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Os dois mares fevereiro 24, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
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Narra o escritor Bruce Barton que, na Palestina, existem dois mares bem distintos.

O primeiro deles é fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas com bonitas plantas e muitas árvores as rodeiam, debruçando seus galhos em suas águas, enquanto deitam as raízes nas águas saudáveis para se dessedentarem. Suas praias são acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas. Esse mar de borbulhantes águas é constituído pelo rio Jordão. Ao redor dele, tudo é felicidade. As aves constroem os seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem de paz e de risos. Os homens edificam suas casas nas redondezas para usufruírem dessa classe de vida.

Mas, o rio Jordão prossegue para além, em direção ao sul, em direção a outro mar. Ali tudo parece tristeza. Não há canto de pássaros, nem risos de crianças. Não há traços de vida, nem murmúrio de folhas. Os viajantes escolhem outras rotas, desviando-se desse mar de águas não buscadas por homens, nem cavalgaduras, nem ave alguma. Se ambos os mares recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão, por que haverá entre ambos tanta diferença?

Num, tudo canta a vida, noutro parece pairar a morte.

Não é o rio Jordão o culpado, nem causa é o solo sobre o qual estão, ou os campos que os rodeiam. A diferença está em que o Mar da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas, permitindo que toda gota que entre, também saia, adiante. Nele, o dar e receber são iguais. O outro é um mar avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele ingressam. A gota chega e ali fica. Nele não há nenhum impulso generoso.

O Mar da Galiléia dá de forma incessante e vive de maneira abundante.

O outro nada dá e é chamado de Mar Morto.

*   *   *

Tecendo um paralelo entre o coração humano e os dois mares descritos, podemos logo reconhecer se temos uma alma generosa igual ao Mar da Galiléia ou avarenta e ciosa qual o Mar Morto.

Os que estamos habituados a distribuir os dons e talentos que a Divindade nos concede, somos os seres agraciados com a alegria de viver, farto círculo de amigos, flores de carinho e folhagens de ternura.

Se nos habituamos a viver sós, sem nada repartir, dividir ou partilhar, estamos semeando solidão à nossa volta, tristeza e desamparo, porque a vida é qual imensa seara que retribui a sementeira, de acordo com os grãos cultivados.

*   *   *

O Mar da Galiléia também é conhecido, no Antigo Testamento, como o Mar de Kinneret ou Lago de Tiberíades.

Às margens do Mar da Galiléia é que se estendiam as cidades de Magdala, Cafarnaum, Tiberíades e Betsaida, onde os Evangelhos registram a atuação de Jesus, quando de Seu ministério entre os homens.

Exemplos Vivos fevereiro 23, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Perseverança.
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Possivelmente você já ouviu falar, mais de uma vez, a respeito de Anne Frank. Seu diário, escrito durante os dois anos em que permaneceu escondida dos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, em um minúsculo anexo, no sótão do prédio em que funcionava o escritório de seu pai, em Amsterdã, foi publicado e transformou-se em peças de teatro e filmes famosos.

Anne Frank viveu como um canário na gaiola e apesar de tudo o que sofreu, acreditava que as pessoas, no fundo, são realmente boas. Com seus pais, a irmã mais velha, um dentista e a família Van Daan foi finalmente apanhada pelos nazistas e confinada em um campo de concentração, onde  veio a morrer.

O que poucos sabem, possivelmente, é que seu pai, Otto Frank, após a morte da filha, recebeu cartas de jovens do mundo inteiro e tornou-se mentor, orientador de muitas vidas.

Assim foi que uma jovem americana, de nome Cara Wilson, teve reacendida sua esperança por ele. Observando a triste figura do mundo, após o assassinato de John e Bobby Kennedy, de Martin Luther King Jr., ela acreditava que o mundo estava perdido. Afinal, todos eles haviam sido baleados por homens perturbados. Como ela poderia gerar um filho num mundo assim?

