jump to navigation

Por um mundo renovado agosto 31, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
Tags:
1 comment so far

Uma atenta análise da História da Humanidade revela um avançar contínuo. Sob os mais diferentes aspectos, gradualmente há avanços. Esse processo não é uniforme em todos os povos. Aliás, em um mesmo povo as virtudes se consolidam com vagar e em ritmos distintos. Assim, o conjunto de certa nação apresenta tendência à ordem e ao trabalho, mas se conserva intolerante. Outra possui a tolerância mais desenvolvida, mas tropeça no quesito honestidade. O primordial é que, pouco a pouco, os costumes se purificam.

Alguns hábitos lamentáveis do passado lentamente perdem a força e se afiguram odiosos, como o racismo. Contudo, a evolução não se processa sem algum esforço. Cada nova idéia teve seus ardorosos defensores, que lutaram contra a inércia geral. No princípio, a batalha pela renovação sempre parece difícil, talvez até impossível. Contudo, o progresso é uma lei universal. Idéias e hábitos mais puros podem demorar a empolgar, mas com o tempo eles se efetivam.

Os pioneiros da luta muitas vezes desencarnam antes de ver o resultado de seus esforços. Como a reencarnação também é uma lei da vida, eles ressurgem no corpo e desfrutam do novo clima cujo desabrochar propiciaram. Com essa realidade em mente, convém refletir sobre a sociedade atual. São comuns os brados contra a violência, a corrupção e os costumes desregrados.

Ocorre que não basta indignar-se. O mundo não se renovará por si. Os homens são os artífices do amanhã, qualquer que seja ele. Para que o futuro seja venturoso, importa trabalhar arduamente em seu favor. Os meios para isso são os mais variados. Mas a reforma mais difícil sempre é a do próprio proceder. Embora difícil, ela é imprescindível. Fazer o que se critica nos outros é pura hipocrisia. Quem condena desonestidades de políticos tem o dever indeclinável de ser rigorosamente honesto em seus atos. O homem que abomina o preconceito não pode praticá-lo. Aquele que questiona a falta de ética do próximo precisa cumprir com rigor todos os seus deveres.

Após a retificação da própria vida, surge a necessidade de auxiliar na transformação do coletivo. Evidentemente, uma vida digna é sempre a melhor lição. Mas as conversações dignas, a educação dos ignorantes e os serviços sociais são importantes meios de auxiliar o surgimento de um amanhã melhor. Lembre-se de que hoje você vive no mundo que ajudou a construir em suas existências pretéritas. Assim, não gaste tempo em reclamações. Apenas trabalhe pelo surgimento de um mundo mais honesto, justo e fraterno. Assim agindo, chegará o dia em que você terá a ventura de viver na sociedade dos seus sonhos.

Anúncios

Em que Deus eu creio? agosto 29, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Momento Espírita.
Tags: , , ,
add a comment

Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus. Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança? Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:

Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.  Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos. Dizia:

Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus. Não sou ateu. Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las. Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião. O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo. Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas. Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material. Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença. Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas. Essa é a minha religião e o Deus em que creio.

*  *  *

Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante. Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública. Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.

A Mesma Medida agosto 28, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Reflexão, Sabedoria.
Tags: ,
add a comment

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma que cada um será medido com a medida que aplicar aos outros. Tem-se aí um princípio de justiça, já revelado no comando de amar ao próximo como a si mesmo.

Pelo mandamento do amor, surge o dever de tratar o semelhante como se gostaria de ser tratado, se estivesse em seu lugar. A idéia básica é uma igualdade essencial entre todos os homens. Embora diferentes pelas posições que ocupam na vida em sociedade, nenhum possui essência apartada da dos demais. Evidentemente, há criaturas mais adiantadas, cuja bondade e sabedoria causam admiração. Entretanto, na origem e no fim todos se aproximam. Saídos da mais absoluta simplicidade chegarão à plenitude das virtudes angélicas. Enquanto percorrem a longa jornada, devem se auxiliar mutuamente.

