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Tudo é possível àquele que crê janeiro 13, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Reflexão, Sabedoria.
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Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança? Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê. Será mesmo? 

Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso. Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade. Uma mulher fora brutalmente assassinada. O autor era uma pessoa influente do reino. Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.  O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento. Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar. Seu destino seria a forca. Tudo conspirava contra ele. Sabia que o desejavam culpar. O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar. Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.

Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino. Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”. Você sorteará um dos papéis. O que você escolher, será o seu veredito. Deus decidirá a sua sorte.

O pobre homem suou frio. De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada. Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.

Como ele  poderia se salvar? Não havia alternativa. Nenhuma saída. O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles. Um enorme silêncio se fez na sala.  Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado. Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha. Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos. Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis. Rapidamente o colocou na boca e o engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele. Como saber agora qual o seu veredito? Simples, respondeu ele. Basta olhar o outro pedaço de papel. O que sobrou em cima da mesa. Naturalmente, aquele que eu engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.

*   *   *

A esperança sempre acalma o desespero e contorna a dificuldade. A sua voz nunca pára de cantar. A sua música abençoada luariza a noite do sofrimento, acalmando o infortúnio. Ninguém consegue avançar, nos caminhos rudes da vida, sem a sua presença. Ninguém a pode dispensar. Onde quer que apareça, a esperança altera a paisagem, inspirando coragem, tudo embelezando com cor, perfume e beleza.

 

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Ser Cristão dezembro 6, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Perseverança, Reflexão.
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Tempos houve em que ser cristão significava ser alguém portador de grande coragem. Alguém que ousava desafiar a autoridade, o poder, a sociedade. Alguém que se importava muito mais em defender os seus princípios, do que a sua própria vida. Alguém para quem amar o Cristo significava ir às últimas conseqüências, doando a vida, sacrificando posição social, os próprios seres amados, se necessário.

Tempo houve em que ser cristão era sinônimo de ser invencível na fé. Se a perseguição se fazia devastadora, cristãos enchiam calabouços e anfiteatros, servindo de pasto às feras. Serenos entregavam-se ao martírio, com a certeza de que como lenho atirado ao fogo, seus exemplos alimentavam a chama do idealismo que iluminaria a Humanidade.

A sua fé desafiava o poder vigente que não entendia como podia se enfrentar a morte, entre cânticos de louvor.  Buscavam as catacumbas para ali, onde muitos celebravam a morte, celebrarem a vida abundante, falando da imortalidade. Para iluminar os caminhos escuros, na noite avançada, usavam tochas. E não temiam as estradas desertas para chegar ao local do encontro. Nada lhes impedia a manifestação religiosa, na intimidade do coração ou na praça pública. O amor era a sua identificação maior. Quando os pais eram trucidados nos circos, os filhos eram adotados pelas demais famílias cristãs. Se um companheiro era conduzido ao sacrifício, não faltava quem lhe sussurrasse aos ouvidos ou lhe enviasse uma mensagem: Morre em paz. Eu também sou cristão. Tua família encontrará um lar em minha casa. Repartiam o pão, o teto, o cobertor. Respirava-se o Evangelho.

Séculos depois, muitos dos que nos dizemos cristãos mostramos fraqueza nas atitudes e sentimentos mornos. Esquecemo-nos das recomendações de Jesus ao dizer que nosso falar deve ser sim, sim, não, não. Esquecemo-nos de que o Mestre nos afirmou que seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem. Não nos lembramos das exortações de que o Pai trabalha incessantemente, e nos entregamos ao comodismo dos dias.

Por tudo isso, quando o Natal se aproxima outra vez, é um momento especial para uma rogativa Àquele que é O Caminho, A Verdade e A Vida.

* * *

Senhor Jesus!

Os que Te desejamos servir, Te rogamos alento para nossas lutas, coragem para nossos atos.

Robustece-nos a fé, que ainda é tão tímida.

Ampara-nos a vida pela qual tanto tememos.

Aumenta nossa esperança de dias melhores no amanhã.

Infunde-nos vigor para as batalhas contra nossas próprias paixões.

Desejamos estar Contigo e nos sentimos tão distantes.

Vem até nós, Senhor Jesus.

Temos sede de bonança, de paz, de alegrias.

Vem até nós, Amigo Celeste, para que, ouvindo-Te a voz, outra vez, nos possamos decidir por seguir-Te, enfim.

Permite, Jesus, que esse Teu Natal seja o nosso momento de decisão, para que o novo ano nos encontre com disposição renovada.

E então, os nossos dias se multipliquem em trabalho, progresso e paz.

Dias em que, afinal, possamos nos dizer verdadeiros cristãos, Teus irmãos e fiéis seguidores.