Onde estão os nossos amores? Novembro 6, 2008
Posted by Ramon Silva in Motivação, Perseverança, Reflexão, Sonhos, Tempo.Tags: morte, parentes
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Quando as sombras da morte arrebatam nossos amores, um punhal se crava em nosso coração. A dor moral é tamanha, a sensação de perda é tão grande que o corpo inteiro se retesa e sente dores. À medida que os dias se sucedem e as horas avançam, tristonhas, acumulando dias, a ausência da presença amada mais se faz dolorida. Então, revolvemos nossas lembranças e no Banco de Dados da nossa memória, vamos recordar dos momentos felizes que juntos desfrutamos. Recordamos das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices. E até das rusgas, dos pequenos embates verbais que, por convivermos tão próximos, aconteceram, ao longo dos anos.
Se o ser amado é um filho, ficamos a rememorar os primeiros passos, as palavras iniciais, os balbucios. E a noite da saudade vai se povoando de cenas que tornamos a viver e a sentir. Recordamos o dia da formatura, as festas com os amigos, as ansiedades antes das entrevistas do primeiro emprego. Tantas coisas a rememorar… Acionamos as nossas recordações e, como um filme, as cenas vão ali se sucedendo, uma a uma, enquanto a vertente das lágrimas extravasa dos nossos olhos.
Se se trata do cônjuge, vêm-nos à lembrança os dias do namoro, os tantos beijos roubados aqui e ali, as mãos entrelaçadas, os mil gestos da intimidade… Na tela mental, refazemos passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza, juntos vividos e vencidos.
Pais, irmãos, amigos, colegas. A cada partida, na estatística de nossa saudade, acrescentamos mais um item. E tudo nos parece difícil, pesado. A vida se torna mais complexa sem aqueles que amamos e que se constituíam na alegria de nossos dias. Vestimo-nos de tristeza e desaceleramos o passo da própria existência. Como encontrar motivação para a continuidade das lutas, se o amor partiu? Como prosseguir caminhando pelas vias da solidão e da saudade?
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Nossos amores vivem e nos vêem, nos visitam. Não estão mortos, apenas retiraram a vestimenta a que nos habituáramos a vê-los. Substituíram as vestes pesadas por outras diáfanas, vaporosas. Mas continuam conosco. Por isso, não contribuamos para a sua tristeza, ficando tristes.
Eles, que nos amaram, continuam a nos amar com a mesma intensidade e nos desejam felizes. Por isso nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas. Por isso nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seus beijos de amor.
Sim, eles nos visitam. Eles nos acompanham a trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero. Eles estão libertos da carne porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra: crianças, jovens, adultos ou idosos.
Cada qual tem seu tempo, determinado pelas sábias Leis Divinas.
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Quando as dores da ausência se fizerem mais intensas, ora e pede a Deus por ti e por teus amores que partiram. E Deus, que é o amor por excelência, te permitirá o reencontro pelos fios do pensamento, pelas filigranas da prece, na intimidade da tua mente e do teu coração. Utiliza essa possibilidade e vive os anos que ainda te faltam, com nobreza, sobre a Terra.
O filho que ficou em casa Novembro 5, 2008
Posted by Ramon Silva in Amor, Família, Reflexão, Sabedoria.Tags: filho, pais, Revolta
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O ensino mediante parábolas foi um precioso recurso utilizado por Jesus em Seu ministério de amor. Essas pequenas histórias contêm profundos ensinamentos que o leitor ou o ouvinte gradualmente percebe. Os séculos passam, mas as grandes lições não envelhecem, pois retratam a eterna luta da alma humana para libertar-se do primarismo evolutivo.
A Parábola do Filho Pródigo é uma dessas belas lições. Como toda parábola, ela comporta diversas leituras, sempre ricas de ensinamentos. O enfoque pode ser na generosidade do pai, sempre disposto a acolher com alegria o filho que se perdera. Ou nas dores que o desfrutar das paixões provoca. Mas um ponto interessante para reflexão reside no comportamento do filho que ficou em casa.
Em um primeiro momento, ele parece mais equilibrado do que o seu irmão. Satisfeito com a disciplina da casa paterna, não se entusiasma com a perspectiva de festas e desfrutes. Enquanto o denominado filho pródigo ganha o mundo, ele permanece vivendo de forma equilibrada. Entretanto, esse equilíbrio é colocado à prova quando seu irmão retorna, sofrido e humilhado. Então, em vez de se alegrar com o retorno do companheiro de folguedos infantis, ele se indigna. Recusa-se a entrar em casa e a participar da festa. Instado pelo pai a retificar o comportamento, dá mostras de rancor ao falar de sua prolongada obediência, a seu ver sem recompensas.
