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Num mundo melhor agosto 19, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Justiça, Reflexão.
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Notícia surpreendente ganhou dimensão nacional. Uma família abrigada numa residência temporária, após perder sua casa numa grande enchente – que também lhes levou três entes queridos – viveu uma experiência única.

A menina mais nova da família, de 5 anos, brincava ao lado de algumas roupas doadas, quando descobriu, dentro da manga de um casaco de pele, a quantia de vinte mil reais em dinheiro. Mostrou então para o avô, que se admirou com o achado. Paramos aqui a narrativa para perguntar: O que você faria numa situação dessas?  Entenderia como estando ali a solução de grande parte dos problemas financeiros? Agradeceria a Deus pela suposta bênção, entendendo que foi intencional terem deixado esse valor para quem recebesse a vestimenta? Numa situação de extrema necessidade como essa, o que você pensaria, e qual atitude tomaria?

Bem, vejamos a resolução da família: o avô, imediatamente, foi investigar de onde vieram as doações. Sabia, mais ou menos, de que cidade haviam chegado, e foi procurar o doador. Sim… Admiravelmente, ele foi devolver o dinheiro ao dono. Segundo suas próprias palavras: Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois  agora precisamos. Mas é uma questão de criação. Fui educado assim e estou com a consciência limpa, disse ele, que recebeu mil reais como recompensa pela honestidade.

*   *   *

Atitudes como essas devem ser festejadas, devem ganhar dimensão internacional, pois representam o que há de melhor na alma humana. Quantos de nós devolveríamos esse valor? Num momento de tanta tristeza e necessidade, quem se dignaria a pensar na pessoa que perdera a quantia significativa, enquanto fazia doações fraternas? Quantos?

Nesses momentos é que a alma humana mostra a grandeza, que jaz latente em sua consciência. É passando por essas provações, que o Espírito em aprendizado vence, cresce, e adquire as credenciais necessárias para viver num mundo melhor.  Mundo esse que poderá ser aqui e agora, para aqueles que ficarem e puderem presenciar os primeiros raios de sol da Nova Era, da Era da Regeneração.

No mundo de regeneração, para o qual a Terra caminha, atitudes como essa serão comuns, habituais. Isso porque o bem irá prevalecer, sem dúvida, sem titubear, em cada decisão importante na esfera moral. Num mundo melhor a honestidade será habitual, será prática espontânea, assim como foi com esse avô.

A honradez virá de criação, da cultura familiar mais bem estruturada, dos valores nobres que a nova geração já está passando aos que chegam.  Num mundo melhor, a consciência poderá repousar mais tranquila, pois não irá carregar a mentira, a infidelidade, o crime.

Aprendamos com exemplos assim.

Vejamos na notícia um convite para a modificação profunda em nosso ser. Vejamos como um lembrete do que é ser bom e íntegro. Num mundo melhor… que está sendo construído agora… tudo isso será possível.

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Justiça janeiro 21, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Justiça.
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O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores. Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente, sentimos compaixão.

Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica, valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha semanas a fio, longe do lar. Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na palavra, na conduta. Dinâmica e corajosa, enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades financeiras imensuráveis.

Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a própria família. Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia. E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos, intensificaram-se as dores. Morreram-lhe em curto espaço de anos o esposo e três filhos, em circunstâncias trágicas. Enfraqueceram-lhe ainda mais as forças e o coração ferido se deixou desfalecer. Acresceram-lhe as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.

Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos-lhe os esforços para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação. Lembrando-lhe os anos de atividade e labuta, perguntamo­-nos o porquê de tanto sofrimento. As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer, enfermar, morrer. Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente. Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da mulher mãe,esposa, avó.

Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do evangelho de Jesus: A cada um segundo as suas obras. É como se pudéssemos, no recesso do Espírito, escutar a voz do Sublime Cantor Galileu, em plena natureza. Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a Divindade. Podemos agora entender a sua serenidade na dor.

Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o resgate de faltas cometidas em dias passados, de vidas anteriores. Por isso ela sorri. E ora. E espera. Aguarda os dias do reencontro com os seus amores, afirmando convicta: Quando Deus quiser, hei de partir. E estou me esforçando para seguir viagem vitoriosa.

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Ninguém sofre de forma injusta. Se assim não fosse, não poderíamos conceber que Deus, nosso Pai, fosse infinitamente justo e bom, pois puniria a bel prazer uns e outros, concedendo felicidade a outros tantos.

Dessa forma, cabe-nos cultivar a resignação ante os problemas que nos atingem e não podem ter seu curso alterado, por nossa vontade. Contudo, é sempre bom lembrar que cada um de nós, sobre a Terra, pode se tornar instrumento da Divindade, para aliviar a carga do seu irmão, socorrendo. Eis porque a fraternidade é dever.

Tudo é possível àquele que crê janeiro 13, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Reflexão, Sabedoria.
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Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança? Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê. Será mesmo? 

Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso. Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade. Uma mulher fora brutalmente assassinada. O autor era uma pessoa influente do reino. Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.  O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento. Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar. Seu destino seria a forca. Tudo conspirava contra ele. Sabia que o desejavam culpar. O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar. Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.

Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino. Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”. Você sorteará um dos papéis. O que você escolher, será o seu veredito. Deus decidirá a sua sorte.

O pobre homem suou frio. De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada. Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.

Como ele  poderia se salvar? Não havia alternativa. Nenhuma saída. O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles. Um enorme silêncio se fez na sala.  Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado. Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha. Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos. Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis. Rapidamente o colocou na boca e o engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele. Como saber agora qual o seu veredito? Simples, respondeu ele. Basta olhar o outro pedaço de papel. O que sobrou em cima da mesa. Naturalmente, aquele que eu engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.

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A esperança sempre acalma o desespero e contorna a dificuldade. A sua voz nunca pára de cantar. A sua música abençoada luariza a noite do sofrimento, acalmando o infortúnio. Ninguém consegue avançar, nos caminhos rudes da vida, sem a sua presença. Ninguém a pode dispensar. Onde quer que apareça, a esperança altera a paisagem, inspirando coragem, tudo embelezando com cor, perfume e beleza.

 

O importante é bem viver novembro 3, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Sabedoria.
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Sócrates está preso. Acusado pelo Tribunal dos Heliastas de não reconhecer os deuses que a cidade reconhecia e de corromper os jovens, com seus ensinos nobres, o septuagenário sábio tem seu corpo enjaulado por 40 dias. Sim, seu corpo apenas, pois de seu Espírito jamais conseguiram sequer chegar perto seus acusadores.

Obviamente se tratava de uma condenação injusta. Injustiça dos homens, mas que o filósofo aceitou com tranqüilidade e segurança. Seus discípulos, porém, não aceitaram tão facilmente assim, e chegaram a elaborar um plano de fuga para o mestre. Tudo estava arranjado: compra de guardas, rota de fuga, navio. Sócrates poderia assim fugir com certa facilidade, graças aos amigos e admiradores. A dificuldade única estava em convencê-lo de que deveria escapar. Se me provarem por argumentos racionais, que devo fugir, fugirei. – Disse aos discípulos preocupados.

Assim ouviu o argumento da defesa da vida: Ora, viver é o mais importante! – clamaram entusiasmados.

Ao que ouviram como resposta: A única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.

Assim o mestre ateniense deixava claro que mais importante do que viver, seria bem viver, viver dignamente, sem ter a alma manchada pelos delitos.

Ninguém, nem os amigos e nem mesmo a esposa,  que o visita uma última vez, com os filhos, conseguem convencê-lo a ir contra sua consciência.

Mais difícil é evitar o mal, pois ele corre mais rápido que a morte. – Afirmava também, procurando fazer com que todos entendessem que a morte não era o maior mal.

Platão narra que, finalmente, chega o carcereiro com a cicuta. Sócrates toma o veneno num gole só. Os amigos soluçam.

Ainda tem tempo de consolá-los em seus últimos segundos de vida corporal: Não, amigos, tudo deve terminar com palavras de bom augúrio: permanecei, pois, serenos e fortes.

*   *   *

Que alma honorável! Que postura impecável perante a vida e seus males… O importante é bem viver… Sim, viver com honestidade, com honradez, dignamente.

A vida do corpo não é mais importante do que as virtudes da alma. Assim nos mostraram vários dos grandes Espíritos que encarnaram na Terra. A vida do corpo de alguns lhes foi tirada, mas de nenhum deles se conseguiu matar virtudes, os seus ensinos ou a integridade de caráter.

Não estamos aqui, na Terra, para viver apenas – que fique bem claro aos bons vivants do mundo. Estamos aqui para bem viver, para crescer e ajudar o mundo ao nosso redor a realizar seu progresso. Tudo que nos ponha num sentido oposto a esse, deve ser repensado com urgência.

A única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.

Autoridade outubro 28, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Perseverança, Reflexão, Sabedoria, Tempo, Trabalho.
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O desejo de ocupar posições de destaque e relevância é bastante comum. A vida dos poderosos do mundo costuma ser idealizada pelas multidões. Eles aparecem ricamente trajados, em festas ou em situações de regalo e desfrute. Quem leva uma vida modesta e obscura, não raro, almeja trocar de lugar com essas importantes figuras.

Muitos se inquietam e desgastam com sonhos de grandeza. Quando comparam as suas vidas com as de alguns outros, ficam amargurados e tristes. Chegam a se achar injustiçados pela Divindade, haja vista a escassez de suas posses. Mas opulência e modicidade de recursos refletem apenas diferentes formas de aprendizado. A vida modesta tem grande valor, se levada a efeito com dignidade e sem murmurações. Ela viabiliza a correção de graves vícios espirituais, como vaidade e apego a bens materiais. Não se trata de fazer apologia da miséria como estado ideal. A miséria é uma chaga social que deve ser extirpada, mediante educação e oferta de oportunidades aos que a sofrem. Mas entre a miséria e a opulência há uma miríade de situações intermediárias.

