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Deus Castiga? setembro 9, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Sabedoria.
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Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se torna infeliz.

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor. Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima. Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos. Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando. E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas. Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.

Deus castiga…

*   *   *

Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo…

Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam…

Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?

Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.

Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.

Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?

Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga. Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.

Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal. Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.

Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente. Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.

E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves. E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.

Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.

Pensemos nisso.

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Em que Deus eu creio? agosto 29, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Momento Espírita.
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Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus. Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança? Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:

Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.  Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos. Dizia:

Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus. Não sou ateu. Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las. Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião. O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo. Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas. Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material. Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença. Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas. Essa é a minha religião e o Deus em que creio.

*  *  *

Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante. Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública. Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.

Onde encontrar Deus agosto 19, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão, Sabedoria.
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Certo dia, um homem do povo desejou tornar-se santo. Ansiava encontrar Deus. Adentrou o quarto onde repousava a esposa e o filhinho, olhou-os uma derradeira vez e partiu. Ao cerrar a porta, uma voz íntima lhe disse: Não partas! É aqui que está Deus. Mas o homem não escutou.

Vagou por caminhos desconhecidos e buscou a Divindade em diversos templos. Na sua jornada, passou por lugares onde o incêndio devorara gulosamente as casas, e muitos seres suplicavam auxílio.

Estou aqui. Por que te afastas de mim? – clamou a voz na consciência.  Contudo, o homem a sufocou.

Buscou o templo real, construído com milhões e milhões de moedas de ouro. Contemplou o rei e sua corte, genuflexos em ricas almofadas. Vibrou com a beleza e a arte do suntuoso local. Entretanto, por mais permanecesse ali, não sentia a alegria do convívio superior em sua alma. Sua busca não havia chegado ao fim.

Retornou às estradas poeirentas. Então, numa dobra do percurso, encontrou um homem sentado na relva. Ao seu redor se reuniam muitas pessoas como abelhas em torno de uma flor. O homem inquieto observou o outro com vagar. Durante horas, aquele ser ouviu a dor alheia, enxugou olhos lacrimejantes, limpou feridas, abraçou crianças, socorreu a fome da alma.

Vez ou outra, ante um quadro de maior aflição, retirava de um saco de viagem moedas, roupas ou medicamentos. Durante todo o tempo, falava da paz que é conquista, da paz que é proporcionada pela doação ao outro, pelo dever retamente cumprido.

A uma mulher que lhe confessou os dissabores no lar, ante o marido indiferente, ele recomendou maior dedicação no retorno ao lar. À outra que lhe confessava, envergonhada, os erros cometidos, no tocante à fidelidade, recordou as palavras do Sábio da Galiléia: Vai e não tornes a errar.

Finalmente, o homem inquieto se aproximou do outro, chamando-o santo, e indagou-lhe de como poderia encontrar Deus. Afinal, já se haviam dobrado os anos e ele nada conseguira, senão o acréscimo da angústia e da insatisfação!

Não sou santo – respondeu o outro. Apenas alguém que encontrou um Modelo e Guia e O segue. Falo do maior dos Mestres, Jesus. Seu ensino é de amor. Por isso, retorna ao teu lar, atende a tua esposa, educa teu filho. Socorre teu irmão.

Porque Deus se encontra no lavrador que rasga a terra dura e semeia. Deus está no operário que quebra pedras, abrindo veredas novas aos viandantes. Deus está em todos, nos dias de sol ou de chuva. Deus está onde está o homem, produto do Seu amor.

O homem ansioso voltou sobre os próprios passos, adentrou o lar, reencontrou e abraçou os seus deveres. Foi então que a voz tornou a se fazer ouvir: Estou aqui.Por que não me atendes?

Dessa vez, ele escutou e permitiu-se plenificar de felicidade. Sua busca chegara ao fim.

*   *   *

Suportando o fardo das provações e dissabores, padecendo injustiças e aflições superlativas que te desanimam, pensa que estás, mesmo assim, perto de Deus. Se seguires sem receio, alcançarás a meta da felicidade, sempre perto de Deus.

A Operosa Providência Divina março 26, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Liderança, Reflexão, Sabedoria.
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O Espiritismo ensina que Deus é a Inteligência Suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas. Além de ser a origem de tudo, Ele sustenta o equilíbrio universal.

A Divindade não é uma personalidade, manchada pelas paixões humanas. O Ser Supremo não tem favoritos ou perseguidos, não se ofende ou sofre. A regência do Universo não se dá ao acaso de gostos ou opiniões de momento. Deus rege o Cosmo com base em leis imutáveis e perfeitas, plenas de justiça e misericórdia. O maravilhoso Estatuto Divino preside à evolução de todas as criaturas e ao gigantesco balé dos astros, em sua trajetória milenar. Entretanto, Deus não se limita a observar o concerto cósmico a que deu início e que Suas leis perfeitas impulsionam e sustentam. Ele se faz presente e operante na vida dos seres em evolução, em forma de Providência.