O filho que ficou em casa representa uma parcela muito significativa da Humanidade. Trata-se das pessoas bastante focadas em viver sem escândalos, mas também sem generosidade. Elas se esmeram em cumprir regras, em fazer o que parece correto, em termos pessoais ou sociais.
Contudo, o seu viver não tem bondade. Porque conseguem domar algumas paixões, criticam asperamente quem a elas sucumbe. Muitas chegam a desejar a dor e a desgraça para aquele que comete pequenos deslizes ou se permite viver de forma desregrada. Essas pessoas, em sua severidade, não entendem o essencial das leis divinas. Essas leis não existem para cercear todos os passos das criaturas. Elas são um roteiro de liberdade e felicidade.
Uma vida digna e profícua é resultado da internalização dos códigos divinos. Mas essa internalização é incompatível com um coração rancoroso e ressequido. É preciso bondade e leveza para uma correta compreensão da Lei de Amor que rege os mundos.
Embora com necessidade de experiências diversas, todos os homens são irmãos e se assemelham, em sua essência. Para viver em paz, urge identificar-se com o próximo e ser feliz com a felicidade dele.
A vida trata de providenciar as reparações e as lições necessárias. O papel dos homens consiste no auxílio mútuo e na vivência da fraternidade.
Pense nisso.
Nossos Vizinhos Novembro 4, 2008
Posted by Ramon Silva in Família.Tags: educação, filhos, vizinhos
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Nos dias que vivemos, tal tem sido a preocupação dos pais em proteger seus filhos de dificuldades que, por vezes, exageram. Assim é, por exemplo, com respeito a relacionamento com vizinhos. A falta de respeito de algumas pessoas, que ultrapassam os limites do equilíbrio, tem gerado, é verdade, situações embaraçosas. Mas, os conflitos humanos, impondo condutas de distanciamento, evitam a prática da fraternidade que sustenta os sentimentos e lhes dá vigor.
As comunicações virtuais, por sua vez, têm isolado as pessoas nos lares, afastando-as de convivência salutar. Como conseqüência, passamos a sentir as dificuldades de convivência humana aumentarem.
Olhando para os nossos vizinhos de apartamento, de residência, damo-nos conta que raramente nos comunicamos. Mesmo quando nos encontramos nos elevadores, nos parques, nas ruas, nossa comunicação se limita a frases curtas e respostas monossilábicas. Assim, a família vai se fechando cada vez mais. E isso prejudica a educação dos filhos e a convivência agradável.
O homem é um ser gregário, por isso, a convivência com o próximo é uma necessidade de alta significação. Estar com o outro, conviver com ele faculta o desenvolvimento da sensibilidade afetiva, que trabalha em favor dos sentimentos elevados do ser humano.
A vida social propicia entendimento fraterno, trabalho coletivo em favor da solução de problemas-desafios, que a todos atingem. Na educação infantil, a convivência com vizinhos é importante. Sem envolvimentos emocionais profundos entre as pessoas, que possam gerar conflitos, manter a boa vizinhança é altamente benéfico. O vizinho, na condição do próximo menos distante, é oportunidade de convivência edificante, através da cordialidade, da urbanidade, do respeito.
Em se tratando de nossa criança, é importante estimulá-la a buscar a companhia dos amigos vizinhos, a se divertir com eles, estudarem juntos, resolvendo seus deveres escolares. Tudo isso é significativo para a construção social.
Naturalmente, os pais estarão vigilantes, estabelecendo regras e critérios para que a convivência não se transforme em algo indisciplinado e constrangedor. O vizinho, pela sua proximidade física, proporciona ensejo de amizade, permitindo o exercício da bondade, enquanto se trocam conhecimentos úteis.
Se os pais mantêm agradável convivência com os vizinhos, evitando comentários indevidos, censuras e reproches, os filhos os imitarão. Isso porque a criança imita sempre os atos dos adultos, no lar, na rua, na escola.
Convivendo com nossos vizinhos, estimulando as crianças a fazerem o mesmo, estaremos contribuindo para uma valiosa conquista ética do grupo humano, que marcha para uma sociedade mais harmônica.
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A educação, em si mesma, e particularmente a infantil é um trabalho de todo dia, de toda hora, e não apenas de momentos emocionais, carregados de afeto exagerado ou de agitação e desequilíbrio. Desse modo, o diálogo contínuo, os esclarecimentos em vez das ordens e imposições, os bons exemplos serão a nota de importância na boa formação do caráter dos nossos filhos.
