jump to navigation

Driblando a adversidade Julho 6, 2008

Posted by Ramon Silva in Motivação, Perseverança, Revolução.
Tags: , , ,
1 comment so far

A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins.

Começou a estudar piano aos 8 anos de idade. Após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach.

No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.

Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como conseqüência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a seqüela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos.

Era o fim de um pianista.

Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A platéia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach.

A Ária da Quarta Corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.

***

Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor.

De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.

Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça.

Pense: você a pode vencer. Vença-a.

Campanha da gentileza Junho 9, 2008

Posted by Ramon Silva in Amor, Perseverança, Revolução, Sabedoria.
Tags:
1 comment so far

O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo. Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista:

Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem.

E, ante o espanto do motorista, continuou:

Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil.

O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora.

O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo. Muito simples – explicou ele. Estou tentando trazer o amor de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza.

Você sozinho? – Disse o outro.

Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha.

Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as 20 pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele. Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia.

O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava. Mas, você vai depender de um taxista!

Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje.

Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras.

O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis.

Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil.

* * *

Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência? Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado…

E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho!

Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona! E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos. Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza…

Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa.

Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza.

Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda.

Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias. Assim estaremos espalhando o germe da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras.

Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade…

Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.

A dor serena Maio 28, 2008

Posted by Ramon Silva in Motivação, Perseverança, Revolução.
add a comment

A experiência da dor é comum a todos os homens. Ela se revela a cada um de modo diferente, mas a todos visita.

Os pobres sofrem pela incerteza quanto à manutenção de sua família. Os doentes experimentam padecimento físico. Os idealistas se angustiam pelo bem que tarda em se realizar. O governante se acabrunha pela magnitude da tarefa que lhe repousa sobre os ombros. Qualquer que seja a posição social de um homem, ele vive a experiência do sofrimento. A própria transitoriedade da vida terrena é fonte de angústias e incertezas. Pode-se muito fazer e muito angariar, mas a morte é uma certeza e a tudo transformará. Alguma dilaceração é inerente ao viver.

Ninguém ignora a possibilidade de seus afetos o sucederem no retorno à Pátria Espiritual. Nenhum homem sensato imagina que o vigor físico o acompanhará para sempre. A universalidade da dor chama a atenção dos homens para o fato de que são essencialmente iguais. Ocupam diferentes posições e têm experiências singulares, mas ninguém é feito de material imune à ação do tempo. A vida material é transitória e isso não se pode negar. Contudo, as pessoas evitam refletir sobre essa realidade. Quando apanhadas pelos fenômenos próprios da transitoriedade da vida, costumam se revoltar.

Todos sofrem, mas poucos sofrem bem. Tão raro é o bem sofrer que geralmente não é sequer compreendido. Quando, em face de alguma experiência dilacerante, a criatura mantém a serenidade, acha-se que ela tem algum problema. Confunde-se sensibilidade à dor com escândalos. Se a pessoa não brada indignada e não procura culpados por sua miséria, entende-se que ela tem algo de obscuro em seu íntimo. Uma mãe capaz de suportar serenamente a dor da morte de um filho surge aos olhos alheios como insensível. Como se ausência de gritos significasse falta de amor!

No Sermão da Montanha, Jesus afirmou a bem-aventurança dos que choram, dos injuriados e perseguidos. Certamente não estava a referir-Se aos que sofrem em meio a revoltas e desatinos. Afinal, em outra passagem evangélica, afirmou que, quem desejasse, deveria tomar sua cruz e segui-Lo. Trata-se de um sinal de que a conquista da redenção pressupõe algum sacrifício.

A Terra, por algum tempo ainda, será morada de Espíritos rebeldes às leis divinas. Por séculos, semearam dor nos caminhos alheios e não se animaram a reparar os estragos. Por isso, são periodicamente atingidos pelos reflexos de seus atos, até que aprendam o código de fraternidade que rege a Vida.