A lição cristã cinge-se basicamente à fraternidade. É possível sofisticar o pensamento e encontrar nuanças preciosas nos ensinamentos do Cristo. Mas é preciso cuidado para não esquecer o básico, nessa busca de detalhes, por valiosos que sejam. O essencial reside em aprender a olhar o próximo como um semelhante, um irmão de caminhada.

Se ele se apresenta vicioso e de convívio pouco atrativo, nem por isso deixa de ser uma preciosa criatura de Deus. Justamente perante os equivocados do mundo, convém refletir sobre a igualdade da medida.

À parte os Espíritos puros, que já percorreram todos os degraus da escala da evolução, os demais cometem erros. Mesmo homens bem intencionados por vezes erram. Não se trata de uma tragédia, na medida em que a vida propicia meios de reparar os estragos e seguir em frente. Uma visão estreita da Divindade pode levar à concepção de que Ela sempre está a postos para punir suas criaturas. Entretanto, não é assim.

As Leis Divinas encontram-se escritas na consciência de cada Espírito. Elas visam à educação e à evolução dos seres, não a sua punição. O rebote do desconforto que a violação da lei provoca destina-se a incentivar a retomada do caminho correto.

É possível ignorar os protestos da própria consciência um tempo, mas não indefinidamente. Sempre surge o momento em que ela fala alto e atrai as experiências retificadoras do mal cometido. Ocorre que o mesmo homem que encontra desculpas para seus equívocos, por vezes, é severo crítico do semelhante. Ao assim agir, molda em seu íntimo um juiz implacável.

Quando chegar a sua hora de prestar contas dos próprios atos à eterna justiça, as medidas desse juiz severo é que lhe serão aplicadas. Ciente disso, convém treinar um olhar indulgente para as falhas alheias. Não se trata de tentar burlar a incidência da justiça divina, sempre perfeita. Mas de não valorizar em excesso a sombra e a dor e de compreender a falibilidade natural do ser humano.

Pense nisso.

Abortamento Espontâneo agosto 27, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão.
Tags: , , ,
add a comment

Por que, para certas mulheres que desejam muito ser mães, ocorrem abortamentos espontâneos? O que acontece, nesses casos, ao Espírito que se preparava para reencarnar naquele corpo que estava em formação?

Uma senhora narrou, ao jornal italiano L´aurora uma experiência muito interessante. Ela estava grávida e feliz. Estava no quarto mês de gestação. Os exames preliminares lhe haviam anunciado o sexo da criança: seria um menino, e ela se apressara a começar chamá-lo de André.

Então, uma noite, ela sonhou que estava deitada em um leito de hospital, sem apresentar o ventre desenvolvido, próprio da gravidez. Estranhou, pois não conseguia entender o que acontecera. Levantou-se e foi até a janela do quarto. Um jardim se descortinava abaixo e nele um garotinho lhe sorria e a saudava com sua mãozinha.

Ela o olhou e lhe disse: Até breve, meu tesouro. O nosso é somente um até breve, não um adeus.

Despertando, poucas horas depois, Giovanna precisou ser encaminhada ao Hospital da localidade, sob ameaça de um abortamento. A médica, auxiliada por sua equipe, se esforçou ao máximo, sem conseguir evitar o abortamento espontâneo.

Uma grande tristeza invadiu aquele coração materno, ansioso pelo nascimento de mais um filho. Desalentada e triste, chorou até se esgotarem as lágrimas. E o sonho da noite anterior então teve sentido para si: seu filhinho viera se despedir. E ela se despedira dele. Fora o anúncio da tristeza que estava a caminho e que invadiria aquele coração feminino.

Talvez, mais tarde, em um outro momento, ele pudesse retornar, em nova tentativa gestacional. Mesmo porque, conforme o sonho, fora uma despedida temporária.

*   *   *

Por que ocorrem abortos espontâneos? O Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, interessou-se pela delicada questão. As respostas lúcidas dos Espíritos de luz se encontram em O livro dos Espíritos.

Em síntese, esclarecem os mensageiros celestes que, as mais das vezes, esses eventos espontâneos têm por causa as imperfeições da matéria. Ou seja, as condições inadequadas do feto ou da gestante. De outras, o Espírito reencarnante, temeroso das lutas que terá que enfrentar na vida de logo mais, desiste da reencarnação, volta atrás em sua decisão.

