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O Sonho de Rafaela maio 6, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Reflexão, Sonhos.
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Rafaela era uma camponesa muito pobre que vivia em uma rústica região italiana. Ela tinha uma filha de nome Adda, a qual desencarnara com aproximadamente três anos de idade.

Decorridos seis meses do falecimento, a mãe não se conformava e se sentia injustiçada pelos céus. Mas, certa noite, ela teve um sonho que reformulou sua percepção a respeito do ocorrido. No sonho, ela fora convidada para uma festa que se realizaria em um local próximo do céu. Muitas crianças compareceriam no evento para se divertir. Quando ela chegou, ficou extasiada. Tudo era muito belo e as crianças dançavam e cantavam, bastante alegres. Todas as crianças tinham asas reluzentes e Rafaela as contemplava embevecida. Entretanto, ficou muito surpresa ao notar sua própria filha sentada em um canto. A menina estava triste e chorosa, com roupas e asas molhadas, pesadas e sem brilho. A mãe indagou à filha o que aquilo significava, pois ela sempre fora muito alegre. A pequena Adda disse que não poderia brincar com as outras crianças, mesmo se quisesse. A pobre camponesa ainda argumentou que a filha tinha asas, era um anjo e deveria voar com alegria. A menina esclareceu que não podia voar, pois estava toda molhada, com as asas pesadas e coladas no corpo. A mãe se dispôs a ajudar, como fosse possível, pois queria que a filha fosse feliz e pudesse brincar.

Adda afirmou que a culpada de tudo era a própria Rafaela. Com sua grande tristeza e suas blasfêmias contra Deus, a mãe a mantinha colada a si e a impedia de voar. O excesso de mágoas de Rafaela aprisionava a pequena Adda e as lágrimas que vertia sem cessar molhavam suas asas.

Aterrada, a pobre camponesa compreendeu que estava prejudicando a filha, ao não acatar a Vontade Divina. Prometeu que não mais choraria e nem reclamaria, pois queria que a menina fosse livre e feliz.

Ao acordar, tomou-se de grande felicidade pela certeza de ter visto e falado com sua filha. Chamou as amigas e relatou o sonho. Também tratou de relatá-lo a outra mãe que havia perdido um filho recentemente.

*   *   *

Essa bela história traduz uma realidade. O amor e os vínculos não se extinguem apenas porque alguém desencarnou. Os Espíritos desencarnados recebem os pensamentos e as vibrações dos que ficaram na Terra. É preciso que esses cuidem de manter pensamentos e sentimentos equilibrados, a fim de não prejudicar quem se foi.

Quando retorna à pátria espiritual, o Espírito vive momentos delicados e precisa de paz e tranquilidade para se adaptar à nova situação. A pretexto de muito amar, não é viável causar dor nos amores que nos precederam na viagem para o verdadeiro lar.

Pense nisso.

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Um Nascimento maio 5, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Liderança, Revolução.
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Aquele nascimento singular, num momento de grande alucinação coletiva na Terra, deveria dividir os fatos da História, assinalando o Seu como o período de preparação da paz. Não era um conquistador odiento, que vinha armado para os combates destrutivos, mas um vencedor, que viera somente para amar. Por isso, não foi reconhecido, ou melhor, não O quiseram conhecer. Porque estavam preparados para a guerra, para o ódio, para o desforço, longe dos sentimentos da compaixão e da misericórdia, da compreensão e da caridade. Israel era soberba e seu povo, ingrato. Por isso, Roma a esmagava com as suas legiões impiedosas, ameaçando sempre com a força e a arrogância dos seus administradores de um dia. Não havia lugar, naqueles corações, para a compreensão da fragilidade humana, da temporalidade de todas as coisas, para o esforço de solidariedade.

Forte, então, era aquele que esmagava, mesmo que fosse vencido logo depois, pela doença, pela desgraça política, pela morte… O fraco era odiado, porque não revidava, nem disseminava o desprezo ao inimigo, em face da sua situação subalterna.

*   *   *

Jesus… Sim, este Seu nome, foi a força do amor que modificou as estruturas do pensamento e da razão, alterando, por definitivo, a face do planeta. Nunca mais a Terra seria a mesma depois Dele…

Antes, sofria o peso do carro da guerra perversa e das devastações do ódio. É certo que ainda não cessaram os combates do homem e da mulher contra os seus irmãos, no entanto, permanece o sentimento de fraternidade em memória e em homenagem a Ele.

Combatido, permaneceu amando.

Odiado, continuou amando.

Crucificado, persistiu amando,

E morto, ressuscitou do túmulo, a fim de prosseguir amando…

*   *   *

Nestes tempos de incertezas momentâneas, de crises morais graves, não há como sobreviver, se não continuarmos amando.

Exemplos, bons exemplos, existem para serem seguidos, e não apenas catalogados nos anais da História e admirados distantemente pela grande massa popular.

Jesus precisa ser a referência primeira de nossas vidas, mas não o Jesus distante, crucificado nas alturas, mas o Jesus amigo, conselheiro amoroso de todo dia.

Lembremos mais de Seu nascimento do que de Seu assassínio, de Sua presença do que de Sua ausência. O Consolador já está entre nós, abraçando-nos a todos cada dia mais forte. Não se pode fugir da verdade. Não se pode continuar sem amor no coração. Todo nascimento é motivo de alegria, e este, em especial, representa o nascer do amor maduro, do amor ágape, na intimidade fértil do Espírito imortal.

Lembremos Jesus… Sempre.