Jesus inovou o pensamento religioso ao apresentar Deus como um Pai amoroso. O amor divino é essencialmente ativo. Afinal, o Cristo afirmou que Ele e o Pai sempre estão a trabalhar. O labor de Deus manifesta-se na forma de misericórdia na vida de Seus filhos. É inerente a seres imperfeitos o cometimento de equívocos. Apenas quem atingiu a perfeição não mais se equivoca.

No planeta Terra, somente Jesus apresentou-Se em estado de pureza espiritual. Todos os outros Espíritos que aqui aportaram, por grandes que tenham sido, cometeram erros. Se os Espíritos são livres em seu agir, respondem por tudo o que fazem. Entretanto, a Providência Divina constantemente minora as conseqüências dos atos infelizes. Essa atuação pode ser percebida nas mais variadas circunstâncias.

É freqüente que motoristas se distraiam no trânsito, mas poucas distrações têm consequências graves. Na maior parte das vezes, os envolvidos apenas levam sustos que os incentivam a serem mais atentos.

Frases infelizes nem sempre captam a atenção dos destinatários. Importantes descuidos com a saúde raramente geram enfermidades com o potencial previsível. Nesses pequenos lances de sorte tem-se a Providência atuando.

Preste atenção na importância da compaixão Divina em sua vida. Perante situações desagradáveis que lhe aconteçam, reflita se o seu agir não poderia ter gerado eventos ainda mais graves. Lembre-se de desatinos que cometeu e que não impactaram o seu viver. Mas principalmente entenda a finalidade da proteção que tem recebido. Ela é o acréscimo de misericórdia em sua vida, não um incentivo a que siga inconsequente.

A título de gratidão, esforce-se em ser melhor e mais prudente a cada dia.

Sempre com Deus fevereiro 21, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Paciência, Perseverança, Reflexão.
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Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.

Se te encontras cansado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.

Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a Infinita Bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.

Se estás doente pensa em como Deus, na Sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como, após a tempestade, que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.

Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a Sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.

Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que Ele esconde a Sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.

Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento.

Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.

Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.

Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-Lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o Amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.

Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o Todo Misericordioso que não nos esquece.

Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.

Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.

*   *   *

Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.

Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.

Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas através das criaturas.

Por isso mesmo, é preciso viver e servir.

Tudo é possível àquele que crê janeiro 13, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Reflexão, Sabedoria.
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Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança? Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê. Será mesmo? 

Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso. Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade. Uma mulher fora brutalmente assassinada. O autor era uma pessoa influente do reino. Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.  O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento. Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar. Seu destino seria a forca. Tudo conspirava contra ele. Sabia que o desejavam culpar. O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar. Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.

Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino. Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”. Você sorteará um dos papéis. O que você escolher, será o seu veredito. Deus decidirá a sua sorte.

O pobre homem suou frio. De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada. Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.

Como ele  poderia se salvar? Não havia alternativa. Nenhuma saída. O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles. Um enorme silêncio se fez na sala.  Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado. Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha. Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos. Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis. Rapidamente o colocou na boca e o engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele. Como saber agora qual o seu veredito? Simples, respondeu ele. Basta olhar o outro pedaço de papel. O que sobrou em cima da mesa. Naturalmente, aquele que eu engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.

*   *   *

A esperança sempre acalma o desespero e contorna a dificuldade. A sua voz nunca pára de cantar. A sua música abençoada luariza a noite do sofrimento, acalmando o infortúnio. Ninguém consegue avançar, nos caminhos rudes da vida, sem a sua presença. Ninguém a pode dispensar. Onde quer que apareça, a esperança altera a paisagem, inspirando coragem, tudo embelezando com cor, perfume e beleza.

 

Uma Figura Incomparável dezembro 29, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Revolução, Sabedoria.
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A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra. Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra. Em algum aspecto de sua vida, titubeou e cometeu deslizes. Com Jesus isso não se verifica.

Ele é o Modelo dado por Deus a todos os homens. Ao surgir no cenário terreno, já havia atingido o ápice de Seu estado evolutivo. Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens. Justamente por isso, causou tanto impacto.

Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos. Transcendeu a todos os vícios, embora cheio de compaixão pelos pobres viciados. Sua celestial sabedoria confundiu os mais doutos da época. Sempre pacífico, nem por isso deixou de combater a hipocrisia. Sem desrespeitar as consciências alheias, tratou de demonstrar em que realmente consistia a essência das Leis Divinas. Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido. Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles. Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso desprezo. Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas. Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam. Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo.