Retirando-se o Espírito que presidia ao fenômeno reencarnatório, a criança não vinga, a gestação não chega a termo. A gestação frustrada é dolorosa experiência para os pais e para o Espírito em processo reencarnatório.

Como não existe sofrimento sem causa anterior, chega a esses corações, como medida salutar para ajuste de débitos anteriores. Para o Espírito que realizava a tentativa, sempre preciosa lição. Retornará ao palco da vida terrena, após algum tempo, em novas circunstâncias.

*   *   *

Para quem aguarda o nascimento de um filho, se constitui em doloroso transe a frustração do processo da gestação. De um modo geral, volta o mesmo Espírito, superadas as dificuldades, para a reencarnação. Se forem inviáveis as condições para ser agasalhado no ventre que elege para sua mãe, engendra outras formas de chegar ao lar paterno. É nessas circunstâncias que a adoção faz chegar a pais não biológicos o filho inestimável do coração.

Líderes agosto 26, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria, Trabalho.
Tags:
add a comment

Líder é aquele que se destaca. Aquele cujas ações, por corajosas ou extraordinárias, merece a atenção dos demais homens.

Líder é aquele que, em meio ao caos, se mantém firme e acena com a bandeira da esperança.

Pode ser um artista, um cientista, um homem de negócios, um anônimo. Por vezes, são governantes que se destacam, levando-nos não somente a aplaudi-los, mas a crer que o mundo melhor está se concretizando na Terra.

Foi com esse espírito que lemos a manchete: Soberano de Luxemburgo se recusa a assinar lei que permitiria eutanásia. Luxemburgo é o menor país membro da União Européia. Situado entre a Bélgica, França e Alemanha, seus 470 mil habitantes estão entre os mais ricos da União Européia. É  governado, desde o ano 2000, pelo Grão-duque Henri Guillaume.

O projeto de lei relativo à eutanásia foi aprovado, em fevereiro de 2008 pelos deputados. Agora, a Assembléia Parlamentar é chamada a votar em segundo turno o mesmo documento, que, para ter força de lei, deverá ser assinado e promulgado pelo Soberano.

O Grão-duque informou aos líderes parlamentares que a sua consciência cristã lhe impede de fazer algo do gênero.

De imediato, o pensamento de todos se voltou ao que ocorreu na Bélgica, em 1990, onde o Rei Balduíno I, tio do Grão-duque Henri renunciou por um dia, para não colocar a própria assinatura numa lei que legalizava o abortamento. Depois daquela breve demissão provisória, o soberano belga retomou o trono e tudo continuou como era antes.

A situação do Grão-duque parece mais complexa. Para não colocar a sua assinatura na lei, o Grão-duque arrisca algumas perdas. Ocorre que a maioria do Parlamento está estimulada a estudar uma reforma institucional destinada a reduzir sensivelmente o poder da coroa.

Assim, o Grão-duque permanecerá no próprio posto, mas não terá condições  de fazer greve contra o Parlamento. Na prática lhe será tirado todo poder de assinar medidas legislativas. Alguns o apoiam, exaltando a coerência moral de um homem que não se dobra, nem mesmo ao voto parlamentar.  Outros, como  o próprio Primeiro-ministro, dizem que se a câmara dos deputados vota uma lei, esta deveria poder entrar em vigor.

A situação em Luxemburgo, com relação ao tema, ainda não está definida. Mas, do ponto de vista bioético, ver alguém que esteja no poder discordar do rumo que as coisas estão seguindo na Europa, é um grande avanço.

Se a lei entrar em vigor, no Grão-ducado, Luxemburgo seria o terceiro país da União Européia, junto à Holanda e Bélgica, a legalizar a eutanásia. Louvamos a coragem do Soberano. Vibramos para que ela se mantenha firme, demonstrando que mais importante do que ter cargos no mundo, é honrar a consciência.