Reflita sobre isso antes de se permitir gritos e rebeldia. As experiências que o atingem visam a torná-lo melhor e mais sensível à dor do semelhante. Elas possibilitam sua recomposição perante a Justiça Cósmica. Não perca a oportunidade com atitudes infantis. Cesse reclamações, não procure culpados e não se imagine vítima. Aproveite o ensejo para exemplificar sua condição de cristão. Quando o sofrimento o atingir, sinta-se desafiado a ser um exemplo de dignidade, esforço e luta. Sua serenidade perante a dor fará com que outros repensem a forma com que vivem. Assim, você estará colaborando na construção de um mundo melhor, com menos revolta e insensatez.

Pense nisso.

Saindo do poço Maio 27, 2008

Posted by Ramon Silva in Momento Espírita, Motivação, Paciência, Perseverança, Reforma Íntima, Revolução, Sabedoria, Tempo, Trabalho.
1 comment so far

Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço.

Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. – Convidou o sapo lá embaixo.

O que tem aí? – perguntou o de cima.

Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu.

O sapo da terra suspirou.

Amigo, você não sabe nada. Você não tem idéia do que é o mundo.

O sapo do poço não gostou daquela observação.

Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo.

Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme.

O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo era verdade.

Haveria um mundo maior lá em cima?

O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo.

Por que nunca me disse? – perguntou o sapinho, desapontado.

Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair.

Eu posso! Eu consigo sair! – falou o sapinho.

E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando.

Não adianta, filho. – tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz.

Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! – chorava o filhote.

E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho.

***

Um pobre camponês de apenas 8 anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações.

Pai, estamos em um poço? – perguntava.

Depende do ponto de vista. – respondia o pai.

Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai, mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos.e Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação levá-lo para bem longe.

Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do Mundo. Um dia, ele se tornaria amigo do Presidente e da Primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung.

Li Cunxin saiu do poço.

***

Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e vivas as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado!

Pense nisso!

Adiante Maio 18, 2008

Posted by Ramon Silva in Amor, Família, Motivação, Revolução, Tempo.
Tags: ,
2 comments

Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América. Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans. Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas.

Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos. Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado. Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada. Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível.

O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada. Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans.

A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis 1 metro e 90 centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia. Escapando de seus braços, sua amada morre submersa.

***

Como seguir adiante depois de acontecimentos como este? Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?

Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confiança em Deus.

Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança. Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias… Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, Onipresente, Bom e Justo. Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém.

E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender. Esta inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam. Deus não Se esquece, nada deixa de lado, não privilegia.

Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade. Seus desígnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas razões logo adiante. Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda não compreendendo Suas ações.

***

Adiante… É forçoso seguir adiante. Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar. Não esmoreças… Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores…

Confia… E segue sempre… Adiante.

Servir Março 28, 2008

Posted by Ramon Silva in Liderança, Motivação, Revolução, Sabedoria, Trabalho.
Tags: , , ,
1 comment so far

Em certa passagem evangélica, Jesus ofertou Sua paz à Humanidade. Mas salientou que essa paz era diferente da paz mundana. Em outro momento, disse que o Reino dos Céus somente era acessível a quem fazia a vontade de Deus. Também sentenciou que o Reino dos Céus não vem com aparências exteriores. Conclui-se que o Reino dos Céus é um estado de consciência.

A paz do Cristo corresponde a uma consciência em paz. O Espírito que pacifica a própria consciência goza de uma intensa e imperturbável satisfação íntima. Esse profundo silêncio interior, extremamente prazeroso, não depende de circunstâncias materiais. Mesmo perante a luta, a serenidade persiste inalterável. No mundo atual, em que as criaturas portam inúmeras neuroses e complexos, evidencia-se a geral carência da paz do Cristo. A capacidade de manter serenidade e harmonia, em meio a dificuldades, parece muito desejável. Evidentemente, a conquista da paz ofertada pelo Mestre pressupõe seguir-Lhe os ensinamentos e imitar-Lhe a conduta.