Otto Frank lhe escreveu, em resposta: Mesmo que o fim do mundo fosse iminente, eu plantaria hoje uma árvore. A vida continua, e talvez seu filho faça o mundo avançar um passo.

Graças a essa perspectiva de esperança, ela teve coragem para se tornar mãe. Teve dois filhos.

De Atenas, uma outra jovem lhe escreveu narrando seu horripilante passado – o modo como o pai, envolvido no movimento de Resistência aos nazistas, fora morto na sua frente. A jovem perdera o interesse por tudo, pela vida em si. Foi então que ela assistiu à peça O diário de Anne Frank. Escreveu a Otto e ele lhe respondeu que, embora houvessem impedido Anne de ver suas metas realizadas, ela tinha diante de si toda uma vida de esperanças. A garota ateniense superou a depressão.

Um rapaz de nome John Neiman, depois de reler o livro de Anne Frank na Faculdade, escreveu a Otto e ele o orientou, dizendo que se ele quisesse honrar a memória de Anne e dos outros que morreram, cumprisse aquilo que Anne tanto desejava – fazer o bem aos outros. John se tornou sacerdote e em Redondo Beach, Califórnia, passou a estender a mão aos sobreviventes do Holocausto.

Talvez não se consiga jamais saber quantas vidas o exemplo de Anne Frank e os conselhos de seu pai influenciaram positivamente. Contudo, o que se guarda é a certeza de que cada ser, onde se encontre, com quem esteja, pode se tornar uma carta viva do amor a serviço do bem.

*   *    *

Anne Frank tinha somente 13 anos quando sua vida se transformou radicalmente. Deixou a casa grande e ensolarada de Amsterdã para viver no único local que lhe garantiria a vida.

Durante dois anos, ela somente podia contemplar o céu azul de primavera ou as noites estreladas, de uma pequena abertura na água-furtada onde se escondia, sem jamais poder abrir uma janela.

Seu diário revela  uma fé inabalável e a nobreza fora do comum de um Espírito amadurecido no sofrimento.

Anne Frank morreu em fevereiro de 1945, no Campo de Concentração de Bergen-Belsen.

Sempre com Deus fevereiro 21, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Paciência, Perseverança, Reflexão.
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Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.

Se te encontras cansado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.

Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a Infinita Bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.

Se estás doente pensa em como Deus, na Sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como, após a tempestade, que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.

Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a Sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.

Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que Ele esconde a Sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.

Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento.

Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.

Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.

Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-Lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o Amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.

Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o Todo Misericordioso que não nos esquece.

Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.

Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.

*   *   *

Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.

Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.

Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas através das criaturas.

Por isso mesmo, é preciso viver e servir.

O milagre do perdão fevereiro 20, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Perdão.
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Tudo ia muito bem até aquele dia. Ela era uma mulher casada. E muito bem casada. Era feliz. Seu marido, um alto executivo, apesar das constantes viagens que o retinham fora do lar a períodos regulares, era um homem atencioso.  Nada havia que ela desejasse que ele não viesse a satisfazer. Uma casa confortável, segurança, carinho. Até aquele dia, quando a notícia chegara de repente: ele sofrera um infarto. Nem uma última palavra, um último abraço. Nada.

O enterro foi triste e silencioso. Depois só ficou uma imensa saudade. Tudo era motivo de recordação. Os livros dele, o jardim onde passeavam juntos. Em tudo a presença-ausência dele. Os dias eram amargos.

Então, ela recebeu uma carta. Vinha de um outro Estado e era assinada por uma mulher. Em poucas linhas, a desconhecida lhe fazia ciente de que o homem pelo qual chorava tinha sido também o seu amor. E, como fruto do relacionamento de alguns anos, ela ficara com duas crianças pequenas. Descrevia seu drama. As dificuldades profissionais, as despesas que se avolumavam, as necessidades que cresciam.

