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Um Nascimento maio 5, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Liderança, Revolução.
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Aquele nascimento singular, num momento de grande alucinação coletiva na Terra, deveria dividir os fatos da História, assinalando o Seu como o período de preparação da paz. Não era um conquistador odiento, que vinha armado para os combates destrutivos, mas um vencedor, que viera somente para amar. Por isso, não foi reconhecido, ou melhor, não O quiseram conhecer. Porque estavam preparados para a guerra, para o ódio, para o desforço, longe dos sentimentos da compaixão e da misericórdia, da compreensão e da caridade. Israel era soberba e seu povo, ingrato. Por isso, Roma a esmagava com as suas legiões impiedosas, ameaçando sempre com a força e a arrogância dos seus administradores de um dia. Não havia lugar, naqueles corações, para a compreensão da fragilidade humana, da temporalidade de todas as coisas, para o esforço de solidariedade.

Forte, então, era aquele que esmagava, mesmo que fosse vencido logo depois, pela doença, pela desgraça política, pela morte… O fraco era odiado, porque não revidava, nem disseminava o desprezo ao inimigo, em face da sua situação subalterna.

*   *   *

Jesus… Sim, este Seu nome, foi a força do amor que modificou as estruturas do pensamento e da razão, alterando, por definitivo, a face do planeta. Nunca mais a Terra seria a mesma depois Dele…

Antes, sofria o peso do carro da guerra perversa e das devastações do ódio. É certo que ainda não cessaram os combates do homem e da mulher contra os seus irmãos, no entanto, permanece o sentimento de fraternidade em memória e em homenagem a Ele.

Combatido, permaneceu amando.

Odiado, continuou amando.

Crucificado, persistiu amando,

E morto, ressuscitou do túmulo, a fim de prosseguir amando…

*   *   *

Nestes tempos de incertezas momentâneas, de crises morais graves, não há como sobreviver, se não continuarmos amando.

Exemplos, bons exemplos, existem para serem seguidos, e não apenas catalogados nos anais da História e admirados distantemente pela grande massa popular.

Jesus precisa ser a referência primeira de nossas vidas, mas não o Jesus distante, crucificado nas alturas, mas o Jesus amigo, conselheiro amoroso de todo dia.

Lembremos mais de Seu nascimento do que de Seu assassínio, de Sua presença do que de Sua ausência. O Consolador já está entre nós, abraçando-nos a todos cada dia mais forte. Não se pode fugir da verdade. Não se pode continuar sem amor no coração. Todo nascimento é motivo de alegria, e este, em especial, representa o nascer do amor maduro, do amor ágape, na intimidade fértil do Espírito imortal.

Lembremos Jesus… Sempre.

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E já é Ano Novo, outra vez! dezembro 31, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Perseverança, Reflexão, Revolução, Tempo.
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Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas…

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano. Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia. Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos? Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que  atesta da  pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano Novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação. Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional. Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares. Sair mais com as crianças. não somente para passeios como a praia, a viagem de férias. Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete. Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete. Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar. Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?

Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir. Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário!

Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso. Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista. E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma. Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista. Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola. Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois. Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano. Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!

Uma Figura Incomparável dezembro 29, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Revolução, Sabedoria.
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A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra. Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra. Em algum aspecto de sua vida, titubeou e cometeu deslizes. Com Jesus isso não se verifica.

Ele é o Modelo dado por Deus a todos os homens. Ao surgir no cenário terreno, já havia atingido o ápice de Seu estado evolutivo. Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens. Justamente por isso, causou tanto impacto.

Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos. Transcendeu a todos os vícios, embora cheio de compaixão pelos pobres viciados. Sua celestial sabedoria confundiu os mais doutos da época. Sempre pacífico, nem por isso deixou de combater a hipocrisia. Sem desrespeitar as consciências alheias, tratou de demonstrar em que realmente consistia a essência das Leis Divinas. Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido. Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles. Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso desprezo. Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas. Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam. Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo.

Ele viveu no mundo, sem ser do mundo.

Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava. Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona. Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época.

Amou sem esperar ser amado.

Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis. Movimentou recursos magnéticos e de cura até hoje desconhecidos. Lançou a idéia da vida futura, como uma esperança para todos os homens. Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso.

Trata-se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra. E é Dele o convite que ressoa, através dos séculos: Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me!

*   *   *

Em algum momento será necessário atender ao amoroso chamado, romper com o passado de equívocos e marchar para a luz.  O seu momento pode ser agora!

Pense nisso.