É saber que a autoridade na Terra é temporal e que, acima dos homens, reina a Lei de Deus, imutável. E essa Lei prescreve o amor. E quem ama não legitima a morte de seres humanos, mesmo que seja em nome de um pretenso e provisório poder.

Pensemos nisso.

Apenas um voltou agosto 25, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
Tags: , , ,
add a comment

Explicar as parábolas de Jesus, para crianças, requer arte nas palavras, requer linguagem própria e muito cuidado.

Recentemente, encontramos texto com tal iniciativa nobre, que alcança o seu objetivo com muita propriedade. Diz assim:

Certa vez Jesus andava pelo caminho, quando uns homens se aproximaram Dele. Aqueles homens estavam doentes. Eles eram vítimas de hanseníase, uma terrível doença de pele, na época, chamada lepra.

Naquele tempo, não havia tratamento para esse tipo de doença e as pessoas que ficavam enfermas eram retiradas da cidade, e tinham que ficar longe de suas famílias, de sua casa.

Quando alguém se aproximasse, elas deveriam gritar bem alto: “Imundo, imundo…”, que quer dizer “sujo, impuro”, para que as pessoas se afastassem.

Já pensou que vida triste? Não poder abraçar seus pais e amigos, dormir em sua cama confortável e ter de viver isolado de todo mundo?… Pois é… Aqueles homens viviam assim.

Mas eles ouviram falar de Jesus, e esperavam ansiosamente o dia em que pudessem encontrá-Lo. Quando ouviram dizer que Jesus se aproximava, não ligaram para as regras nem para os homens, e correram até o Mestre. Eles sabiam que Jesus tinha o poder de curar os doentes e sarar suas feridas. Eles sabiam que Jesus era amoroso e bom.

Ao se aproximarem daquele Homem de semblante tranquilo, se ajoelharam e falaram bem alto: “Senhor, cura-nos!”

Jesus ficou muito comovido ao ver aqueles homens, pois o Senhor conhece nosso coração e nossos sentimentos. Ele sabia o quanto eles eram infelizes. Então Jesus ordenou que fossem curados e a doença imediatamente desapareceu. Aquela pele machucada e cheia de cicatrizes foi transformada em uma pele lisinha e limpa igual à pele de uma criança. Os homens ficaram tão felizes que começaram a se abraçar e pular de felicidade.

*   *   *

O que você faria se acontecesse um milagre assim em sua vida? Você sairia correndo para comemorar? Você iria correndo agradecer a Jesus? Pois é. Nove homens pensaram da primeira forma, nem se lembraram de agradecer ao Mestre. Só um voltou correndo, ajoelhou-se diante de Jesus e agradeceu tão grande amor.

*   *   *

Podemos refletir sobre a mesma questão proposta à alma infantil: como temos agido em nossos dias, perante os tantos gestos de carinho que recebemos? Desde a ajuda mais simples, os pequenos favores e cortesias às grandes dádivas que recebemos, como a saúde, o corpo perfeito ou não, a oportunidade da vida.

Será que estamos nos comportando como os nove que nem sequer voltaram para um simples agradecimento? Ou já conseguimos valorizar tudo o que recebemos, e cultivamos em nós a virtude da gratidão?

Se pararmos para pensar, perceberemos que são tantas coisas para agradecer! Tantas coisas, que talvez, se as percebêssemos mais frequentemente, teríamos menos espaço nos pensamentos para as reclamações, as queixas, as tristezas.

Reflitamos se estamos sendo suficientemente gratos em nossas vidas…

A Paz de Cristo agosto 24, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Sabedoria.
Tags: ,
add a comment

O Evangelista Mateus anotou palavras de Jesus que, até hoje, causam um certo espanto ao estudioso dos Evangelhos, ao menos no primeiro momento.

Dentre elas, a afirmativa: Não cuideis que vim trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.

Acontece que o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos está viciado. Na expressão comum, ter paz significa ter atingido garantias do mundo, dentro das quais possa o homem viver, sem maiores cuidados.