Nem todos podem ser ricos e poderosos ao mesmo tempo. Por isso, as posições sociais e econômicas se alternam ao longo das encarnações. Com respeito aos talentos e às inclinações de cada um, todos são chamados a viver as mais variadas situações. O relevante é ser digno, operoso e solidário, qualquer que seja a própria realidade. A vida dos poderosos, muitas vezes, nada tem de invejável. Sob a aparência de brilho e abastança, jazem pesadas responsabilidades. Elas são tão mais pesadas porque guardam o condão de influenciar a vida de incontáveis pessoas.

O detentor de autoridade, da espécie que seja, sempre terá de dar contas do uso que dela fez. Ela nunca é conferida por Deus para satisfazer ao fútil prazer de mandar. Não é direito e nem propriedade, mas uma importante e perigosa missão.

O poderoso tem almas a seu cargo e responderá pela boa ou má diretriz que der aos seus subordinados. Após o término da tarefa, ele será confrontado com a própria consciência. Analisará os recursos de que dispunha e o uso que deles fez. Então, verificará se evitou todos os males que podia. Pensará se fez todo o bem que lhe era possível. Vislumbrará o resultado de sua influência junto a inúmeros que dele dependiam ou nele se espelharam.

Bem se vê que a autoridade não deve ser levianamente buscada. Se a vida o projetou a posições de relevo, seja digno e faça o seu melhor, para não se arrepender amargamente. Mas se a sua vida é modesta, não se amargure. Tudo vem a seu tempo e é melhor ser digno no pouco do que indigno e desgraçado no muito.

Pense nisso.

O que fica oculto setembro 5, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Justiça.
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Atualmente, todos clamam contra a impunidade. Os meios de comunicação desvendam, sem cessar, variados tipos de ilícito e causa indignação constatar como o processo de punição é moroso e falho.

Muitos corruptos encontram brechas no sistema legal e escapam ilesos. Grandes criminosos persistem livres, enquanto lançam mão de incontáveis recursos judiciais. O dinheiro público some sem que ninguém seja responsabilizado. Obras são superfaturadas e os encarregados afirmam total ignorância do ocorrido.

Enquanto isso, a sociedade brada indignada e pede providências. Entretanto, a justiça humana reprime apenas as condutas mais escandalosas.

O legislador terreno elege alguns dos comportamentos mais deletérios ao convívio social e os proíbe mediante punições. Ainda assim, os responsáveis, não raro, logram burlar as conseqüências legais. Ocorre que, acima e além dos regramentos humanos, pairam soberanos os Códigos Divinos.

Eles estabelecem a fraternidade, a pureza, o trabalho e a honestidade como deveres incontornáveis. Para estar em harmonia com o estatuto divino não basta parecer levar uma vida reta. De pouco adianta cumprir ritos ou ofertar ao mundo uma aparência de recato e sobriedade.

Inúmeros pequenos gestos implicam violação à lei de harmonia que rege a vida. Os pais que não educam seus filhos violam uma missão sagrada que lhes foi confiada. Ao não dedicar tempo ao burilamento moral de seus rebentos, desdenham a Lei de Trabalho. Conseqüentemente, respondem pelos desvios causados por sua inércia.

Cônjuges que se infelicitam, por palavras e gestos, desconsideram o mandamento da fraternidade.  Comentários cruéis a respeito do próximo igualmente vibram negativamente perante a Consciência Cósmica.

A vivência de tumultuosas paixões, atos que maculam a inocência alheia, o desamparo material ou moral de parentes necessitados ou enfermos…

Muitos são os exemplos de condutas não reprimidas pela legislação humana, mas incompatíveis com a Lei Divina e Natural.

Convém refletir sobre isso, sempre que surgir forte o desejo de bradar contra a impunidade do próximo.  Ninguém advoga que atos desonestos persistam isentos de conseqüências.

A sociedade necessita de regras para que o convívio de seus membros siga harmônico. O desrespeito a essas regras precisa ser reprimido, sob pena de se instaurar a anarquia. Mas, se o equívoco deve ser combatido, isso não pode implicar odiar os equivocados. É preciso medir a própria fraqueza antes de lapidar os outros.

As Leis Divinas jamais são enganadas. Embora certas baixezas permaneçam ocultas, ainda assim elas têm conseqüências impostas pelas Leis Divinas.

Por ora, a maioria dos habitantes da Terra ainda foge de algum modo de seu dever. Assim, importa lançar um olhar generoso ao próximo, enquanto se cuida de corrigir o próprio comportamento.

Urge gradualmente passar a não apenas afetar pureza, mas a vivê-la em plenitude.

Se você é a favor da responsabilização pelos atos praticados, veja como age em todos os setores de sua vida.

Cuide para que o que fica oculto não o condene perante sua consciência.

Você jamais poderá enganá-la.

Pense nisso.