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Valorize o bem maio 31, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Reflexão, Reforma Íntima, Sabedoria, Tempo.
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Estranhas ocorrências periodicamente chamam a atenção. A natureza parece convulsionar-se. Ondas imensas devastam grandes áreas habitadas. O aquecimento global provoca devastadores fenômenos climáticos. Chove em excesso em alguns lugares, enquanto noutros faz-se desesperadora seca

Ao lado dos fenômenos da natureza, há também tristes espetáculos produzidos pelos homens. Atos terroristas causam vítimas incontáveis. Guerras surgem em vários locais do planeta. Notícias sobre corrupção não param de eclodir. A cada dia são divulgadas notícias sobre cruéis atos de violência. Crianças são brutalmente assassinadas, idosos são logrados, jovens são corrompidos. No âmbito sexual, liberdade facilmente degenera em libertinagem.

Ante esse estranho contexto, não falta quem diga que a Humanidade está perdida. Entretanto, o bem nunca foi tão operante no mundo. A ciência descobre sem cessar a cura para enfermidades que, por longo tempo, infelicitaram a raça humana. A tecnologia torna o viver mais suave, sob o aspecto material. Há inúmeras organizações voltadas para a promoção do ser humano. Incessantemente surgem leis que asseguram direitos para as minorias. Organizações internacionais procuram interferir em países nos quais os direitos humanos são desrespeitados. A prática do serviço voluntário dissemina-se pelo corpo social. Há belíssimos exemplos de devotamento e abnegação.

A rigor, vive-se uma época de transição e pujança. Sob uma atividade febril, a grandeza e a miséria humanas tornam-se visíveis. Os meios de comunicação trazem a público o que por muito tempo foi dissimulado. A partir das informações disponíveis, cada qual escolhe o que deseja valorizar. Alguns se encantam com os progressos tecnológicos e científicos. Outros valorizam as conquistas dos atletas e a abnegação dos voluntários de diversas áreas. Mas há quem tome gosto por notícias de violência, corrupção e tragédia.

Por certo não é possível e nem desejável ignorar o mal ainda existente no mundo. Ele deve ser identificado e combatido, com serenidade e competência. Mas não é viável centrar no mal toda a atenção, em detrimento do bem que também se desenvolve. A Humanidade é hoje muito melhor do que jamais o foi.

Há pouco mais de um século, havia escravos no Brasil. Eram seres humanos que podiam ser chicoteados, vendidos e assassinados por seus donos. Eles eram considerados apenas coisas, bens materiais de que se dispunha livremente. Hoje a própria idéia parece escandalosa. Mas por muito tempo ela foi considerada absolutamente natural.

A sensibilidade humana está se sofisticando. Algumas práticas admitidas no passado hoje causam estarrecimento e revolta. Trata-se do progresso modelando os costumes e os sentimentos. A Humanidade está sendo preparada para uma fase mais sublime de sua existência imortal. Nela, a fraternidade, o mérito e a justiça devem reinar soberanos.

Apresse a depuração de seu mundo íntimo vivendo, valorizando e refletindo sobre o bem.

É uma questão de escolha.

Pense nisso.

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O poder da apreciação maio 30, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Motivação, Perseverança.
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O radialista Paul Harvey, num de seus programas, mostrou como uma apreciação sincera consegue mudar a vida de uma pessoa. Contou que, há muitos anos, uma professora de Detroit solicitou a Stevie Morris que a ajudasse a procurar um camundongo que estava solto na sala de aula. Entenda-se: ela apreciava o fato de que a natureza houvesse dado a Stevie algo que na sala ninguém possuía. A natureza havia dado a Stevie um aguçado par de ouvidos para compensar sua cegueira.

De fato, era aquela a primeira vez que alguém reconhecia a capacidade de seus ouvidos. Aquele ato de consideração iniciou-lhe uma nova vida. A partir daquele momento, começou a desenvolver seu dom auditivo, sua sensibilidade apurada e explorar os recursos de sua voz. Através de muito esforço tornou-se, sob o nome artístico de Stevie Wonder, um dos maiores cantores e compositores americanos de música popular.

* * *

Todos precisam de estímulo.

Nosso íntimo é rico em potencialidades, é certo, mas, da mesma maneira que as sementes só se desenvolvem quando recebem regularmente a água e o sol, nossas forças íntimas precisam de incentivo, de estímulo. E nada como a verdadeira apreciação para fazer florescer o que muitas vezes dorme tímido, no imo de nossos jardins espirituais.

Apreciação que começa no lar, quando pais conhecem os filhos profundamente, e sabem do que eles são capazes. Apreciação que, por vezes, falta em famílias onde reina apenas a crítica, o controle, o autoritarismo cerceador.

Muitos pais e educadores, no intuito às vezes nobre, de buscar identificar as más tendências das crianças, para que essas sejam atendidas e não se desenvolvam, esquecem de perceber as positivas. Passam a cercear toda e qualquer atitude que possa apontar para uma imperfeição da alma, sendo severos sempre, como se cuidassem de um ser internado numa instituição de recuperação de delinqüentes.

A disciplina mais rigorosa é necessária sim, principalmente nos casos de Espíritos rebeldes, que são recebidos em lares que os possam auxiliar. Porém, quando ela se mostra constante, em todo e qualquer momento, poderá ser interpretada pelo educando como falta de amor, de carinho.

O equilíbrio pede direcionamento sempre que necessário, mas nos aponta também o caminho da apreciação e do estímulo para o positivo. Reforçar o positivo sempre irá falar mais alto do que recriminar o negativo.

Em algumas situações, emergenciais, a corrigenda, a austeridade serão a melhor escolha? Será que os Espíritos rebeldes não esperam, muitas vezes, por alguém que lhes ajude a descobrir o que tem de bom em si? Será que não aguardam pelo amor de um pai, de uma mãe ou de um educador, que possa lhes estimular um comportamento positivo que já apresentam?

Quase todos os pais repreendem o filho quando as famosas notas vermelhas aparecem nas avaliações. Mas, quantos pais elogiam, comemoram, quando as notas são altas, ou quando fazem um bom trabalho? Quase todos criticam a falta de estudo, de dedicação. No entanto, quantos pais reconhecem quando seus rebentos se esforçam, se superam, mesmo que o mundo não lhes tenha reconhecido o valor?

Descubramos na prática o poder da correta e sensata apreciação, e vislumbremos o florescer das almas do Mundo, mostrando o que possuem de melhor.

A dor serena maio 28, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Motivação, Perseverança, Revolução.
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A experiência da dor é comum a todos os homens. Ela se revela a cada um de modo diferente, mas a todos visita.

Os pobres sofrem pela incerteza quanto à manutenção de sua família. Os doentes experimentam padecimento físico. Os idealistas se angustiam pelo bem que tarda em se realizar. O governante se acabrunha pela magnitude da tarefa que lhe repousa sobre os ombros. Qualquer que seja a posição social de um homem, ele vive a experiência do sofrimento. A própria transitoriedade da vida terrena é fonte de angústias e incertezas. Pode-se muito fazer e muito angariar, mas a morte é uma certeza e a tudo transformará. Alguma dilaceração é inerente ao viver.

Ninguém ignora a possibilidade de seus afetos o sucederem no retorno à Pátria Espiritual. Nenhum homem sensato imagina que o vigor físico o acompanhará para sempre. A universalidade da dor chama a atenção dos homens para o fato de que são essencialmente iguais. Ocupam diferentes posições e têm experiências singulares, mas ninguém é feito de material imune à ação do tempo. A vida material é transitória e isso não se pode negar. Contudo, as pessoas evitam refletir sobre essa realidade. Quando apanhadas pelos fenômenos próprios da transitoriedade da vida, costumam se revoltar.

Todos sofrem, mas poucos sofrem bem. Tão raro é o bem sofrer que geralmente não é sequer compreendido. Quando, em face de alguma experiência dilacerante, a criatura mantém a serenidade, acha-se que ela tem algum problema. Confunde-se sensibilidade à dor com escândalos. Se a pessoa não brada indignada e não procura culpados por sua miséria, entende-se que ela tem algo de obscuro em seu íntimo. Uma mãe capaz de suportar serenamente a dor da morte de um filho surge aos olhos alheios como insensível. Como se ausência de gritos significasse falta de amor!

No Sermão da Montanha, Jesus afirmou a bem-aventurança dos que choram, dos injuriados e perseguidos. Certamente não estava a referir-Se aos que sofrem em meio a revoltas e desatinos. Afinal, em outra passagem evangélica, afirmou que, quem desejasse, deveria tomar sua cruz e segui-Lo. Trata-se de um sinal de que a conquista da redenção pressupõe algum sacrifício.

A Terra, por algum tempo ainda, será morada de Espíritos rebeldes às leis divinas. Por séculos, semearam dor nos caminhos alheios e não se animaram a reparar os estragos. Por isso, são periodicamente atingidos pelos reflexos de seus atos, até que aprendam o código de fraternidade que rege a Vida.

Reflita sobre isso antes de se permitir gritos e rebeldia. As experiências que o atingem visam a torná-lo melhor e mais sensível à dor do semelhante. Elas possibilitam sua recomposição perante a Justiça Cósmica. Não perca a oportunidade com atitudes infantis. Cesse reclamações, não procure culpados e não se imagine vítima. Aproveite o ensejo para exemplificar sua condição de cristão. Quando o sofrimento o atingir, sinta-se desafiado a ser um exemplo de dignidade, esforço e luta. Sua serenidade perante a dor fará com que outros repensem a forma com que vivem. Assim, você estará colaborando na construção de um mundo melhor, com menos revolta e insensatez.

Pense nisso.

Saindo do poço maio 27, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Momento Espírita, Motivação, Paciência, Perseverança, Reforma Íntima, Revolução, Sabedoria, Tempo, Trabalho.
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Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço.

Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. – Convidou o sapo lá embaixo.

O que tem aí? – perguntou o de cima.

Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu.

O sapo da terra suspirou.

Amigo, você não sabe nada. Você não tem idéia do que é o mundo.

O sapo do poço não gostou daquela observação.

Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo.

Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme.

O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo era verdade.

Haveria um mundo maior lá em cima?

O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo.

Por que nunca me disse? – perguntou o sapinho, desapontado.

Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair.

Eu posso! Eu consigo sair! – falou o sapinho.

E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando.

Não adianta, filho. – tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz.

Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! – chorava o filhote.

E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho.

***

Um pobre camponês de apenas 8 anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações.

Pai, estamos em um poço? – perguntava.

Depende do ponto de vista. – respondia o pai.

Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai, mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos.e Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação levá-lo para bem longe.

Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do Mundo. Um dia, ele se tornaria amigo do Presidente e da Primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung.

Li Cunxin saiu do poço.

***

Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e vivas as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado!

Pense nisso!

Limites maio 23, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Liderança, Sabedoria.
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Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na História.

A constatação trazida pelo artigo que circula pela Internet é deveras interessante, e vale a pena ser estudada. O texto continua, dizendo que Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais, e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. E o pior: os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito. Na medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem. E são os filhos que, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e dar tudo a seus filhos. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão.

Se o autoritarismo suplanta, humilha, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores. Vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os, e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual muitos estão afundando, descuidados.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

* * *

Allan Kardec, na questão 208 de O livro dos espíritos, pergunta: O Espírito dos pais tem influência sobre o do filho após o nascimento?

Há uma influência muito grande – respondem os Espíritos – como já dissemos, os Espíritos devem contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm como missão desenvolver o de seus filhos pela educação. É para eles uma tarefa: se falharem, serão culpados.

Heroínas maio 20, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família.
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Muito se fala a respeito das mães e do poder de seu amor. Um dos casos mais significativos, com certeza, foi o que relatou a Doutora Elisabeth Kübler-Ross.

No hospital onde trabalhava, encontrou uma senhora portadora de uma doença terrível e que já havia sido internada dez vezes. Cada vez passava um período no Centro de Terapia Intensiva e todos, médicos e enfermeiras, apostavam que ela iria morrer. Contudo, após as crises, melhorava e voltava para casa.

O pessoal do hospital não entendia como aquela mulher continuava resistindo e não morria. Então, certo dia, a senhora Schwartz explicou que o seu marido era esquizofrênico e agredia o filho mais moço, então com dezessete anos, cada vez que tinha um dos seus ataques. Ela temia pela vida do filho, caso ela morresse antes que o menino alcançasse a maioridade. Se morresse, o marido seria o único tutor legal do filho. Ela ficava imaginando o que aconteceria com o rapaz nas mãos de um pai com tal problema.

É por isso que ainda não posso morrer, concluiu.

O que mantinha aquela mulher viva, o que lhe dava forças para lutar contra a morte, toda vez que ela se apresentava, era exatamente o amor ao filho.

Como deixá-lo nessas circunstâncias?

Por isso, ela lutava e lutava sempre.

A doutora, observando emocionada o sofrimento físico e moral daquela mulher, resolveu ajudá-la, providenciando um advogado para que aquela mãe, tão preocupada, transferisse a custódia do menino para um parente mais confiável.