O menino do Natal dezembro 25, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Revolução, Tempo.
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Ele foi aguardado pelo casal por mais de um ano. Considerados portadores de infertilidade, marido e mulher se inscreveram numa fila de adoção. Com seis dias de vida ele chegou. E porque fosse próximo ao Natal, logo foi chamado de Nosso menino do Natal.

Logo em seguida, o casal foi surpreendido com dois filhos biológicos.  O menino do Natal, contudo, era muito especial. Natal era mesmo com ele. Era ele que se esmerava na decoração da árvore de Natal, que elaborava a lista de presentes, não esquecendo ninguém. Era pura felicidade. Natal era família, era orar e entoar cânticos.

No seu 26º Natal, ele se foi, tão inesperadamente quanto chegou. Morreu num acidente de carro, logo depois de estar na casa dos pais e decorar a árvore de Natal.  A esposa e a filhinha o aguardavam em casa. Ele nunca voltou.

Abalados pelo luto, os pais venderam a casa e se mudaram para outro Estado.  Dezessete anos depois, envelhecidos e aposentados, resolveram retornar à sua cidade de origem. Chegaram à cidade e olharam a montanha. Lá estava enterrado seu filho. Lugar que jamais conseguiram visitar. O filho do casal morava em outro Estado. A filha viajava, em função de sua carreira. Então, próximo do Natal, a campainha da porta soou. Era a neta. Nos olhos verdes e no sorriso, via-se o reflexo do menino do Natal, seu pai.  Atrás dela vinham a mãe, o padrasto, o meio-irmão de dez anos.  Vieram decorar a árvore de Natal e empilhar lindos embrulhos de presentes sob os galhos.

Os enfeites eram os mesmos que ele usava. A esposa os havia guardado, com carinho, para a sogra. Depois foi convite para ceia e para comparecerem à igreja. A neta iria cantar um solo.  A linda voz de soprano da neta elevou-se, fervorosa e verdadeira, cantando Noite Feliz. E o casal pensou como o pai dela gostaria de viver aquele momento.

A ceia, em seguida, foi cheia de alegria. Trinta e cinco pessoas. Muitas crianças pequenas, barulhentas.  O casal nem sabia quem era filho de quem. Mas se deu conta de que uma família de verdade nem sempre é formada apelas pelo mesmo sangue e carne.  O que importa é o que vem do coração. Se não fosse pelo filho adotado, eles não estariam rodeados por tantos estranhos, que se importavam com eles.

Mais tarde, a neta os convidou para irem com ela a um lugar onde costumava ir.  Foi em direção às montanhas, ao túmulo do seu pai. Ao lado da lápide, havia uma pedra em formato de coração, meio quebrada, pintada pela filha do casal.

Ela escrevera: Ao meu irmão, com amor.

Em cima do túmulo, uma guirlanda de Natal, enviada, como todos os anos, pelo outro filho. Então, em meio a um silêncio reconfortante, a jovem soltou a voz, bela como a de seu pai. Ali, nas montanhas, ela cantou Joy to the world. E o eco repetiu diversas vezes.

Quando a última nota se ouviu, o casal sentiu, pela primeira vez desde a morte do filho adotado, um sentimento de paz, de continuidade da vida.  Era a renovação da fé e da esperança. O real significado do Natal lhes havia sido devolvido.

Graças ao menino do Natal…

*   *   *

A verdadeira família é a que se alicerça em laços de afeto. Não importa se os filhos são gerados pelos pais ou se chegam por vias indiretas. O que verdadeiramente importa é o amor. Esse suplanta o tempo, a morte. Existe sempre. Este é o sentido do verdadeiro Natal: o amor de Deus para com os homens. O amor dos homens uns para com os outros, em nome do Divino Amor que se chama Jesus.

Jesus dezembro 10, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Revolução, Sabedoria.
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Você já parou para pensar, algum dia, como era o homem Jesus? Se nos inspirarmos nos Evangelhos podemos esboçar Sua aparência física e espiritual. Verdadeiramente, Sua aparência física não está descrita nos Evangelhos, mas Ele sempre se mostra simpático e atraente. Causava profunda impressão na multidão, quando Se apresentava em público. Tinha um corpo sadio, resistente ao calor e ao frio, à fome e à sede, aos cansaços das longas jornadas a pé, pelas trilhas das montanhas da Palestina. Também ao cansaço por Sua atividade ininterrupta junto ao povo, que não Lhe deixava tempo nem para se alimentar.

Embora nascido em uma estrebaria, oculto aos olhos dos grandes do mundo, teve Seu nascimento anunciado aos pequenos, que traziam os corações preparados para O receber.  A orquestra dos céus se fez presente e a ópera dos mensageiros celestiais O anunciou a quem tivesse ouvidos de ouvir.

