jump to navigation

Autoridade outubro 28, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Justiça, Perseverança, Reflexão, Sabedoria, Tempo, Trabalho.
Tags: , ,
trackback

O desejo de ocupar posições de destaque e relevância é bastante comum. A vida dos poderosos do mundo costuma ser idealizada pelas multidões. Eles aparecem ricamente trajados, em festas ou em situações de regalo e desfrute. Quem leva uma vida modesta e obscura, não raro, almeja trocar de lugar com essas importantes figuras.

Muitos se inquietam e desgastam com sonhos de grandeza. Quando comparam as suas vidas com as de alguns outros, ficam amargurados e tristes. Chegam a se achar injustiçados pela Divindade, haja vista a escassez de suas posses. Mas opulência e modicidade de recursos refletem apenas diferentes formas de aprendizado. A vida modesta tem grande valor, se levada a efeito com dignidade e sem murmurações. Ela viabiliza a correção de graves vícios espirituais, como vaidade e apego a bens materiais. Não se trata de fazer apologia da miséria como estado ideal. A miséria é uma chaga social que deve ser extirpada, mediante educação e oferta de oportunidades aos que a sofrem. Mas entre a miséria e a opulência há uma miríade de situações intermediárias.

Nem todos podem ser ricos e poderosos ao mesmo tempo. Por isso, as posições sociais e econômicas se alternam ao longo das encarnações. Com respeito aos talentos e às inclinações de cada um, todos são chamados a viver as mais variadas situações. O relevante é ser digno, operoso e solidário, qualquer que seja a própria realidade. A vida dos poderosos, muitas vezes, nada tem de invejável. Sob a aparência de brilho e abastança, jazem pesadas responsabilidades. Elas são tão mais pesadas porque guardam o condão de influenciar a vida de incontáveis pessoas.

O detentor de autoridade, da espécie que seja, sempre terá de dar contas do uso que dela fez. Ela nunca é conferida por Deus para satisfazer ao fútil prazer de mandar. Não é direito e nem propriedade, mas uma importante e perigosa missão.

O poderoso tem almas a seu cargo e responderá pela boa ou má diretriz que der aos seus subordinados. Após o término da tarefa, ele será confrontado com a própria consciência. Analisará os recursos de que dispunha e o uso que deles fez. Então, verificará se evitou todos os males que podia. Pensará se fez todo o bem que lhe era possível. Vislumbrará o resultado de sua influência junto a inúmeros que dele dependiam ou nele se espelharam.

Bem se vê que a autoridade não deve ser levianamente buscada. Se a vida o projetou a posições de relevo, seja digno e faça o seu melhor, para não se arrepender amargamente. Mas se a sua vida é modesta, não se amargure. Tudo vem a seu tempo e é melhor ser digno no pouco do que indigno e desgraçado no muito.

Pense nisso.

Anúncios

Comentários»

1. Fabio Santos - outubro 28, 2008

Muito bom a reflexão
Há um certo desgaste em perder tempo com tantas coisas futéis, manias de grandezas etc…


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: