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Atitude cristã abril 5, 2008

Posted by Ramon Barbosa in Amor, Momento Espírita, Sabedoria.
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A imensa maioria das pessoas sabe que Jesus sintetizou na prática do amor todos os deveres dos homens. Ele afirmou que no amor a Deus e ao próximo estão contidas todas as Leis Divinas.

Assim, quem se afirma cristão, para ser coerente com sua fé, necessita amar a Deus e ao próximo. Relativamente ao amor ao próximo, há um complicador, pois ele simboliza o conjunto das criaturas humanas. Não se trata apenas da namorada, do irmão ou do amigo querido, mas de todo ser humano, incluindo os inimigos. Mesmo os corruptos e os criminosos estão incluídos no conceito de próximo, de semelhante.

Surge então a dúvida: não é possível distinguir entre pessoas queridas e completamente desconhecidas? Para cumprir a Lei de amor é necessário sentir carinho por quem rouba meu carro ou me machuca?

No âmbito da legislação humana, sabe-se que uma lei não pode impor deveres muito artificiais. Se uma determinação for muito difícil de ser cumprida, nunca será eficaz. Por exemplo, um limite de velocidade de 5 km por hora jamais será respeitado. Esse limite é muito artificial e impossível de ser cumprido. Não importa a sanção que se aplique, as pessoas o burlarão tanto quanto possível.

Certamente Deus não é menos sábio do que o legislador humano. A amizade é uma questão de afinidade de almas, somente possível entre iguais. O afeto costuma originar-se de similitude de valores e de gostos. Não é possível gostar do mesmo modo de um amigo e de um cruel criminoso.

Então, amar, no contexto das Leis Divinas, não implica necessariamente sentir afeto e externar ternura. Em relação a desconhecidos ou desafetos, o amor é principalmente uma questão de atitude, de respeito.

O cumprimento da lei de amor pressupõe que o homem se coloque mentalmente no lugar do próximo. E imagine como gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele. Identificado esse desejo, ele deve agir desse modo.

Amar o próximo é tratá-lo como eu gostaria de ser tratado se fosse ele. Como sempre quero o melhor para mim, tenho o dever de dar ao próximo o melhor tratamento possível. Talvez eu ainda não consiga gostar dele. Mas sempre devo tratá-lo com correção e generosidade. Trata-se do amor como uma atitude. Não é necessário ser santo para amar os inimigos e os malfeitores. Basta ter o firme propósito de viver como cristão. O amor é uma proposta de vida, um compromisso com a própria consciência. No fundo é algo simples e com profundo potencial transformador da sociedade.

Se cada homem adotar o hábito de imaginar-se no lugar do outro antes de agir ou falar, certamente o padrão de relacionamento humano melhorará muito. Não importa se o próximo é mesquinho, viciado ou corrupto. Não se trata de gostar ou não, mas de agir corretamente. Isso não implica um viver irreal, no qual não se tome cuidado com os indivíduos perigosos. É preciso ser manso como as pombas e prudente como as serpentes, conforme o dizer de Jesus. É necessário perceber o mal onde ele existe, para viabilizar a defesa. Mas não valorizar o mal na pessoa do próximo e nem desprezá-lo por suas falhas. Ajudá-lo a recuperar-se, sempre tendo em mente o próprio desejo de auxílio, caso o corrupto ou o viciado fosse eu.

Pense nisso.

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Comentários»

1. Adriana - abril 8, 2008

Ramon, adorei esse texto. Gostei da forma como o tema “amor” foi exposto. Muitas pessoas confundem ou não entendem o que vem a ser exatamente a prática do amor. De fato, concordo que trata-se de uma proposta de vida e que é tudo questão de atitude…

Abraços fraternos. Tenha uma ótima semana!

2. Thayná Fernandes - abril 23, 2008

Eu queria dizer que achei esse texto bom, não adorei completamente por que trata muito do amor ao proximo e eu, particulamente não gosto nem um pouco de ajudar o proximo! Eu acho que as pessoas deviam proucupar com suas vidas e não com á dos outros! Por exemplo se eu cair numa piscina niguem irà me salvar, hoje em dia ninguem faz isso então eu pensaria pra que eu salvar os outros, ser solidaria com os outros se eles não forem comigo! É por isso que eu escolho a igreja evangelica, pois ela ajuda você em coisas que o Espiritismo nunca ajudaria, ela explica que ajudar o proximo, como vocês dizem, não leva ninguem a nada só a perda de tempo, como eu estou fazendo agora mandando uma mensagem dessas para que vocês abram os olhos!

Desde de já eu agradeço a sua compreensaõ por escutar as minhas palavras, e o que eu lhe pesso é que tenha amor no coração e não solidaredade!

Um beijo para todas as pessoas que estão lendo a minha carta e obrigada!

Thayná Fernandes

3. Reinaldo - abril 24, 2008

Gostaria que mandassem coisas sobre espiritismo no meu e-mail.


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