Antes de iniciar o Seu messianato, preparou-Lhe os caminhos um homem rude, vestido com uma pele de animal e que a muitos, com certeza, deve ter parecido esquisito ou perturbado.  Principalmente porque, num momento em que o povo aguardava um libertador que fosse maior que o próprio Moisés, ele falava de alguém que iria ungir as almas com fogo. Enquanto todos aguardavam um guerreiro, que surgisse com seu exército numeroso para subjugar o dominador romano, João, o Batista, lhes falava do Cordeiro de Deus. E cordeiro sempre foi símbolo de mansuetude, de delicadeza.

Quando Ele se fez presente, às margens do Jordão, a sensibilidade psíquica de João O percebe e O apresenta ao mundo. Esse ser tão especial tomou de um grão de mostarda e o fez símbolo da fé que move montanhas. Utilizou-Se da água pura, jorrada das fontes cristalinas, para falar da água que sacia a sede para todo o sempre. Tomou do pão e o multiplicou, simbolizando a doação da fraternidade que atende o irmão onde esteja e com ele reparte do pouco que tem.

Falou de tesouros ocultos e de moedas perdidas. Recordou das profissões menos lembradas e as utilizou como exemplo, Ele mesmo denominando-Se o Bom Pastor, que conhece as Suas ovelhas. Ninguém jamais O superou na poesia, na profundidade do ensino, na doce entonação da voz, cantando o poema das bem-aventuranças, no palco sublime da natureza.

Simples, mostrava Sua sabedoria em cada detalhe, exemplificando que os grandes não necessitam de ninguém que os adjetive, senão sua própria condição. Conviveu com os pobres, com os deserdados, com os considerados párias da sociedade, tanto quanto visitou e privou da amizade de senhores amoedados e de poder.

Jesus, ontem, hoje e sempre prossegue exemplo para o ser humano que caminha no rumo da perfeição.

*   *   *

Embora visando sempre as coisas do Espírito, Jesus jamais descurou das coisas pequenas e mínimas da Terra. É assim que Seu coração se alegra pelas flores do campo, as quais toma para exemplo em Sua fala, da mesma forma que as pequeninas aves do céu. O Seu amor se dirigia sobretudo aos pobres, aos humildes, aos oprimidos, aos desprezados e aos párias. E, justamente por conhecer a fraqueza e a malícia dos homens, sempre perdoa, enquanto Ele mesmo alimenta a Sua vida pelo cumprimento da vontade e do agrado de Deus, o Pai.

O Conquistador Incomparável novembro 30, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Liderança, Revolução.
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Os conquistadores se cercam de legiões de mercenários e de soldados. Estabelecem estratégias de combate e planos ousados de conquistas.  Os conquistadores amealham tesouros da Terra e com eles pretendem estender o seu poder.  Os que os seguem o fazem aguardando recompensas generosas. Ou, então, serem brindados com cargos que lhes conferirão, igualmente, poder e dinheiro.

Ele foi um Conquistador diferente. Chegou tendo sido inicialmente anunciado aos corações simples e ouvidos atentos. Há muito aguardado, teve confirmada Sua identidade em várias oportunidades. Seu Pai enviou um Mensageiro especial para Lhe anunciar o nascimento e um coral magnífico coroou de esplendor a notícia alvissareira.

Na noite quase fria, envolto em panos, sob a luz de brilhante estrela, Ele Se fez presente entre os homens. Mostrou-Se à beira de um rio, entre pessoas rudes, mas esperançosas. Teve como arauto um mensageiro de voz vigorosa, que dizia ter vindo ao mundo para aplainar as veredas do Senhor.  O nome desse mensageiro era João. E, tendo-O identificado, endereçou-Lhe os dois primeiros apóstolos, consciente de que Ele era o Cordeiro de Deus, o Messias cantado pelo povo, esperança da Humanidade.

Os conquistadores desejam homens adestrados em armas e selecionam os seus seguidores entre os que demonstram agilidade, precisão e eficácia.  Ele escolheu homens do povo. Pescadores da Galiléia, um letrado, um vendedor de quinquilharias, um adolescente apaixonado pelas notícias dos Céus.  Doze deles compuseram Seu colegiado mais próximo. Outros setenta e dois, a quem lecionou a arte da compreensão e da paz íntima, elegeu como mensageiros da Sua chegada. Dois a dois, esses foram à frente, anunciando pelas aldeias e cidades que o Reino de Deus se fazia próximo. E que o Filho do Rei já Se encontrava entre eles. Tudo para que, quando Ele chegasse, a população já O aguardasse, na expectativa da Boa Nova que Ele traria.

