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O país que eu quero setembro 8, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Motivação, Perseverança, Trabalho.
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Foi num dia 7 de setembro, no século XIX. A História encheu de magia o gesto espontâneo de um imperador amante do Brasil. 

E Laços fora! EI Independência ou morte! são frases repetidas, dramatizadas, recordadas a cada novo Sete de Setembro. Desfiles militares, hasteamento da bandeira, execução do hino nacional se sucedem em rememoração à Independência do Brasil.

Olhando para as ruas do meu país, nesse festejar de 186 anos de independência, me surpreendo com os desejos de minha alma patriota. Da alma que assiste o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando as cores vibrantes que falam de verdura, riqueza, um céu de estrelas, ordem e progresso.

Quero um país independente, uma nação livre. Livre da corrupção, da desonestidade e do compadrio. Livre das drogas, das armas de guerra e dos discursos vazios, da violência de todas as cores. Quero um país onde as crianças possam sair à rua, para suas brincadeiras, sem medo de seqüestros. Possam ir à praia, ao campo, jogar futebol na quadra da esquina, sem que tenham de se esquivar de balas perdidas.

Eu quero um país onde se respeite o idoso, não porque ele não tenha a destreza da juventude, mas porque nele se reconheça a experiência dos anos vividos e das contribuições à sociedade por largos anos de trabalho.

Eu quero um país sem medo do amanhã. Um país que tenha os olhos no futuro e, por isso, invista na formação do cidadão. Um país com escolas, bibliotecas e museus, franqueadas a todos. Um país que preze seu passado e nunca esqueça dos seus heróis. Dos heróis que defenderam suas fronteiras, com armas, com leis, com a vida e com a voz. Dos heróis de todos os dias, de todas as raças, que deixaram seu torrão natal e adotaram uma nova pátria. Dos heróis que suaram sangue, trabalharam duro, desbravaram matas, criaram filhos. Dos heróis que a História venera. Dos heróis que deram sua vida pelo ideal de uma nação sem escravidão. Uma nação de irmãos.

Eu quero um país responsável, onde os governantes sejam conscientes de seus deveres. E onde o povo eleja seus representantes, não iludidos por promessas utópicas, mas porque conhecem a vida honrada do candidato e suas propostas maduras, coerentes, viáveis de aplicação a curto, médio e longo prazos.

Eu quero um país justo, que ampare a quem trabalhe, não àquele que somente sabe enumerar pretensos direitos. Um país que proteja seus filhos, preserve suas riquezas, distribua seus bens.

Um país de paz. Um país de luz.

O país que eu quero não é irreal, nem impossível. Ele somente depende de mim, de você, de cada um dos seus mais de 180 milhões de habitantes.


Pensemos nisso, hoje, agora, enquanto os versos do hino pátrio nos exortam a agradecer a Deus por um país tão vasto, tão rico, tão maravilhosamente pleno de belezas naturais e oportunidades de progresso.

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Comentários»

1. roneybelhassof - setembro 8, 2008

Acabo de comentar lá no Plurk que nem notei que ontem foi dia da independência. Teve uma época que era impossível fugir das paradas militares, hoje a data parece não significar muito.

Confesso que para mim não significa nada… Acho que temos datas mais importantes a festejar como o o fim da ditadura, mas isso nem tem uma data tão definida e tem o problema de gerar um certo estranhamento se fôssemos festejar isso enquanto tantos amigos da ditadura ainda caminham entre nós.

Sou otimista em relação aos nossos dias, já te disse isso, né?

Aqui do meu ponto de vista o Brasil está se afastando da corrupção e da alienação eleitoral do passado. Os impérios estão perdendo sua tenacidade (EUA, Rússia etc.) e a humanidade caminha lentamente para uma era mais humanista…

… apesar de absurdos como o caso da reação àquelas caricaturas de um símbolo religioso em um jornal dinamarquês em 2005.

Creio que você disse tudo e só me resta colaborar tentando destacar o que achei mais importante:

1- Cultura, arte e cultura e educação é o nosso principal instrumento de transformação! Precisamos nos concentrar nele!

2- Patriotismo… Prefiro amor próprio. Patriotismo cheira a orgulho que é o oposto de amor próprio… Nós precisamos gostar do que fomos e do que estamos nos tornando, precisamos muito desse amor próprio para ter forças para o ítem 1!

O resto vem naturalmente… Se a gente se concentrar nestes dois pontos tenho certeza que amanhã será muito melhor que hoje! Assim como realmente acho que hoje está muito melhor que ontem!

A propósito… As três máximas de O Segredo se aplicam muito bem também aqui!!

1- Nós criamos o nosso presente e nosso futuro e nós temos tudo que precisamos para alterá-los;
2- Não há limites… Ou se há certamente estão muito além do que nos parece hoje…
3- Se estamos nos sentindo abatidos, angustiados ou tristes é porque estamos no caminho errado…

2. Marcos - agosto 4, 2011

O Brasil está muito longe de ficar livre da ditadura. Antes tinhamos uma ditadura considerada violenta e hoje? Não vivemos uma ditadura velada? O que promove mais essa nova ditadura é o marketing de massa que forma as opniões com chavões classicos e comportamentos previsíveis.
O Brasil parece um grande “balaio”, onde parece que as pessoas perderam a sua identidade e repete frases prontas que estão na moda ou politicamente corretas.
É disso que eu tenho medo.


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