Paz, para muitos, significa ter a garantia de grandes somas de dinheiro, não importando o que tenha que fazer para as conseguir. Isso porque muito dinheiro significa poder se rodear de servidores, de pessoas que realizem as tarefas que, normalmente, a criatura deveria executar. Também tem a ver com viagens maravilhosas para todos os lugares possíveis, ida a restaurantes caros, roupas finas, perfumes exóticos. Desfrutar de tudo o que é considerado bom no mundo.

Naturalmente, Jesus não poderia endossar esse tipo de tranquilidade, onde o ser vegeta e não vive realmente. Assim, em contrapartida ao falso princípio estabelecido no mundo, Jesus trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação Divina, para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo.

Jesus veio instalar o combate da redenção. É um combate sem sangue, uma frente de batalha sem feridos. A guerra que o Senhor Jesus propõe é contra o mal. Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.

Convidado a se sentar no Sinédrio, junto aos poderosos do Templo de Jerusalém, optou, sem desprezar ninguém, por se dedicar à gente simples, para quem ensinou bondade, compaixão, piedade. Exatamente numa época em que a lei do mais forte imperava. O dominador romano mandava e o povo escravo deveria obedecer. Uma época em que os portadores de hanseníase, que conheciam como lepra, eram colocados para fora das cidades, longe do convívio dos seus amores, sem cuidado algum. Uma época em que as crianças enjeitadas eram abandonadas nas ruas, entregues a ninguém.

Há mais de vinte séculos a Terra vive sob esses impulsos renovadores da mensagem de Jesus. Buscar a mentirosa paz do conforto exclusivo, pensando somente em si próprio, é infelicitar-se. Todos aqueles que pretendem seguir Jesus encontram, pela frente, a batalha pela conquista das virtudes. Mas, igualmente, a serenidade inalterável, na Divina fonte de repouso dos corações que se unem ao amor de Jesus.

Ele é o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.

*   *   *

A conquista da paz do Cristo, em essência, é fácil. Basta seguir pequenas regras: não ter ambição em demasia e saber valorizar o que se tem. Amar e perdoar, sem acumular mágoas, que somente pesam na economia da alma, infelicitando-a. Cumprir fielmente os seus deveres, na certeza de que a paz de consciência se alcança com o dever retamente cumprido. Finalmente, entregar-se confiante aos desígnios de Deus. O bom Deus, que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, vela incessantemente por todos nós.

A Melhor Opção agosto 22, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
Tags: , ,
add a comment

Em uma conhecida passagem do Evangelho, Jesus foi recebido por uma mulher, chamada Marta, em sua casa. Ela possuía uma irmã, chamada Maria, que se assentou aos pés de Jesus para lhe ouvir as palavras.

Enquanto isso, Marta se desdobrava nas lides domésticas. Descontente com a situação, pediu que o Mestre dissesse à irmã para ajudá-la. Este, porém, lhe respondeu que ela se ocupava de muitas coisas, quando apenas uma era necessária. Afirmou que Maria escolhera a melhor parte, a qual não lhe seria tirada.

*   *   *

Perante as exigências do mundo, é interessante ter esta lição em mente. Para não desperdiçar a vida em quimeras, convém ter uma clara noção do que é realmente importante. Todos os homens são seres espirituais vivendo momentaneamente na carne. Sua morada natural é no plano espiritual. As experiências encarnatórias se sucedem ao longo dos milênios, a fim de que o aprendizado ocorra. À custa de suas experiências e méritos, gradualmente cada Espírito avança em intelecto e em moralidade. Entretanto, nessa vasta caminhada vários erros são cometidos.

A Lei Divina jamais pode ser burlada e rege o Mundo com base em justiça e em misericórdia. É imperioso que todo mal feito seja reparado. Mas a forma como a reparação ocorre depende da disposição do aprendiz da vida. Mediante o serviço ativo no bem, ele pode anular os efeitos do mal que semeou no pretérito. Mas, se não amar e servir o suficiente, pode apenas colher os efeitos do infortúnio. Trata-se de uma escolha pessoal e intransferível. Equívocos do pretérito muitas vezes se resolvem na feição de dolorosas enfermidades. Ao renascer, o Espírito traz em si as matrizes de doenças que lhe possibilitarão o necessário resgate. Contudo, essas doenças podem ou não eclodir. Mesmo quando eclodem, sua gravidade ou mesmo sua cura depende da vida que a pessoa escolheu levar. Se ela optou por viver de modo digno e bondoso, talvez a doença programada jamais se instaure.