Estrategista excelso, planificou com detalhes a abordagem aos simples e aos poderosos.  Esteve na praça, nas estradas, nas montanhas, no vale. Pregou nas sinagogas, no templo suntuoso de Jerusalém, nas casas dos que O acolhiam.  Distribuiu a Sua palavra, alertando que os que tivessem ouvidos de ouvir, ouvissem.

A ninguém constrangeu a segui-Lo. O Seu era o convite para a paz. Quem a desejasse, que O seguisse.  Fez amigos por toda parte. Em Betânia, era acolhido, pelos irmãos Marta, Maria e Lázaro, com todo amor.  Pelas bandas de Tiro e Sídon, o lar de um amigo O acolheu, generoso, em Sua passagem.  Um certo Simão Lhe ofereceu um banquete, às quase vésperas de Sua prisão e morte. Um anúncio de despedida.

Jesus. Ninguém que O igualasse. Ninguém que realizasse, com tanta doçura e firmeza, a conquista de tantos corações.  Passados mais de 20 séculos de Seu retorno ao Mundo Espiritual, Sua presença permanece viva nos corações. Sua vida, Seus atos, Seus feitos são contados, estudados em detalhes, por todos os que se fazem ávidos da Sua tão cantada paz.

Jesus, um Conquistador Incomparável. Sigamo-Lo.

Um homem diferente setembro 6, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Reforma Íntima, Revolução, Sabedoria.
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O que faz que uma pessoa se destaque, no contexto social?

Dirão alguns, talvez, que a soma dos valores que detém em contas bancárias, aplicações, rendas, bens móveis e imóveis. Poderão pensar outros que o destaque se pode dar no ambiente artístico, cultural, político. A pessoa também poderá se destacar pela inteligência, pela visão de mundo, adiante de seu próprio tempo. Ou pela beleza, pelo porte, pelo discurso fácil, ágil, atilado. No entanto, o maior destaque, com certeza, é no campo moral. A intimidade do ser.

Porque alguém pode ser muito rico, belo, de discurso impecável, um cientista, uma alta inteligência e ser moralmente pobre. Na atualidade, o tom dominante parece ser o de fazer o que todos fazem. Assim, os homens desejam mostrar virilidade, sendo comandantes de sua própria casa. As mulheres desejam demonstrar que são belas e desejadas, que jamais a solidão as haverá de abraçar. E assim por diante…

Dizemos que isso faz parte da cultura do país onde se vive, do mundo onde nos movemos. Será que não podemos destoar do comum? Será que não podemos nos destacar, exatamente por sermos diferentes?

Na Índia, entre os parses, a mulher é educada para servir ao homem. Ela deve lhe dar muitos filhos, pois se assim não for, significa que algo errado existe na relação matrimonial. Ela deve ser-lhe a servidora, preparando-lhe os pratos de arroz, lentilhas, carnes, a cada dia. Deve zelar pela sua roupa, porque ele precisa parecer impecável aos olhos do mundo. 

Pois aquela mulher nascida em Calcutá se apaixonara por um jovem de Bombaim. Conhecera-o em casa de uma amiga, em uma festa. Pouco mais de 4 meses depois, estava casada. Logo que os dois se casaram, ela havia insistido em passar a ferro as camisetas finas para ele. Ele, no entanto, fincara pé e lhe dissera que se casara com ela por amor e para ter a sua companhia. Se desejasse simplesmente alguém que lavasse e passasse a sua roupa teria se casado com quem trabalhava exatamente para cuidar do seu vestuário.

Seu senso de justiça, sua indignação moral diante do status inferior das mulheres, entre os seus, era inigualável. Mais de uma vez a jovem sentira a inveja das amigas. Qual é o segredo? Lhe indagavam. Como foi que você o treinou tão bem? Mas ela dizia que nada tinha a ver com isso. Ele chegara a ela desse jeito. Ele é a pessoa mais justa que eu conheço. Acredita na igualdade de direitos para as mulheres.


Um homem diferente, destoando entre os de sua estirpe. Dentro de sua própria comunidade. Isso nos diz que não importa onde vivamos, a cultura que se nos impõe. Cada qual pode, dentro de seus parâmetros de justiça e moral, ser diferente. Destoar para melhor. Ser uma flor perfumada, colorida, num campo cinzento de erva seca e dura.

Pensemos nisso!

