vida.

Mas, o rio Jordão prossegue para além, em direção ao sul, em direção a outro mar. Ali tudo parece tristeza. Não há canto de pássaros, nem risos de crianças. Não há traços de vida, nem murmúrio de folhas. Os viajantes escolhem outras rotas, desviando-se desse mar de águas não buscadas por homens, nem cavalgaduras, nem ave alguma. Se ambos os mares recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão, por que haverá entre ambos tanta diferença?

Num, tudo canta a vida, noutro parece pairar a morte.

Não é o rio Jordão o culpado, nem causa é o solo sobre o qual estão, ou os campos que os rodeiam. A diferença está em que o Mar da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas, permitindo que toda gota que entre, também saia, adiante. Nele, o dar e receber são iguais. O outro é um mar avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele ingressam. A gota chega e ali fica. Nele não há nenhum impulso generoso.

O Mar da Galiléia dá de forma incessante e vive de maneira abundante.

O outro nada dá e é chamado de Mar Morto.

*   *   *

Tecendo um paralelo entre o coração humano e os dois mares descritos, podemos logo reconhecer se temos uma alma generosa igual ao Mar da Galiléia ou avarenta e ciosa qual o Mar Morto.

Os que estamos habituados a distribuir os dons e talentos que a Divindade nos concede, somos os seres agraciados com a alegria de viver, farto círculo de amigos, flores de carinho e folhagens de ternura.

Se nos habituamos a viver sós, sem nada repartir, dividir ou partilhar, estamos semeando solidão à nossa volta, tristeza e desamparo, porque a vida é qual imensa seara que retribui a sementeira, de acordo com os grãos cultivados.

*   *   *

O Mar da Galiléia também é conhecido, no Antigo Testamento, como o Mar de Kinneret ou Lago de Tiberíades.

Às margens do Mar da Galiléia é que se estendiam as cidades de Magdala, Cafarnaum, Tiberíades e Betsaida, onde os Evangelhos registram a atuação de Jesus, quando de Seu ministério entre os homens.

Luzes do Milênio fevereiro 13, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Tempo.
Tags: , , , , , , , , ,
add a comment

Periodicamente, a bondade de Deus remete à Terra focos de luz, que banham a Humanidade com suas presenças. Não falamos de Jesus, desde que Ele é o próprio centro da História, dividindo as águas do pretérito de desacertos humanos da época das luzes dos Seus ensinos. Mas nos recordamos do jovem de Tarso, de nome Paulo. Jovem e ardoroso pregador da lei de Moisés que, após o encontro com Jesus, na estrada de Damasco, torna-se o evangelizador dos gentios.

Graças às suas viagens, seu destemor, tornou o Evangelho conhecido em larga parte do mundo de então, chegando até à Macedônia, pregando na Roma dos Césares, colaborando eficazmente na propagação dos ensinos do Cristo.

Agostinho de Hipona que, após os anos desorientados da sua juventude, em que cometeu tolices, abraça o Evangelho e dá testemunho de sua fé, em um período de convulsão histórica. Ele chegou a afirmar que estava convencido de que sua mãe, desencarnada, o viria visitar e revelar o que aguarda os homens para além dos portais do túmulo, numa antevisão do que viria mais tarde ensinar a Doutrina Espírita.

Francisco de Assis, na Idade Média, vem falar ao povo da doutrina clara e simples do Cristo, remetendo os homens de retorno às fontes primitivas do Cristianismo. Ao seu lado, o suave vulto de Clara, jovem filha da nobreza de Assis, que se volta para os seus irmãos hansenianos, paupérrimos e abandonados pelo preconceito da ignorância então vigente.

No terreno da música, Mozart traduz as vozes dos céus em melodias de cristalina sonoridade, enquanto Leonardo da Vinci e Michelângelo imortalizam a beleza na pintura, na escultura, em versos de cores e formas perfeitas.

Na ciência e na filosofia despontam missionários da têmpera de Einstein, Pasteur, Voltaire.

Dos mais recentes recordamos Gandhi, o apóstolo da não­-violência, que provou com o sacrifício de sua vida o que demonstrou Jesus há mais de dois mil anos, ou seja, que o amor triunfa sobre a guerra e a morte.

Ante tantas bênçãos, é bom nos questionemos o que estamos delas fazendo e de que maneira temos retribuído o amor e a compaixão de nosso Pai. Permita Deus que saibamos merecer tantas dádivas, mostrando-nos dignos da Sua imensa bondade e sabedoria.

*   *   *

Michelângelo, ao acabar de talhar no mármore a figura de Moisés, contemplou emocionado o trabalho e, ante a perfeição das linhas que o faziam parecer vivo, bateu com seu instrumento de trabalho no joelho da estátua, ordenando: Parla , que quer dizer, no idioma italiano: Fala.

Mozart jamais fazia rascunhos das pautas das suas composições. É como se nelas traduzisse algo que sua alma captava nos arcanos do invisível, surgindo a obra, desde o primeiro momento, primorosa, limpa, sem necessidade de rasuras ou emendas posteriores.

Uma Figura Incomparável dezembro 29, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Revolução, Sabedoria.
Tags: ,
add a comment

A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra. Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra. Em algum aspecto de sua vida, titubeou e cometeu deslizes. Com Jesus isso não se verifica.

Ele é o Modelo dado por Deus a todos os homens. Ao surgir no cenário terreno, já havia atingido o ápice de Seu estado evolutivo. Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens. Justamente por isso, causou tanto impacto.

Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos. Transcendeu a todos os vícios, embora cheio de compaixão pelos pobres viciados. Sua celestial sabedoria confundiu os mais doutos da época. Sempre pacífico, nem por isso deixou de combater a hipocrisia. Sem desrespeitar as consciências alheias, tratou de demonstrar em que realmente consistia a essência das Leis Divinas. Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido. Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles. Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso desprezo. Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas. Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam. Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo.

Ele viveu no mundo, sem ser do mundo.

Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava. Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona. Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época.

Amou sem esperar ser amado.

Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis. Movimentou recursos magnéticos e de cura até hoje desconhecidos. Lançou a idéia da vida futura, como uma esperança para todos os homens. Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso.

Trata-se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra. E é Dele o convite que ressoa, através dos séculos: Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me!

*   *   *

Em algum momento será necessário atender ao amoroso chamado, romper com o passado de equívocos e marchar para a luz.  O seu momento pode ser agora!

Pense nisso.