Rogava desculpas por atormentá-la, mas pedia auxílio para suas duas meninas. A primeira reação foi de revolta, de raiva. Sentiu-se traída, magoada. Com o passar dos dias, aquilo foi arrefecendo e dando lugar a um outro sentimento.

Pensou no amor que seu marido deveria ter pelas filhas. Agora estavam órfãs. Por muito amá-lo, tomou uma decisão. Respondeu a carta dizendo que ficaria com as duas crianças. Assumiria a sua educação. Com uma condição: a mãe as deveria entregar aos seus cuidados em definitivo.

Acertaram detalhes e combinaram um encontro. Ela queria as crianças. Pedaços do seu amor que se fora. Haveria de tratá-las como suas filhas. Eram amores do seu marido. No aeroporto se encontraram. De longe, ela viu a outra: jovem, bonita. Era uma nissei. Sentiu ciúmes. As crianças eram lindas.

A jovem, com lágrimas nos olhos, despediu-se delas, fez-lhes recomendações e se dispôs a partir. As crianças se achegaram a ela, soluçando. A cena era tocante. Então, a mulher sentiu uma onda de carinho invadi-la e chamou a jovem mãe. Vamos ser uma única e grande família. Fique conosco você também. Seremos amigas e mães das nossas meninas sem pai.

Era o milagre do perdão.

Não do perdão dos lábios, mas o perdão do coração. O verdadeiro. O que coloca um véu sobre o passado.  O único que é levado em conta, pois Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda a intimidade e conhece os mais secretos pensamentos dos homens.

*   *   *

O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas. Perdoar é pedir perdão para si próprio. Afinal, quem de nós não necessita dele? Quem de nós pode dizer, em sã consciência, que não comete equívocos?

Se alguém nos prejudicou, mais um motivo para o exercício do perdão, pois o mérito é proporcionado à gravidade do mal. Olvidarmos o mal. Pensarmos no bem que se pode fazer. Cuidarmos de retirar do coração todo sentimento de rancor. Deus sabe o que se demora no fundo d’alma de cada um de Seus filhos.

O Aviso fevereiro 19, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Momento Espírita, Trabalho.
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Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco. Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.

Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública. Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias. Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias. Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.

Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus. Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo. Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.

Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.

Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.

Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.

Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.

Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança. Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.

Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.

Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir. Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.

Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a idéia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.

*   *   *

Muitas vezes, os Espíritos benfeitores nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.

Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.

Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.

Valores e Moedas fevereiro 14, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão.
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O dinheiro está na pauta diária dos homens. No mundo, tudo gira em torno dele. Os pais necessitam dos recursos amoedados para suprir a mesa com a alimentação rica e sadia, para matricular e manter seus filhos na escola de melhor nível, para garantir a roupa adequada aos pequenos.

As crianças o requisitam para comprar guloseimas, sorvetes e as mil quinquilharias que povoam de sonhos e fantasias a sua infância. Os adultos dele precisam para realizar as viagens que acrescentam cultura, enquanto concedem prazer, tanto quanto para se especializar em suas áreas de ação, em cursos de extensão universitária, mestrado, doutorado. Cursos que lhes garantam melhor qualificação profissional.

É o dinheiro que movimenta as pesquisas científicas que, em síntese, objetivam a melhoria de vida para o próprio homem. O mesmo dinheiro que propicia bênçãos em mãos generosas como as de Alfred Nobel, industrial e químico sueco que instituiu o Prêmio Nobel para incentivar as obras literárias, científicas e filantrópicas do mundo todo, por vezes, é causador de muitos transtornos.

Quantas famílias se digladiam em nome do dinheiro. Irmãos agredindo irmãos pela posse de bens transitórios. Inventários que rolam anos pelos tribunais humanos, porque os herdeiros não desejam renunciar à mínima parcela do que afirmam lhes pertencer por direito.

Uniões se desfazem porque o dinheiro não é suficiente para satisfazer os desejos do casal, ou de um deles apenas.