A vida de Jesus foi muito rica e plena de significados. Dela é possível tirar infinitas lições. Um dos ensinamentos mais preciosos vem da assertiva de Jesus de que Ele não viera à Terra para ser servido, mas para servir. Como Jesus é o Modelo e o Guia da Humanidade, tem-se que o cristão deve ser um servidor.

Contudo, servir não implica fazer todas as vontades do próximo. Quem realiza vontades e caprichos é um escravo, não um servidor. Servir significa atender necessidades legítimas, imprescindíveis ao bem-estar físico e emocional das criaturas. Jesus foi um servidor, jamais um escravo. Todos tinham necessidade de Suas sublimes lições e Ele as deu. Havia carência de exemplos de dignidade e compaixão e Jesus viveu tais virtudes com perfeição. Mas Ele jamais foi conivente com a hipocrisia e os vícios de toda ordem.

Quando Lhe pediam sinais, Ele não os dava. O Mestre não atendeu meras vontades ou caprichos. Ele satisfez necessidades legítimas. Em suma, cumpriu o Seu papel no Mundo.

Quem deseja a paz do Cristo, deve seguir esse exemplo. É necessário adotar o papel de servidor. Servir implica tornar-se um agente do progresso. O genuíno servidor aprimora seus talentos pelo estudo e pela reforma íntima. E utiliza esses recursos na construção de um Mundo melhor. Auxilia o próximo ao atender suas legítimas necessidades. Em sua imperfeição, os homens erram. Conseqüentemente, precisam de tolerância, compreensão e auxílio. Mas eles também devem evoluir para Deus.

A vida terrena tem a finalidade de propiciar a evolução espiritual. Não se trata de um passeio descompromissado. Assim, servir o próximo é ajudá-lo a ser o melhor que puder. Evoluir é uma imperiosa necessidade de todo ser vivo. Bem se vê que servir não é infantilizar ninguém, ao furtá-lo às experiências necessárias ao seu viver. Serve melhor quem, por seus atos e palavras, incentiva o semelhante a ser trabalhador, puro, leal e bondoso. Quem serve converte-se em um poderoso elemento do progresso e cumpre a função que lhe cabe no concerto da Criação.

Assim, vive em paz, pela consciência do dever atendido.

Pense nisso.

A cura que se deseja Março 20, 2008

Posted by Ramon Silva in Motivação, Revolução, Tempo.
Tags: , , , , ,
1 comment so far

Impressionantes casos de curas são relatados por especialistas e estudiosos da área médica. Um eminente oncologista americano, Dr. Bernie Siegel, narra o caso muito curioso de uma paciente que o procurou. Ela morava a mais de mil quilômetros de distância da sua clínica. Quando recebeu o diagnóstico de que teria somente poucas semanas de vida, pediu para consultar com Dr. Siegel. Tentaram a princípio, demovê-la da idéia. Ela estava muito doente, a clínica ficava muito distante, ela já tinha um diagnóstico. Ela insistiu, conseguindo seu intento.

Dr. Siegel a examinou e lhe disse que ela chegara tarde demais. Ele era médico e como médico, constatara que nem cirurgia, nem quimioterapia poderiam curá-la. Seu destino era mesmo a morte, a etapa final da natureza biológica. A mulher estava irredutível e passou a crivá-lo de perguntas.

- Ela teria uma chance em dez?

Com a resposta negativa, ela foi prosseguindo com as perguntas:

- Teria uma chance em cem? Em mil? Em um milhão?

Bom, em um milhão de pacientes, é provável.- falou o especialista.

De olhos brilhando, com firmeza, ela argumentou:

- Então, doutor, cuide de mim, porque eu sou essa paciente no meio do milhão.

Dada a firmeza da mulher, ele iniciou o tratamento. Quando foi estudar seu histórico médico, Dr. Siegel deu-se conta que o câncer de que ela era portadora, começara exatamente quando ela entrou em um processo litigioso de divórcio. Ela ficara tão triste, que desejara morrer, para se vingar do marido. Foi quando gerou o câncer.