Afinal, o amor a cobrir a multidão de pecados representa uma das facetas da misericórdia Divina. Assim, reflita sobre a sua vida. Pense nas oportunidades que se apresentam em seu caminho.

Você está escolhendo a melhor parte? Ou está cuidando apenas de ser mais rico e importante do que os outros? Gasta seu tempo em causas nobres, ampara os caídos, educa os ignorantes? Ou apenas cuida de muito descansar?

Se você fosse um anjo, por suas opções anteriores, não mais viveria na Terra. Assim, em seu passado certamente há muitos equívocos que clamam por correção. Procure escolher a melhor parte, pois ela não lhe será tirada. Amar e servir são uma opção muito melhor do que padecer.

Pense nisso.

Jejum e Oração agosto 21, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Reforma Íntima, Sabedoria.
add a comment

Jesus havia descido do Monte onde há pouco, Pedro, Thiago e João haviam presenciado o fenômeno da transfiguração. Quando chegaram à multidão, aproximou-se-Lhe um homem, pondo-se de joelhos diante Dele, e dizendo:

– Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água.

E trouxe-o a Teus discípulos, e não puderam curá-lo. Eis que Jesus lhe respondeu:

– Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei Eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-Mo aqui.

Narra então o evangelista Mateus, que Jesus repreendeu o Espírito mau que estava com ele e o Espírito o abandonou.

Os discípulos se aproximaram de Jesus, curiosos, e, em particular, lhe perguntaram:

– Por que não pudemos nós expulsar o Espírito mau?

Ao que o Mestre lhes redarguiu:

– Por causa de vossa pouca fé. Porque, em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e há de passar. E nada vos será impossível.

Finaliza Jesus a lição, afirmando:

Mas esta casta de demônios não é expulsa senão pela oração e pelo jejum.

*   *   *

Necessário serenar a alma e as idéias preconcebidas, e refletir profundamente sobre a proposta de jejum e oração oferecida pelo Rabi. Será que Jesus, ao propor o ato de jejuar, referia-se a deixar de se alimentar regularmente?

Pois é assim que muitos entendem até os dias de hoje. Por isso, faz-se mister que nos debrucemos sobre a temática a partir deste ponto. A proposição do Mestre ia muito além da dieta alimentar.

Ele trazia a idéia da abstinência moral, de abster-se de tudo aquilo que nos conduz aos excessos. Fala Ele, assim, de um jejum do comportamento doentio. Este é o único caminho para a libertação das influências deletérias dos obsessores espirituais.

A oração é primordial, pois nos liga ao Criador, nos purifica os pensamentos e eleva a sintonia mental. Junto dela, a mudança de comportamento, de direção nos propósitos de vida é fundamental.

Os Espíritos infelizes se ligam a nós através da sintonia com nossas misérias íntimas. Se deixarmos de cultivar tais misérias, se alterarmos a faixa mental, não haverá mais compatibilidade nesse plug psíquico. A privação das ações negativas, dos desejos malsãos deve ser o jejum para a alma que deseja se libertar de qualquer influência espiritual inferior.

A fé raciocinada e a ação no bem nos protegem de tudo. Não há o que temer, quando as mãos estão perfumadas pelas flores do bem que deixamos pelo caminho. Não há o que temer, quando o coração está aquecido pela certeza de que as leis de Deus são perfeitas, e que a presença Divina é constante em nossas vidas.

Perante qualquer dificuldade que venhamos a enfrentar, lembremos da lição do jejum e da oração. Lembremos deste medicamento poderoso de que todos nós dispomos.

A Montanha da Vida agosto 21, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Motivação, Perseverança, Reflexão.
Tags: , ,
add a comment

A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.

Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.

No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.

Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.

À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas…

É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.

Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.

É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.

Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.

Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.

*   *   *

Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.

Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.

Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?

Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.

É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.