Aliviada, a paciente deixou o hospital infinitamente agradecida por poder viver em paz o tempo que ainda lhe restava.

Agora, afirmou, quando a morte chegar, estarei tranqüila e poderei partir.

Ela ainda viveu pouco mais de um ano, entregando o Espírito em paz, quando o momento chegou.

* * *

A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que se transformam em mães, em nome do amor. Daquelas que trabalham de sol a sol, catando papel nas ruas, trabalhando em indústrias ou fábricas e retornam para o lar, no início da noite para servir o jantar aos filhos pequenos. E supervisionam as lições da escola, cantam uma canção enquanto eles adormecem em seus braços.

E as mães de portadores de deficiências física e mental que dedicam horas e horas, todos os dias, exercitando os seus filhos, conforme a orientação dos profissionais, apenas para que eles consigam andar, mover-se um pouco, expressar-se.

Mães anônimas, heroínas do amor. Todos nós, que estamos na Terra, devemos a nossa existência a uma criatura assim. E quantos de nós temos ainda que agradecer o desenvolvimento intelectual conquistado, o diploma, a carreira profissional de sucesso, a maturidade emocional, fruto de anos de dedicação incomparável.

* * *

Quem desfruta da alegria de ter ao seu lado na Terra sua mãe, não se esqueça de lhe honrar os dias com as flores da gratidão. Se os dias da velhice já a alcançaram, encha-lhe os dias de alegria. Acaricie os seus cabelos nevados com a ternura das suas mãos. Lembre a ela que a sua vida se enobrece graças aos seus exemplos dignos, os sacrifícios sem conta, as lágrimas vertidas dos seus olhos.

E, colhendo o perfume leve da manhã, surpreenda-a dizendo: Bendita sejas sempre, minha mãe.

Adiante maio 18, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família, Motivação, Revolução, Tempo.
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Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América. Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans. Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas.

Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos. Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado. Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada. Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível.

O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada. Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans.

A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis 1 metro e 90 centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia. Escapando de seus braços, sua amada morre submersa.

***

Como seguir adiante depois de acontecimentos como este? Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?

Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confiança em Deus.

Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança. Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias… Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, Onipresente, Bom e Justo. Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém.

E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender. Esta inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam. Deus não Se esquece, nada deixa de lado, não privilegia.

Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade. Seus desígnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas razões logo adiante. Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda não compreendendo Suas ações.

***

Adiante… É forçoso seguir adiante. Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar. Não esmoreças… Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores…

Confia… E segue sempre… Adiante.

O amor perante a indignidade maio 17, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Momento Espírita, Paciência, Perseverança, Reforma Íntima, Sabedoria.
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É comum o cristão experimentar a angustiante sensação de que não está à altura da crença que esposa. Ele pensa que não se esforça o bastante para viver o que acredita. Ou que seus esforços não dão os resultados que gostaria. Uma triste dúvida por vezes lhe baila na mente:

Será que ele é apenas um hipócrita, enamorado de belos ideais, mas sem colocá-los em prática?

O modelo cristão é bastante elevado. Trata-se da figura do Cristo, sublime sob todos os aspectos. Embora em constante contato com seres ignorantes e transviados, preservou Sua pureza. Ensinou, curou e exemplificou as mais excelsas virtudes. Submetido às maiores violências, perdoou imediatamente.

Rigorosamente paciente com os simples e ignorantes, soube usar de energia ao tratar com os poderosos e os sábios de coração vazio. Jesus alterou a História e os valores da Humanidade. Com ele, a palavra amor ganhou uma nova acepção. Não mais se tratava apenas de erotismo ou de amizade, conforme o legado dos filósofos gregos. Tinha-se doação incondicional, sem qualquer expectativa de retorno.

Surgiu a concepção de que o semelhante deve ser amado apenas porque existe, independentemente de seus valores e de seus atos. Aí reside um fator de dificuldade para uma boa parte dos cristãos.

A figura de Jesus cintila em Suas perfeições. O relato de Seus feitos provoca um intenso desejo de segui-Lo, de imitar-Lhe a conduta. Mas para isso é preciso desenvolver um amor desinteressado e abrangente. Entretanto, a Humanidade parece tão lamentável e suscita tão pouca simpatia!

Pessoas genuinamente boas são raras no Mundo. Já os desonestos são tão abundantes e ardilosos! As notícias sobre políticos corruptos não colocam o coração humano em disposição amorosa. Os criminosos sempre estão a conseguir um modo de sair da cadeia.