Pensemos nisso.
O importante é bem viver Novembro 3, 2008
Posted by Ramon Silva in Justiça, Sabedoria.Tags: injustiça, sócrates
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Sócrates está preso. Acusado pelo Tribunal dos Heliastas de não reconhecer os deuses que a cidade reconhecia e de corromper os jovens, com seus ensinos nobres, o septuagenário sábio tem seu corpo enjaulado por 40 dias. Sim, seu corpo apenas, pois de seu Espírito jamais conseguiram sequer chegar perto seus acusadores.
Obviamente se tratava de uma condenação injusta. Injustiça dos homens, mas que o filósofo aceitou com tranqüilidade e segurança. Seus discípulos, porém, não aceitaram tão facilmente assim, e chegaram a elaborar um plano de fuga para o mestre. Tudo estava arranjado: compra de guardas, rota de fuga, navio. Sócrates poderia assim fugir com certa facilidade, graças aos amigos e admiradores. A dificuldade única estava em convencê-lo de que deveria escapar. Se me provarem por argumentos racionais, que devo fugir, fugirei. – Disse aos discípulos preocupados.
Assim ouviu o argumento da defesa da vida: Ora, viver é o mais importante! – clamaram entusiasmados.
Ao que ouviram como resposta: A única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.
Assim o mestre ateniense deixava claro que mais importante do que viver, seria bem viver, viver dignamente, sem ter a alma manchada pelos delitos.
Ninguém, nem os amigos e nem mesmo a esposa, que o visita uma última vez, com os filhos, conseguem convencê-lo a ir contra sua consciência.
Mais difícil é evitar o mal, pois ele corre mais rápido que a morte. – Afirmava também, procurando fazer com que todos entendessem que a morte não era o maior mal.
Platão narra que, finalmente, chega o carcereiro com a cicuta. Sócrates toma o veneno num gole só. Os amigos soluçam.
Ainda tem tempo de consolá-los em seus últimos segundos de vida corporal: Não, amigos, tudo deve terminar com palavras de bom augúrio: permanecei, pois, serenos e fortes.
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Que alma honorável! Que postura impecável perante a vida e seus males… O importante é bem viver… Sim, viver com honestidade, com honradez, dignamente.
A vida do corpo não é mais importante do que as virtudes da alma. Assim nos mostraram vários dos grandes Espíritos que encarnaram na Terra. A vida do corpo de alguns lhes foi tirada, mas de nenhum deles se conseguiu matar virtudes, os seus ensinos ou a integridade de caráter.
Não estamos aqui, na Terra, para viver apenas – que fique bem claro aos bons vivants do mundo. Estamos aqui para bem viver, para crescer e ajudar o mundo ao nosso redor a realizar seu progresso. Tudo que nos ponha num sentido oposto a esse, deve ser repensado com urgência.
A única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.
Capacidade de amar Novembro 2, 2008
Posted by Ramon Silva in Amor, Família.Tags: Amor, crianças, madre tereza, orfãos, pais
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Até que ponto vai nossa capacidade de amar? Na História da Humanidade, temos registros de pessoas de excepcionais qualidades que amaram, sem restrições.
Tais foram Gandhi, o Apóstolo da não-violência; Madre Teresa de Calcutá, a Missionária da Caridade; Irmã Dulce, chamada Irmã dos Pobres.
Também se tem registros de criaturas com uma frágil capacidade de amar, que impõem condições onde a beleza física, a inteligência, a graça são requisitos imprescindíveis.
Assim, para a adoção, as crianças excepcionais ou que apresentem qualquer dependência, que não sejam dotadas de encantos físicos permanecem nos orfanatos, os olhos ansiosos, à espera de alguém que se lhes achegue e lhes dê um verdadeiro lar. Muitas delas alcançam a maioridade em tais locais, sem jamais terem conhecido carinho familiar, aconchego doméstico. Madre Teresa de Calcutá tinha sempre histórias interessantes a respeito. Seu exemplo cativava as criaturas que, à semelhança dela, se devotavam a seres considerados excluídos da sociedade, com especial cuidado.
Narrou ela que, certa vez, uma família de posse, pertencente à alta classe indiana, tendo visitado as obras das Missionárias da Caridade, interessou-se em levar uma criança abandonada, que vivia no lar.
Passados alguns meses, Madre Teresa soube que a criança ficara muito doente e inválida, apesar do carinho e atenção dos pais adotivos em lhe oferecer o melhor para sua cura.