Trabalhou o médico essa questão com ela:

- Morrer por causa de uma pessoa?

E motivou-a. Ela se submeteu à terapia psicológica de otimismo, enquanto fazia quimioterapia. Resultado final: ela se curou. E Dr. Siegel, que tem a certeza de Deus e de que o organismo é uma máquina extraordinária, conta que calcula o tempo de vida de seus pacientes pela forma como eles encaram a enfermidade.

Há os que optam pela terapia psicológica, porque crêem na vida e desejam lutar. São os que vivem mais. Há os que simplesmente se entregam, não desejando lutar. São os que perdem a batalha mais rapidamente. Isto é, a vida.

* * *

Se você está enfermo, se recebeu um diagnóstico de difícil sobrevida, não se entregue. A morte chegará, com certeza, pois nenhum ser vivo a ela escapa. Mas poderá chegar mais tarde. E sem tantos traumas.

Encare a enfermidade e decida-se por viver o melhor possível, emocionalmente falando. Ame-se, ame aos que o cercam, ame a vida.

Não importa o tratamento a que você se submeta, ele terá total, parcial ou nenhuma eficácia, conforme o deseje você.

Pense nisso e decida o que almeja para si.

Até quando? Março 12, 2008

Posted by Ramon Silva in Momento Espírita, Motivação, Revolução, Tempo.
Tags: , , , , ,
2 comments

Quantas vezes você já indagou por quanto tempo ainda conseguirá agüentar as dificuldades que o atormentam? Quantas vezes, pela manhã, ao despertar, você se sente sem forças para enfrentar o dia que surge? Quantas vezes já disse a si mesmo que chegou ao limite de suas energias, que não agüenta mais? E, no entanto, você prossegue, dia após dia, nas lides do trabalho, nas problemáticas familiares, nos embaraços financeiros, enfim…

É bastante peculiar essa capacidade que tem o ser humano de não se entregar, mesmo que pareça estar em quase desfalecimento. Mais de uma vez, com certeza, você já ouviu falar de crianças e bebês encontrados com vida, após dias de soterrados. Como se recusassem a desistência da luta, da vida. E nos recordamos dos sofrimentos das mulheres que vivem em países onde lhes são negados quaisquer direitos. Sem direitos à escola, a atendimento médico, a tratamento humanitário. Mulheres que em plena adolescência, ou ainda na meninice, são dadas em casamento a homens, quase sempre bem mais velhos que elas. Elas têm seus sonhos destroçados, suas vontades menosprezadas. Mulheres que sofrem espancamentos por nada e por coisa alguma. Porque ousaram conceber uma menina, quando o marido aguardava um menino. Porque tentam andar sozinhas pelas ruas, porque planejam fugir, porque erguem a tonalidade da voz. Os maus tratos são rotina. E ninguém se importa. O que faz um homem, portas adentro de seu lar, com a esposa ou filhos, não é da conta de ninguém.

Os anos passam e elas vão acumulando no corpo as marcas dos espancamentos: dentes faltando, lacerações, hematomas. Algumas fogem da vida, por não enxergarem perspectivas de alterações positivas, em suas existências. Outras, corajosas, optam por estabelecer objetivos para si mesmas. Objetivos que as mantêm vivas e as fazem não desistir: a vida de seus filhos, a sua liberdade, a liberdade de seu país. Como uma rocha, enfrentam os ventos turbulentos. Choram, lamentam, mas não desistem. Quantas agressões pode suportar um corpo humano? Qual o limite? Algumas ainda carregam a generosidade n´alma, para socorrer seres que crêem mais infelizes que elas mesmas. Uma generosidade que não se abala, nem se contamina pelos desapontamentos e desilusões de cada dia. E quando têm a oportunidade de fazer algo a benefício de outrem, se entregam até ao sacrifício da própria vida.