Ele viveu no mundo, sem ser do mundo.

Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava. Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona. Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época.

Amou sem esperar ser amado.

Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis. Movimentou recursos magnéticos e de cura até hoje desconhecidos. Lançou a idéia da vida futura, como uma esperança para todos os homens. Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso.

Trata-se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra. E é Dele o convite que ressoa, através dos séculos: Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me!

*   *   *

Em algum momento será necessário atender ao amoroso chamado, romper com o passado de equívocos e marchar para a luz.  O seu momento pode ser agora!

Pense nisso.

A resposta de Deus setembro 5, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão.
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É como mergulhar em um mar de águas geladas. Por toda parte o frio, o abandono. Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.

É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo. Nesses momentos temos vontade de perguntar: Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?

Nos escaninhos da alma então cresce um sentimento infeliz: O de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados! Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.

E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: Meu Pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir Tua mão por um só instante. E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras. É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.

É a resposta de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando: Sim, Meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui. Somente essa voz divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.

Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso. Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta. Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor.  Algo mais ou menos assim: 

Na caminhada dos dias, nos caminhos do Mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, meu Amigo, meu Amado. Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.

Ouvir Tua voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança. À Tua sombra existe serenidade e paz. A paz que sempre busquei.

És minha água, meu sol, o ar mais puro. Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.

* * *

Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também. Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares. Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.

Atitude cristã abril 5, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Momento Espírita, Sabedoria.
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A imensa maioria das pessoas sabe que Jesus sintetizou na prática do amor todos os deveres dos homens. Ele afirmou que no amor a Deus e ao próximo estão contidas todas as Leis Divinas.

Assim, quem se afirma cristão, para ser coerente com sua fé, necessita amar a Deus e ao próximo. Relativamente ao amor ao próximo, há um complicador, pois ele simboliza o conjunto das criaturas humanas. Não se trata apenas da namorada, do irmão ou do amigo querido, mas de todo ser humano, incluindo os inimigos. Mesmo os corruptos e os criminosos estão incluídos no conceito de próximo, de semelhante.

Surge então a dúvida: não é possível distinguir entre pessoas queridas e completamente desconhecidas? Para cumprir a Lei de amor é necessário sentir carinho por quem rouba meu carro ou me machuca?

No âmbito da legislação humana, sabe-se que uma lei não pode impor deveres muito artificiais. Se uma determinação for muito difícil de ser cumprida, nunca será eficaz. Por exemplo, um limite de velocidade de 5 km por hora jamais será respeitado. Esse limite é muito artificial e impossível de ser cumprido. Não importa a sanção que se aplique, as pessoas o burlarão tanto quanto possível.

Certamente Deus não é menos sábio do que o legislador humano. A amizade é uma questão de afinidade de almas, somente possível entre iguais. O afeto costuma originar-se de similitude de valores e de gostos. Não é possível gostar do mesmo modo de um amigo e de um cruel criminoso.

Então, amar, no contexto das Leis Divinas, não implica necessariamente sentir afeto e externar ternura. Em relação a desconhecidos ou desafetos, o amor é principalmente uma questão de atitude, de respeito.

O cumprimento da lei de amor pressupõe que o homem se coloque mentalmente no lugar do próximo. E imagine como gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele. Identificado esse desejo, ele deve agir desse modo.

Amar o próximo é tratá-lo como eu gostaria de ser tratado se fosse ele. Como sempre quero o melhor para mim, tenho o dever de dar ao próximo o melhor tratamento possível. Talvez eu ainda não consiga gostar dele. Mas sempre devo tratá-lo com correção e generosidade. Trata-se do amor como uma atitude. Não é necessário ser santo para amar os inimigos e os malfeitores. Basta ter o firme propósito de viver como cristão. O amor é uma proposta de vida, um compromisso com a própria consciência. No fundo é algo simples e com profundo potencial transformador da sociedade.

Se cada homem adotar o hábito de imaginar-se no lugar do outro antes de agir ou falar, certamente o padrão de relacionamento humano melhorará muito. Não importa se o próximo é mesquinho, viciado ou corrupto. Não se trata de gostar ou não, mas de agir corretamente. Isso não implica um viver irreal, no qual não se tome cuidado com os indivíduos perigosos. É preciso ser manso como as pombas e prudente como as serpentes, conforme o dizer de Jesus. É necessário perceber o mal onde ele existe, para viabilizar a defesa. Mas não valorizar o mal na pessoa do próximo e nem desprezá-lo por suas falhas. Ajudá-lo a recuperar-se, sempre tendo em mente o próprio desejo de auxílio, caso o corrupto ou o viciado fosse eu.

Pense nisso.