Ela procurou a família e pediu que lhe devolvessem a criança e ela lhes daria outra, sadia.
O pai olhou para a servidora, sentindo que ela os queria poupar do sofrimento e afirmou:
Madre, tire-me primeiro a vida, depois leve minha filhinha.
Ele havia aprendido a amar a menina de todo o coração.
E assim é o verdadeiro amor. O amor sempre trabalha, construindo o mundo melhor.
O sábio que não ama se torna um monstro, aplicando indevidamente os conhecimentos de que se enriquece. A inteligência, sem o amor, é uma arma perigosa nas mãos do desequilíbrio e das paixões inferiores.
Graças ao amor a jornada humana se torna menos áspera, mais ditosa, convidando o caminhante a prosseguir, sem desânimo, nem desistência, sem parar, até o momento final da vitória.
E o amor de Deus, que a tudo dá vida, é o convite para que o nosso amor vitalize uns aos outros, nessa aventura maravilhosa que é a do progresso, rumo às estrelas.
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Madre Teresa de Calcutá foi capa da revista Time, que reserva suas capas a personagens célebres.
Madre Teresa destacou-se como desses mensageiros de amor e de esperança que, de tempos a tempos, enriquecem o planeta. Os ideais de trabalho das Missionárias da Caridade estipulam que elas devem levar às crianças das favelas a imagem de Cristo como amigo dos pequenos. Elas ensinam também que é preciso amar os pobres com o amor do Cristo, ajudá-los com sua própria ajuda e doar-se, como Ele o fez.
Uma refeição inesquecível Novembro 1, 2008
Posted by Ramon Silva in Amor, Família, Sabedoria.Tags: amizade, fome, pobreza
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Você, com certeza, deve ter ido almoçar ou jantar em casa de amigos, muitas vezes. Se hoje alguém lhe perguntasse, qual desses momentos foi inesquecível, você lembraria?
Pois quando a pergunta foi feita para uma jornalista chinesa, de imediato ela recordou da refeição mais memorável de sua vida.
Ela fora enviada a uma aldeia, em uma viagem jornalística, para apresentar os camponeses esquecidos. Foi designada para ficar com uma família uma noite. Um casal com três filhos.
Eles tinham duas galinhas e todos os dias trocavam dois ovos por um pouco de arroz, farinha, óleo e algumas verduras. É claro que não estavam em condições de alimentar um hóspede. Assim, a jornalista se preparou para passar fome, pois seria melhor do que comer da pouca comida que eles tinham.
A casa tinha paredes de barro e telhado de palha. A dona da casa lhe mostrou uma prancha de madeira, a cama que ela deveria partilhar, naquela noite, com as meninas de 7, 5 e dois anos e meio. As crianças ficaram muito agitadas. Abriram a bolsa da jornalista, tiraram tudo de dentro e a crivaram de perguntas:
O que era um creme facial? Para que servia um lenço? O que se coloca dentro de uma frasqueira?
A dona da casa gritou lá do quintal: Hora do jantar.
Pela casa escura, foram as meninas e a jornalista, até a cozinha. As pequenas aplaudiram o que viram. A jornalista ficou petrificada: sobre a pequena mesa quebrada estava uma galinha assada.
Por que você matou sua galinha? Por favor, não diga que foi por minha causa.
A mulher não tinha meias palavras. A vida a tornara dura, seca.
É claro que foi por sua causa! Você veio de longe e é nossa hóspede.
Apenas coma: não temos outra coisa para lhe dar.
A dona da casa se manteve fria, não sorriu, mas a jornalista ficou comovida com sua bondade.
Haveria, pensou, em algum outro lugar do mundo alguém que oferecesse metade dos seus bens terrenos a um convidado, para o jantar?
Foi uma refeição inesquecível. Uma experiência inigualável.
Com gratidão, quatro anos depois, ela voltou para visitar a família. Eles haviam enriquecido, graças à nova política da China. E a família também demonstrou a sua gratidão por sua visita: deu-lhe, de presente, vinte galinhas e cem ovos.
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A próxima vez que você fizer uma refeição em casa de um amigo, pense em como ele se esmerou para o receber.
Pense no tempo que ele dedicou a elaborar o cardápio, escolhendo o que mais agradasse a você. Atente para a mesa bem posta, os detalhes aqui e acolá e seja grato.
Não reclame se um pequeno senão ocorrer, como a carne não estar tão bem passada quanto você aprecia. Ou se ao molho faltou uma pitada de algo mais. Lembre que você foi convidado, aguardado, bem recebido e manifeste a sua gratidão.