Escândalo setembro 4, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Perdão, Reflexão, Reforma Íntima, Revolução, Sabedoria.
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Em determinada passagem do Evangelho, Jesus afirma serem os escândalos necessários no Mundo, mas ai de quem os provoca.

No sentido vulgar do termo, escândalo significa evento ruidoso, que causa alvoroço ou estrépito.

Nessa linha, o problema residiria não no conteúdo da conduta, mas na sua repercussão. Desde que uma ação má não gerasse alarde, não haveria maiores problemas. Ocorre que esse sentido valoriza as aparências e a hipocrisia, em franco desacordo com as lições do Cristo.

Jesus afirmou, ao tratar do adultério, por exemplo, que o mero pensar com impureza já era condenável. Que se dirá então de ações francamente nefastas, apenas cometidas na surdina?

Parece possível interpretar a palavra escândalo, na acepção evangélica, como tudo o que causa tropeço ou embaraço nos caminhos próprio ou alheio. Tudo o que resulta dos vícios e imperfeições humanas, tudo o que viola os deveres de pureza e fraternidade, isso é um escândalo perante as Leis Divinas.

Mas qual a razão para os escândalos serem necessários?

O cerne da questão reside na evolução ainda incipiente dos habitantes da Terra, mormente no que diz respeito à moral. O planeta, ainda por um tempo, será morada de Espíritos rebeldes às Leis Divinas.

Mais do que em decorrência das condições materiais da Terra, a vida aqui é difícil por conta dos nossos inúmeros vícios. Violência, corrupção, promiscuidade, tudo isso gera infelicidade e transtornos.

Muitos são os escândalos produzidos diariamente pelos homens, em sua imperfeição. Salvo o caso das almas missionárias, os Espíritos radicados na Terra têm afinidade de sentimentos e valores, em maior e menor grau. O contato recíproco de criaturas viciosas tem variados efeitos. Ele provoca inevitável sofrimento pelo contínuo entrechoque de interesses. É cansativo defender-se cotidianamente da maldade alheia e conviver com esperteza e deslealdade. Esse contato também propicia o acertamento de dívidas cósmicas.

No longo processo de aprendizado da vida, o Espírito comete equívocos que precisa reparar. Ele necessita acertar-se com sua consciência, a fim de habilitar-se para estágios superiores da vida imortal. Também precisa adquirir paciência e generosidade e isso apenas se consegue perante criaturas falhas. Afinal, os anjos não desafiam a paciência de ninguém e nem necessitam de favores ou clemência.

Finalmente, o contato com o vício faz com que os homens lentamente se desgostem dele. O espetáculo das baixezas humanas é triste. Com o transcorrer do tempo faz surgir o ideal de vivências diferentes, plenas de pureza e compaixão.

Assim, nos estágios ainda inferiores da vida moral, o escândalo é infelizmente necessário. Mas ai do escandaloso, pois responde por todo o mal que causa, ainda que deste surja indiretamente o bem. Quando os homens se depurarem, o escândalo se tornará desnecessário e desaparecerá.

Eventuais acertos com a Justiça Cósmica se processarão na forma de efetivo trabalho no bem, a consubstanciar o amor que cobre a multidão de pecados, no dizer evangélico.

Assim, para alcançar a libertação de injunções dolorosas, cuide para não causar escândalo. Se alguém lhe fizer o mal, saiba que o verdadeiro prejudicado é o escandaloso. Ele desafia as Leis Divinas e desencadeia graves conseqüências na própria vida.

Quanto a você, perdoe e siga adiante.

Driblando a adversidade julho 6, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Motivação, Perseverança, Revolução.
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A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins.

Começou a estudar piano aos 8 anos de idade. Após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach.

No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.

Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como conseqüência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a seqüela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos.

Era o fim de um pianista.

Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A platéia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach.

A Ária da Quarta Corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.

***

Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor.

De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.

Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça.

Pense: você a pode vencer. Vença-a.

Campanha da gentileza junho 9, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Perseverança, Revolução, Sabedoria.
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O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo. Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista:

Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem.

E, ante o espanto do motorista, continuou:

Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil.

O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora.

O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo. Muito simples – explicou ele. Estou tentando trazer o amor de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza.

Você sozinho? – Disse o outro.

Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha.

Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as 20 pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele. Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia.

O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava. Mas, você vai depender de um taxista!

Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje.

Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras.

O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis.

Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil.

* * *

Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência? Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado…

E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho!

Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona! E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos. Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza…

Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa.

Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza.

Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda.

Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias. Assim estaremos espalhando o germe da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras.

Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade…

Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.