Filhos que agridem pais porque esses não lhes podem satisfazer todas as vaidades e todos os caprichos, porque o dinheiro que ganham, com o trabalho honrado de cada dia, não é suficiente.

Lares que se destroçam ante os desastres econômicos, que muita vez têm por motivo exatamente o desperdício, os exageros e a satisfação de ilusões fantasiosas.

Dinheiro que produz bênçãos e alegrias!

Dinheiro que é motivador de desamor, guerras e ruína.

Há os que o utilizam para o auxílio aos necessitados de toda ordem. Os que utilizam suas riquezas em fontes abençoadas de empregos que geram salários e sustentam famílias.

Há os que, com ele, alimentam os vícios de toda espécie, fomentam as guerras, financiam armas, destroem e destroem­-se nos caminhos das drogas. O mal não está, assim, na posse dos bens materiais, mas na forma que são adquiridos e na sua utilização.

Os bens materiais são dádivas de Deus e objetivam o progresso e o bem-estar do homem e da sociedade, sobretudo, a sua evolução. Sem dinheiro não existem empregos, pesquisas, progresso na tecnologia, nas ciências e nas artes.

Devemos aprender a bem utilizar o que nos chega, não nos esquecendo de que no concerto da Criação, somos apenas os usufrutuários das dádivas concedidas por Deus e que, um dia, deveremos prestar contas do seu emprego, perante as Leis Divinas.

*   *   *

Para progredir o homem necessita da sabedoria e da moral. Exatamente como as aves, que para alçarem os vôos extraordinários pelo firmamento, necessitam ter ambas as asas bem equilibradas.

Sempre, antes cresce o homem na intelectualidade, isto é, no saber, para depois crescer na moral. Isto porque para abraçar a moral, ele necessita entender, compreender, raciocinar a respeito das leis, conhecê-las para as colocar em prática.

Luzes do Milênio fevereiro 13, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Tempo.
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Periodicamente, a bondade de Deus remete à Terra focos de luz, que banham a Humanidade com suas presenças. Não falamos de Jesus, desde que Ele é o próprio centro da História, dividindo as águas do pretérito de desacertos humanos da época das luzes dos Seus ensinos. Mas nos recordamos do jovem de Tarso, de nome Paulo. Jovem e ardoroso pregador da lei de Moisés que, após o encontro com Jesus, na estrada de Damasco, torna-se o evangelizador dos gentios.

Graças às suas viagens, seu destemor, tornou o Evangelho conhecido em larga parte do mundo de então, chegando até à Macedônia, pregando na Roma dos Césares, colaborando eficazmente na propagação dos ensinos do Cristo.

Agostinho de Hipona que, após os anos desorientados da sua juventude, em que cometeu tolices, abraça o Evangelho e dá testemunho de sua fé, em um período de convulsão histórica. Ele chegou a afirmar que estava convencido de que sua mãe, desencarnada, o viria visitar e revelar o que aguarda os homens para além dos portais do túmulo, numa antevisão do que viria mais tarde ensinar a Doutrina Espírita.

Francisco de Assis, na Idade Média, vem falar ao povo da doutrina clara e simples do Cristo, remetendo os homens de retorno às fontes primitivas do Cristianismo. Ao seu lado, o suave vulto de Clara, jovem filha da nobreza de Assis, que se volta para os seus irmãos hansenianos, paupérrimos e abandonados pelo preconceito da ignorância então vigente.

No terreno da música, Mozart traduz as vozes dos céus em melodias de cristalina sonoridade, enquanto Leonardo da Vinci e Michelângelo imortalizam a beleza na pintura, na escultura, em versos de cores e formas perfeitas.

Na ciência e na filosofia despontam missionários da têmpera de Einstein, Pasteur, Voltaire.