Vê-se por todo lado a esperteza, a desonestidade e o egoísmo. Parece que todo mundo está à cata de vantagens e de privilégios. Fala-se mais em greves do que em serviços eficientemente prestados. Amar uma Humanidade assim parece uma tarefa bem difícil, quase impossível… Entretanto, Jesus é o Modelo e conviveu com homens ainda mais rudes e os amou.

Um fator importante a considerar é que cada qual recebe conforme suas obras. A Justiça Divina preside a harmonia universal. Não é necessário gastar tempo com atitudes de revolta e inconformismo. As leis humanas são falhas e freqüentemente são burladas. Mas as Leis Divinas são incorruptíveis e infalíveis.

Todo ato, seja digno ou indigno, tem naturais e automáticas repercussões. Assim, os que se permitem viver no mal devem apenas ser lamentados. Eles estão semeando dores em seus destinos. Conforme afirmou o Mestre na cruz, eles não sabem o que fazem.

Ciente dessa realidade, não deixe que a miséria moral alheia seja um obstáculo à sua piedade e ao seu amor. Mesmo que você não consiga fazê-lo com perfeição, esforce-se em amar seu semelhante.

Os ignorantes e indignos são apenas os mais necessitados de compreensão e auxílio.

Pense nisso.

Uma doce face do amor maio 16, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Família.
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Quanto vale um amor de mãe? Será que tem preço? Poderá haver substituto ao laço que une mãe e filho? Dizem alguns que amor materno é balela, piegas. Contudo, ao dispor, na Terra, que o homem fosse concebido a partir do amor de dois seres que se unem e tivesse a gerá-lo o ventre materno, Deus estabeleceu bases seguras para que a criatura desenvolvesse a sua extraordinária capacidade de amar. E uma das facetas do amor é o amor materno. Conseqüentemente, a necessidade que sente o filho de ser amado.

Certa vez, uma jovem esposa, depois de dez anos de consórcio, abandonou o lar. De algum tempo, a situação se fazia insustentável e ela decidiu começar vida nova. Abandonou esposo e filho, garoto de seis anos.

Dois anos depois, já com um novo amor a lhe fazer bater o coração descompassado e um trabalho em Agência de Correios, foi surpreendida por um papel dobrado em quatro, que caiu dentre os tantos envelopes que ela separava para envio. Era uma folha de caderno, sem envelope, destinada simplesmente a Jesus. A curiosidade fez com que ela abrisse a folha e começasse a ler.

Jesus, dizia a carta escrita em letra infantil, eu estou muito doente. Tenho muita tosse. Sei que papai cuida de mim, em todas as horas que não está no trabalho. Tia Margarida e tia Magda também. Mas, Jesus, eu estou tão doente. E por isso eu escrevo esta carta para lhe pedir um presente. O meu aniversário está próximo. Seria possível me trazer, no dia em que eu vou completar oito anos, a minha mãe de volta?

Não sei onde ela se encontra, mas o Senhor deve saber, com certeza. Se o Senhor puder, por favor, Jesus, traga minha mãe de volta. Se ela voltar, a nossa casa vai se alegrar outra vez. Haverá flores nas janelas. E eu melhorarei. A minha tosse vai passar.

Jesus, eu queria tanto, no meu aniversário, abraçar minha mãe outra vez. Sei que eu não sou um bom menino, mas eu peço assim mesmo porque quando minha mãe estava conosco ela sempre dizia que tudo o que se pedisse a Você, Você conseguiria.

Eu vou ficar esperando, Jesus, por favor, traga de volta minha mãe.

A assinatura não deixava dúvidas. Era do seu filho, o garoto que deixara aos seis anos, quando partira para sua nova vida. Rita deixou o trabalho naquele dia e voltou para casa. Bateu à porta e surpresa, tia Margarida a viu entrar.

Passou pela sala e o marido, igualmente surpreendido, somente a olhou, sem nada dizer. Foi ao quarto do filho, que tossia, deitado em sua cama. Ao vê-la, o garoto sorriu, abriu os braços e exclamou:

Mãe, Jesus trouxe você!

* * *

Existem muitos corpos que não geraram outros corpos, no entanto, se fizeram mães da dedicação em nome do amor de nosso Pai. São criaturas que sustentam vidas, que não murcharam porque elas tomaram para si a missão de ampará-las e socorrê-las.