São exemplos. Por isso, quando as forças lhe estiverem falhando, pense que dentro de você ainda existem energias. E não se deixe derrotar, jamais. Um dia, o panorama se modifica. A noite se transforma em alvorada. Aguarde pelos raios da madrugada nova e não se entregue ao desânimo, em circunstância alguma. O sol pode demorar a surgir, mas sempre ressurge, afagando a vida e renovando a esperança. Aguarde, sem abandonar a luta. Amanhã, amanhã pode ser o dia da sua libertação do círculo das dores.

Espere.

Consequências do sofrimento Março 10, 2008

Posted by Ramon Silva in Momento Espírita, Revolução, Trabalho.
Tags: , ,
add a comment

Existem pessoas muito amargas no Mundo. Pessoas que parecem ter se tornado indiferentes à dor alheia, às dificuldades que tantos enfrentam. Fechadas em si mesmas, essas pessoas somente exteriorizam a mágoa que as atormenta. Por mais familiares ou amigos as envolvam em manifestações de afeto, de consideração, elas persistem na sua posição. Afirmam que foram muito feridas, receberam traições, sofreram em demasia e, por isso, ficaram assim. Contudo, há de se considerar que, em verdade, a causa da sua amargura não são as dores eventualmente experimentadas, desde que muitas pessoas sofreram muito mais do que elas e não têm essa mesma reação. Recordamos do exemplo da paquistanesa Mukhtar Mai.

A jovem paquistanesa, para atender uma desavença tribal, mereceu a penalidade da violência sexual, por vários homens do clã que se considerou ofendido. Sua história ganhou as manchetes. Tudo porque essa jovem corajosa, em vez de se entregar ao desespero, resolveu lutar por seus direitos. Direitos humanos. Direitos de mulher. Sabedora de que centenas de mulheres, em seu país, se suicidam, todos os anos, depois de passarem por situações semelhantes à sua, ou outras violências, resolveu agir. Analfabeta e pobre, a partir de valores que lhe foram dados pelo governo paquistanês, em um acordo histórico, ela abriu uma escola para meninas. Seu objetivo é que as futuras gerações de mulheres, em seu país, não cresçam analfabetas como ela e venham a ser vítimas indefesas de toda forma de barbárie.

Diretora de escola, foi eleita mulher do ano nos Estados Unidos, em 2005. Em março de 2007, o Conselho Europeu outorgou a ela o North-South Prize de 2006, pela contribuição notável aos direitos humanos. É ela mesma, Mukhtar Mai quem diz:

Se eu ficasse em casa chorando e me lamentando pelo meu destino, não poderia mais me olhar no espelho. Às vezes, fico sufocada de indignação. Mas nunca perco a esperança. Minha vida tem um sentido. Minha infelicidade tornou-se útil para a comunidade. Todos os dias eu ouço as meninas recitarem suas lições, correrem, conversarem no pátio e rirem. Todas essas vozes me reconfortam, alimentam minha esperança. Essa escola tinha de ser criada, e eu continuarei a lutar por ela. Daqui a alguns anos, essas menininhas já terão suficientes ensinamentos escolares para enfrentar a vida de uma outra maneira, espero. Luto por mim mesma e por todas as mulheres vítimas de violência em meu país. Ao defender meus direitos de ser humano, lutando contra o princípio da justiça tribal que se opõe à lei oficial, tenho a convicção de estar apoiando as intenções da política de meu país. Se pelos estranhos caminhos do destino posso ajudar, desse modo, o meu país e o seu governo, é uma grande honra. Que Deus proteja minha missão.

Pensemos no exemplo e nas palavras da paquistanesa, que continua aguardando por justiça, sem deixar de lutar pelo bem geral. Pensemos e, ante as dores que nos cheguem, decidamos pela melhor ação: aproveitar integralmente a lição, a oportunidade, o momento. Utilizemos a dor a nosso favor e, se possível, de todos os demais que conosco privam das bênçãos deste lar chamado Terra.