Dos mais recentes recordamos Gandhi, o apóstolo da não­-violência, que provou com o sacrifício de sua vida o que demonstrou Jesus há mais de dois mil anos, ou seja, que o amor triunfa sobre a guerra e a morte.

Ante tantas bênçãos, é bom nos questionemos o que estamos delas fazendo e de que maneira temos retribuído o amor e a compaixão de nosso Pai. Permita Deus que saibamos merecer tantas dádivas, mostrando-nos dignos da Sua imensa bondade e sabedoria.

*   *   *

Michelângelo, ao acabar de talhar no mármore a figura de Moisés, contemplou emocionado o trabalho e, ante a perfeição das linhas que o faziam parecer vivo, bateu com seu instrumento de trabalho no joelho da estátua, ordenando: Parla , que quer dizer, no idioma italiano: Fala.

Mozart jamais fazia rascunhos das pautas das suas composições. É como se nelas traduzisse algo que sua alma captava nos arcanos do invisível, surgindo a obra, desde o primeiro momento, primorosa, limpa, sem necessidade de rasuras ou emendas posteriores.

Preparação fevereiro 7, 2009

Posted by Ramon Barbosa in Motivação, Reflexão, Sabedoria.
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O dia que surge é oportunidade nova, nem sempre percebida pelos que vivemos enredados em dificuldades multiplicadas. O sol que inunda de luz o Mundo, penetrando com seus raios os mais ocultos lugares, é mensagem de renovação. O ar fresco da manhã, a relva ainda úmida do orvalho da madrugada fala de um doce e lento despertar.

Tal qual a manhã que desabrocha, lenta, aos beijos do sol, compete-nos atender algumas regras a fim de bem aproveitar o novo dia. Antes de qualquer atividade, reservemo-nos uns minutos. Abrindo os olhos, observemos com calma o local onde nos encontramos e agradeçamos a Deus a bênção do corpo carnal, o teto que nos agasalha, as mil pequenas coisas do lar que se constituem na nossa riqueza material.

Erguendo-nos do leito busquemos um livro nobre e façamos uma pequena leitura de página de otimismo e consolo. Página que nos fixe na mente mensagens positivas e agradáveis. Permitamo-nos meditar por alguns minutos no seu conteúdo valioso, com o objetivo de gravá-lo nas delicadas telas da memória.

Impregnados da mensagem positiva, estabeleçamos uma disposição favorável para as lutas que tenhamos a enfrentar: trabalhos exaustivos, enfermidades, revezes de toda sorte.

Encerremos esses preciosos instantes com uma prece, através da qual busquemos sintonizar com o Pensamento Divino, Dele rogando inspiração e forças.

Agora, e somente agora, nos encontramos equipados com energias positivas e nos podemos permitir o confronto das tarefas árduas do dia que apenas começa.

Assim como nosso corpo necessita ser preservado e mantido, com os cuidados da higiene, da conservação da saúde dos órgãos, a fim de não ser bruscamente interrompida a sua existência, nossa alma precisa de atendimento especial.

Por vezes, cultuamos em demasia o corpo, esmerando-nos em atenções para com ele, atendendo a imperativos de dietas, exercícios, caminhadas, massagens e nos esquecemos de igualmente atender o Espírito imortal.

E é o Espírito o responsável pela organização corporal, pela geração de forças que facultam a vida física.

Por isso, ele necessita de atenção a fim de que não se desarticulem seus equipamentos delicados, quando então se torna campo propício ao desalento, ao desfalecimento e à tristeza injustificável.

Poucos minutos, diariamente, bastam para alimentá-lo na fonte inesgotável que emana de Deus, nosso Pai.

Não nos esqueçamos disto!

*   *   *

A meditação é combustível precioso que mantém o vigor moral e movimenta a máquina da ação. É sempre terapia que oferece paz. Toda criatura tem necessidade de meditar e de orar, porque aprofundando meditações nos ricos conceitos do Evangelho, seguirá pela vida de forma digna e consciente.